MINISTÉRIO DA SAÚDE




                                Núcleo de Apoio a Saúde da Família
OFICINA deQUALIFICAÇÃOdo NASF




             Brasília DF
                2010
MINISTÉRIO DA SAÚDE
           Secretaria de Atenção à Saúde
          Departamento de Atenção Básica




                                                   Núcleo de Apoio a Saúde da Família
OFICINA deQUALIFICAÇÃOdo NASF




        Série C. Projetos Programas e Relatórios




                      Brasília DF
                         2010
© 2010 Ministério da Saúde.
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http://www.saude.gov.br

Série C. Projetos Programas e Relatórios

Tiragem: 1ª edição – 2010 – 10.000 exemplares


Elaboração, distribuição e informações:                                             Autores:
MINISTÉRIO DA SAÚDE                                                                 Rosani Pagani
Secretaria de Atenção à Saúde                                                       Fabiane Minozzo
Departamento de Atenção Básica e Departamento de Ações                              Natali P. Minóia
Programáticas Estratégicas                                                          Clesimary Evangelista M. Martins
Coordenação de Gestão da Atenção Básica DAB/SAS/MS                                  Juliana O. Soares
Setor de Administração Federal Sul - SAF - Quadra 2                                 Patrícia Sampaio Chueiri
Lote 5/6 Edifício Premium - Torre II - Auditório - Sala 10                          Celina M. P. de Cerqueira e Silva
CEP: 70.070-600 - Brasília - DF                                                     Normalização:
FONE: (61) 3306-8505 / 3306-8099                                                    Aline Santos Jacob
E-mail: dab@saude.gov.br
Home page: www.saude.gov.br/dab                                                     Coordenação Editorial:
                                                                                    Renata Ribeiro Sampaio
                                                                                    Antonio Sérgio de Freitas Ferreira
Supervisão geral:                                                                   Revisão:
Claunara Schilling Mendonça                                                         Ana Paula Reis
Coordenação:                                                                        Projeto gráfico, diagramação e capa:
Nulvio Lermen Júnior                                                                Artmix – Studio de criação
Elisabeth Susana Wartchow
                                                                                    Impresso no Brasil / Printed in Brazil

                                                          Ficha Catalográfica

          Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
             Oficina de qualificação do NASF / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de
          Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010.
             86 p. : il. (Série C. Projetos Programas e Relatórios)

              ISBN 978-85-334-1763-2

              1. Atenção primária à saúde. 2. Agente comunitário de saúde. 3. Educação em saúde. I. Título. II. Série.

                                                                                                                  CDU 616-051

                   Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 0588/2010


Títulos para indexação:
Em inglês: Workshop for Family Health Support Team improvement
Em español: Taller para calificación de equipos de apoyo a la Salud de la Família
Sumário
 APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................. 7

 CAPÍTULO I ......................................................................................................................................... 11
 1 Qualificação do NASF ..................................................................................................................11

      1.1      NÚCLEO DE APOIO À SAUDE DA FAMÍLIA ................................................................11
               1.1.1 Contextualização ..................................................................................................................................... 11
               1.1.2 Processo de trabalho e as ferramentas do NASF ....................................................................12
      1.2      PACTO PELA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL ...........................................14
               1.2.1 Objetivo geral ...........................................................................................................................................15
               1.2.2 Plano de ação para a redução da mortalidade infantil ..................................................... 16
      1.3      OFICINA DE QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO NASF ................................ 17
               1.3.1 Objetivos......................................................................................................................................................17
               1.3.2 Metodologia..............................................................................................................................................17
               1.3.3 Produtos ..................................................................................................................................................... 18
               1.3.4 Programação geral ............................................................................................................................... 18
               1.3.5 Público-participantes das oficinas.............................................................................................. 20
               1.3.6 Organização das oficinas ................................................................................................................ 20

 CAPÍTULO II ........................................................................................................................................ 25
 2 Atribuições gerais ........................................................................................................................25

      2.1      ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PROJETO DO NASF .................... 25
               2.1.1 Coordenadores do projeto ................................................................................................................25
               2.1.2 Apoiadores dos estados (Consultores da Coordenação de Gestão da
               Atenção Básica / MS) ....................................................................................................................................... 26
               2.1.3 Facilitadores nacionais da oficina do NASF ...........................................................................................................26
      2.2      ATRIBUIÇÕES DOS ESTADOS NO PROJETO DO NASF ............................................27
      2.3      ATRIBUIÇÕES DOS MUNICÍPIOS EM RELAÇÃO AS OFICINAS DO NASF ..............27
CAPÍTULO III.......................................................................................................................................31
3 Ações das categorias do nasf no cuidado materno-infantil .........................................................31

     3.1      AÇÕES COMUNS DOS PROFISSIONAIS DO NASF NA REDUÇÃO DA
              MORTALIDADE INFANTIL ......................................................................................... 32
     3.2      AÇÕES ESPECÍFICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF PARA AUXILIAR NA
              REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL .................................................................35
     3.3      DOCUMENTO DE AÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DA GESTÃO
              COM IMPACTO NAS CAUSAS EVITÁVEIS DE MORTALIDADEINFANTIL .............. 56
              3.3.1 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações de imunoprevenção:
                     profissionais das equipes de saúde da família .................................................................. 56
              3.3.2 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à
                     mulher na gestação........................................................................................................................... 57
              3.3.3 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à mulher
                     no parto ..................................................................................................................................................60
              3.3.4 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção ao
                     recém-nascido .....................................................................................................................................60
              3.3.5 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de
                     diagnóstico e tratamento ............................................................................................................. 62
              3.3.6 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de promoção
                     à saúde, vinculadas a ações adequadas de atenção à saúde ..................................... 64
              3.3.7 Fatores de risco e situações em que deve ser considerado o encaminhamento
                     ao pré-natal de alto risco ou avaliação com especialista ............................................. 65

REFERÊNCIAS.....................................................................................................................................69

ANEXOS .............................................................................................................................................. 72
     ANEXO A – Kit Ministério da Saúde ...............................................................................72
     ANEXO B – Kit estadual ....................................................................................................72
     ANEXO C – Instrumentos utilizados na oficina ........................................................72
     ANEXO D – Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada
               em 4 de março de 2008 ..................................................................................80
A presentação
          O projeto Oficina de Qualificação do NASF- Intensificando as ações de redução da mor-
  talidade infantil, é uma das respostas do Departamento de Atenção Básica (DAB) a necessidades do
  Ministério da Saúde e do próprio departamento.
          Em 2008 o Ministério da Saúde (MS) criou os Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF),
  uma proposta inovad ora para o SUS, com o objetivo de fortalecer e ampliar as ações e a resolutivi-
  dade na Atenção Primária a Saúde/ Estratégia Saúde da Família. Com a criação dos NASF e o início do
  desenvolvimento do seu processo de trabalho o DAB identificou à necessidade de propor um método
  formativo que focasse a qualificação do processo de trabalho destas equipes.
          Além disso , o Ministério da Saúde tem como uma das suas prioridades trabalhar a redução
  da mortalidade infantil nas Regiões do Nordeste e da Amazônia Legal como parte de um compromisso
  nacional para acelerar a redução das desigualdades regionais. Para isso foram pactuadas ações e
  disponibilizados recursos e apoio técnico, para a atenção à mulher no pré-natal, parto e puerpério e à
  criança, em 256 municípios prioritários dos 17 Estados da Amazônia Legal e Nordeste, responsáveis
  por 50% dos óbitos em menores de um ano. Nesse sentido, o Departamento de Atenção Básica esta-
  beleceu algumas prioridades que foram pactuadas com as Secretarias Estaduais de Saúde, entre elas,
  destaca-se a ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), a implantação de novas
  equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e a qualificação das equipes de SF e NASF
  em relação à atenção à gestante e à criança.
          A fim de responder as necessidades colocadas, o DAB/MS propõe a Oficina de Qualificação
  do NASF – Intensificando as ações de redução da mortalidade infantil, caracterizada pela re-
  alização inicialmente de oficinas estaduais que discutem o processo de trabalho das equipes NASF,
  tendo como objetivo qualificar a atuação dessas equipes, principalmente, em relação à redução da
  mortalidade infantil, com ações para atenção a gestante e à saúde da criança.
         Nestas oficinas são problematizados os princípios e atributos da Atenção Primária à
  Saúde, o papel dos NASF em relação às equipes de SF e à rede de atenção à saúde locorregional,
  assim como são discutidos os aspectos sobre gerenciamento e programação de ações afim de
  disparar o planejamento de intervenções que venham ao encontro da qualificação da atenção à
  gestante e à criança até cinco anos. Neste primeiro momento do projeto, o assunto disparador
  das discussões sobre o processo de trabalho das equipes NASF será a Mortalidade Infantil, nos
  momentos seguintes as oficinas terão como temas outras necessidades de saúde ou de educação
  permanente de acordo com o contexto.


                                                                                                           71
Capítulo I

1 Qualificação do NASF
1.1 NÚCLEO DE APOIO À SAUDE DA FAMÍLIA


1.1.1 Contextualização
         A Atenção Primária à Saúde é complexa e demanda intervenção ampla em diversos
aspectos para que possa ter efeito positivo sobre a qualidade de vida da população, exigindo um
conjunto de saberes para ser eficiente, eficaz e resolutiva. É definida como o primeiro contato
do usuário com a rede assistencial do sistema de saúde e caracteriza-se, principalmente, pela
continuidade e integralidade da atenção, coordenação da assistência dentro do próprio sistema,
atenção centrada na família, orientação e participação comunitária e competência cultural dos
profissionais (STARFIELD, 2004).
         Dessa forma, são definidos os quatro atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde:
o acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde, a longitudinalidade e a
integralidade da atenção e a coordenação do cuidado dentro do sistema.
        A Saúde da Família caracteriza-se como a porta de entrada prioritária de um sistema de
saúde hierarquizado e regionalizado, o que vem provocando importante movimento de reorientação
do modelo de atenção à saúde no SUS. Visando apoiar a inserção da Estratégia Saúde da Família
na rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Primária, bem como
sua resolutividade, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com
a Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 4 de março de 2008.
        O NASF deve ser constituído por equipes de profissionais de diferentes áreas de
conhecimento, para atuarem em conjunto com os profissionais das equipes de Saúde da Família,
compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das equipes de SF nos
quais o NASF está inserido.
        Existem duas modalidades de NASF: o NASF 1, que deverá ser composto por no mínimo
cinco das profissões de nível superior (psicólogo; assistente social; farmacêutico; fisioterapeuta;
fonoaudiólogo; profissional da Educação Física; nutricionista; terapeuta ocupacional; médico
ginecologista; médico homeopata; médico acupunturista; médico pediatra; e médico psiquiatra),                      Of icina de Qualificação do NASF

vinculado a no mínimo 8 e no máximo 20 equipes de Saúde da Família, e o NASF 2, que deverá
ser composto por no mínimo três profissionais de nível superior de ocupações não coincidentes
(assistente social; profissional de Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo;
nutricionista; psicólogo; e terapeuta ocupacional), vinculado a no mínimo 3 equipes de Saúde da
Família. Fica vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos municípios
                                                                                                      Capítulo I




e no Distrito Federal.
         A definição dos profissionais que irão compor a equipe dos NASF é de responsabilidade dos
gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades
locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações.
                                                                                                       11
O NASF tem como responsabilidade central atuar e reforçar nove diretrizes na atenção à saúde,
                                                                                                                      a saber: a interdisciplinaridade, a intersetorialidade, a educação popular, o território, a integralidade, o
                                                                                                                      controle social, a educação permanente em saúde, a promoção da saúde e a humanização.

                                                                                                                      1.1.2 Processo de Trabalho e as Ferramentas do NASF
                                                                                                                             O processo de trabalho dos NASF, nos territórios de sua responsabilidade, deve
                                                                                                                      ser estruturado priorizando:
                                                                                                                             (a) Ações Clínicas compartilhadas para uma intervenção interdisciplinar, com troca de
                                                                                                                                 saberes, capacitação e responsabilidades mútuas, gerando experiência para ambos
                                                                                                                                 os profissionais envolvidos. Com ênfase em estudo e discussão de casos e situações,
                                                                                                                                 atendimento conjunto, realização de projeto terapêutico singular, reuniões, orientações,
                                                                                                                                 bem como, apoio por telefone, e-mail, etc.;
                                                                                                                             (b) Intervenções específicas do profissional do NASF com os usuários e/ou famílias, com
                                                                                                                                 discussão e negociação a priori com os profissionais da equipe de SF responsáveis pelo
                                                                                                                                 caso, de forma que o atendimento individualizado pelo NASF se dê apenas em situações
                                                                                                                                 extremamente necessárias. E nestes casoscontinuar compartilhando com a equipe
                                                                                                                                 de SF, que não se descomprometeria com o caso, ao contrário, procuraria redefinir
                                                                                                                                 um padrão de seguimento complementar e compatível ao cuidado oferecido pelo NASF
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                                 diretamente ao usuário, ou à família ou à comunidade;
                                                                                                                             (c) Ações compartilhadas nos territórios de sua responsabilidade, desenvolvidas de forma
                                                                                                                                 articulada com as equipes de SF e outros setores. Por exemplo, o desenvolvimento do
                                                                                                                                 projeto de saúde no território, planejamentos, apoio aos grupos, trabalhos educativos,
                                                                                                                                 de inclusão social, enfrentamento da violência, ações junto aos equipamentos públicos
                                                                                                                                 (escolas, creches, igrejas, pastorais etc.).
                                                                                                                              Para a organização e o desenvolvimento do processo de trabalho do NASF, algumas
                                                                                                                      ferramentas podem ser enumeradas, das quais são exemplos: Apoio Matricial, a Clínica Ampliada,
                                                                                                                      o Projeto Terapêutico Singular (PTS), o Projeto de Saúde no Território (PST) e Pactuação do Apoio.
                                                                                                                                  A seguir serão explicadas sucintamente as ferramentas1:
                                                                                                                                   Apoio Matricial: os profissionais (NASF e SF) irão compartilhar os seus saberes, ,
                                                                                                                                    ampliando a resolução dos problemas mais comuns. O Apoio tem duas dimensões:
                                                                                                                                    •	 Dimensão assistencial: é aquela que vai originar uma ação clínica direta com os usuários;
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                    •	 Dimensão técnico-pedagógica: é aquela que vai gerar uma ação e apoio educativo
                                                                                                                                       com e para a equipe.
                                                                                                                                   O Projeto Terapêutico Singular é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas
                                                                                                                                    articuladas para um sujeito individual ou coletivo e resultado da discussão coletiva
                                                                                                                                    de uma equipe interdisciplinar e usuário, com apoio matricial, se necessário. Podendo
                                                                                                                                    ser estruturado por meio dos momentos de: diagnóstico, definição de metas,
                                                                                                                                    responsáveis, avaliação;

                                                                                                                       1
                                                                                                                           Material do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,


     12
                                                                                                                           Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009 (versão preliminar).
 Projeto de Saúde no Território: é uma estratégia das equipes de referência (equipe de
          SF) e de apoio (NASF) para desenvolver ações na produção da saúde no território que
          tenham foco na articulação dos serviços de saúde com outros serviços e políticas, de
          forma a investir na qualidade de vida e na autonomia de sujeitos e comunidades.
         Clínica Ampliada: tomar a saúde como seu objeto, considerando o risco do sujeito em
          seu contexto.
           •	 Tem como objetivo produzir saúde e ampliar o grau de autonomia das pessoas.
              Realizar a avaliação diagnóstica considerando não só o saber clínico, mas também
              o contexto singular do sujeito e definir a intervenção terapêutica considerando a
              complexidade das demandas de saúde.
         Pactuação do Apoio em duas dimensões:
           •	 Construção do Projeto do NASF em conjunto com os gestores, equipe de SF e
              Controle Social; e
           •	 Pactuação do processo de trabalho do NASF entre gestores, equipe de SF, NASF
              e a participação social.
         A equipe do NASF e as equipes da Saúde da Família criarão espaços de discussões para gestão
e constituição de uma rede de cuidados. Por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo
processo de aprendizado coletivo. Dessa maneira, o NASF não se constitui porta de entrada do sistema
para os usuários, mas apoio às equipes de Saúde da Família, e tem como eixos a responsabilização, a
gestão compartilhada e o apoio à coordenação do cuidado que se pretende pela Saúde da Família.
         Propõe-se que as intervenções do NASF sejam pautadas por nove áreas estratégicas. São
elas: atividade física/práticas corporais; práticas integrativas e complementares; reabilitação;
alimentação e nutrição; saúde mental; serviço social; saúde da criança/do adolescente e do
jovem; saúde da mulher e assistência farmacêutica. Dentro de tal perspectiva, o NASF busca
superar a lógica fragmentada da saúde para a construção de redes de atenção e cuidado de
forma corresponsabilizada com a ESF. Sua implementação implica, portanto, necessidade de
estabelecer espaços rotineiros de reunião, o que incluiria discussão de casos, planejamento de
ações, estabelecimento de contratos, definição de objetivos, critérios de prioridade, critérios de
encaminhamento ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação, resolução de conflitos                         Of icina de Qualificação do NASF

etc. Tudo isso não acontece automaticamente, tornando-se necessário que os profissionais, tanto
do NASF como das equipes de Saúde da Família, assumam sua responsabilidade na cogestão da
saúde e os gestores coordenem esse processo, em constante construção.
       Entre as várias ações do NASF, em conjunto com as equipes de Saúde da Família,
                                                                                                       Capítulo I




encontra-se o apoio às atividades que visam à redução da mortalidade infantil.
       A redução da mortalidade infantil é uma prioridade da Presidência da República e conta
com esforços de várias Secretarias do Ministério da Saúde que firmaram o Pacto pela Redução
da Mortalidade Infantil junto com as Secretarias Estaduais de Saúde.
                                                                                                        13
1.2 PACTO PELA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL

                                                                                                                              O Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil nas Regiões do Nordeste e da Amazônia
                                                                                                                      Legal faz parte de um compromisso para acelerar a redução das desigualdades regionais por meio
                                                                                                                      do enfrentamento dos seguintes desafios:
                                                                                                                              •	   Redução do analfabetismo;
                                                                                                                              •	   Redução da mortalidade infantil;
                                                                                                                              •	   Erradicação do sub-registro civil; e
                                                                                                                              •	   Fortalecimento da agricultura familiar.
                                                                                                                               Em relação à redução da mortalidade infantil, a meta estipulada pelo governo federal é de
                                                                                                                      reduzi-la em no mínimo 5%ao ano (2009 e 2010), com foco na mortalidade neonatal (até27dias).
                                                                                                                              As pesquisas apontam que aproximadamente 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem
                                                                                                                      por causas evitáveis, dentre elas, inadequada atenção à mulher durante a gestação, no parto e
                                                                                                                      também ao feto e ao bebê. Além desses fatores, a mortalidade infantil também está associada à
                                                                                                                      educação, ao padrão de renda familiar, ao acesso aos serviços de saúde, à oferta de água tratada
                                                                                                                      e esgoto e ao grau de informação das mães.
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                                                                                                                              A tendência de queda da taxa de mortalidade infantil tem sido acompanhada de importantes
                                                                                                                      mudanças na composição das diversas causas de óbito de crianças de até um ano. Até a década
                                                                                                                      de 80, as principais causas de morte estavam relacionadas às doenças transmissíveis, muitas
                                                                                                                      delas decorrentes das condições ambientais e sociais e também da menor cobertura de serviços
                                                                                                                      de Atenção Primária à saúde.
                                                                                                                              Nos últimos anos, o motivo primordial dos óbitos de crianças nessa faixa etária passou a ser
                                                                                                                      as afecções perinatais, que dependem de fatores associados às condições da criança no nascimento
                                                                                                                      e à qualidade da assistência à gravidez e ao parto. As doenças infecciosas representavam 11,2%
                                                                                                                      da mortalidade proporcional em 1996. Em 2007, caíram para 5,8%. Por outro lado, a proporção de
                                                                                                                      óbitos por afecções perinatais aumentou de 49,7% para 59% no mesmo período (ver gráfico 1).
                                                                                                                      Gráfico 1 – Evolução da mortalidade proporcional em menores de um ano, segundo causas
                                                                                                                                                   de óbito. Brasil, 1996 a 2007.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




     14                                                                                                                                  Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS; IBGE.
A mortalidade infantil costuma ser dividida em três períodos: neonatal precoce (até seis dias),
neonatal tardia (sete a 27dias) e pós-neonatal (28 dias a 11 meses). Em anos recentes, a taxa de
mortalidade infantil tem caído principalmente por causa da redução da mortalidade pós-neonatal,reflexo
da melhoria do acesso aos serviços de Atenção Primária e dos fatores associados ao meio ambiente
(sobretudo água e saneamento). Dessa forma, tornou-se proporcionalmente maior a participação dos
outros dois componentes neonatais na taxa de mortalidade. Estes, para serem atenuados, dependem
do aperfeiçoamento do atendimento à mãe desde a gestação e o parto até o pós-parto, bem como da
qualidade da atenção ao recém-nascido com condições especiais de risco (ver gráfico 2).

  Gráfico 2 – Evolução da mortalidade infantil, segundo componentes: neonatal precoce,
                       tardio e pós-neonatal. Brasil, 1990 a 2007.




            Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS; IBGE.


         Em relação à qualificação da atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido, diversas
ações vêm sendo desenvolvidas, dentre elas, ações de qualificação de profissionais da Atenção
Primária e da atenção obstétrica e neonatal. O Ministério da Saúde também elaborou um Plano
de Qualificação da Atenção em Maternidades e Rede Perinatal, que objetiva apoiar o processo de
qualificação da assistência obstétrica e neonatal nas principais maternidades da Amazônia Legal
e Nordeste brasileiro, a partir das diretrizes das Áreas Técnicas da Saúde da Criança e da Saúde
da Mulher e dos referenciais da Política Nacional de Humanização.

        É nesse contexto que a Oficina de Qualificação do NASF para Intensificação das                                 Of icina de Qualificação do NASF
ações de redução da mortalidade infantil se insere, buscando contribuir para a qualificação das
ações realizadas pela Atenção Primária.


1.2.1 Objetivo geral
                                                                                                          Capítulo I




                                                                                                           15
1.2.2 Plano de ação para a redução da mortalidade infantil
                                                                                                                              O governo federal e os governos estaduais, assegurada a participação dos governos
                                                                                                                      municipais, se comprometem a promover ações integradas de suas secretarias de saúde,
                                                                                                                      respeitando os atos normativos regulamentares e pactos preexistentes no Sistema Único
                                                                                                                      de Saúde (SUS), voltadas para a redução da mortalidade infantil, com ênfase na redução da
                                                                                                                      mortalidade neonatal e priorizando os 256 municípios nos Estados da Região Nordeste e na
                                                                                                                      Amazônia Legal, onde há o maior número de óbitos infantis.

                                                                                                                      1.2.2.1 Principais Ações Pactuadas no Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil

                                                                                                                             As ações propostas estão dispostas nos seguintes eixos prioritários:

                                                                                                                              Qualificar a atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido com reforço das
                                                                                                                      ações de vigilância em saúde à gestante e ao recém-nascido, a partir do acolhimento com clas-
                                                                                                                      sificação de risco e de maior vulnerabilidade. Ressalta-se a necessidade de aprimoramento de
                                                                                                                      ações, como: captação precoce, continuidade e integralidade do cuidado durante a gestação
                                                                                                                      e intercorrências, incluindo a manutenção do acompanhamento de gestantes em pré-natal
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      de alto risco, até a internação para o parto e após a alta hospitalar. Para cada gestante e
                                                                                                                      recém-nascido de risco, deve ser elaborado o Projeto Terapêutico Singular, ou seja, o plano
                                                                                                                      de cuidados, pela equipe de saúde (ESF/Atenção Primária) e envolvendo a usuária, com apoio
                                                                                                                      de equipe interdisciplinar e da equipes especializadas quando necessário. A coordenação do
                                                                                                                      cuidado é sempre de responsabilidade da ESF/Atenção Primária; quando a gestante ou RN
                                                                                                                      estiver sob cuidado especializado e ou hospitalar, deve haver a articulação e corresponsa-
                                                                                                                      bilização entre as equipes dos diversos pontos de atenção da rede, para a manutenção do
                                                                                                                      cuidado integral. O vínculo com a gestante desde o pré-natal é parte integrante das ações
                                                                                                                      de cuidado propiciando acolhimento na hora do parto e nas urgências durante a gravidez.
                                                                                                                      O acolhimento com a classificação de risco (ACCR) é uma tecnologia que contribui para a
                                                                                                                      qualificação do cuidado nas portas de entrada das maternidades/urgências e para reorgani-
                                                                                                                      zação dos processos de trabalho, possibilitando o fortalecimento do trabalho em equipe e a
                                                                                                                      corresponsabilização entre os envolvidos. O acolhimento pressupõe também a participação
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      da rede sociofamiliar da gestante no pré-natal e, em especial, no acompanhamento durante
                                                                                                                      toda a internação para o parto. A vigilância em saúde e monitoramento das gestantes e RN
                                                                                                                      deve ser contemplada, em especial para aqueles de maior risco, além da vigilância dos óbitos.
                                                                                                                             Educação na saúde mediante a educação permanente em saúde dos profissionais de
                                                                                                                      saúde. O processo de qualificação será direcionado para os profissionais de saúde das ESF,
                                                                                                                      NASF, maternidades/hospitais/UTIs neonatais e SAMU.
                                                                                                                             Gestão da informação mmediante a educação permanente dos profissionais de
                                                                                                                      saúde. O processo de qualificação será direcionado para os profissionais de saúde das ESF,
                                                                                                                      NASF, maternidades/hospitais/UTIs neonatais e SAMU.

     16
Vigilância do óbito mediante estruturação das ações de vigilância dos óbitos mater-
nos, fetais, infantis e de óbitos por causa mal definida nas Secretarias Estaduais e Municipais
de Saúde e monitoramento contínuo da ocorrência desses óbitos no Estado e nos municípios.
       Fortalecimento do controle social, mobilização social e comunicação mediante
a promoção de ações de controle social, mobilização social e comunicação, visando uma at-
enção qualificada para as gestantes e os recém-nascidos, com especial atenção para a primeira
semana de vida das crianças residentes no Estado, sexo seguro e prevenção da gravidez não
desejada na adolescência.
         Produção de conhecimento e pesquisas mediante o fomento de pesquisas no Nordeste
e Amazônia Legal que mostre o perfil do parto e nascimento, o diagnóstico do parto domiciliar
assistido por parteiras tradicionais e avaliação da qualidade da atenção pré-natal e puerpério em
municípios de pequeno porte; assim como a produção de revisões sistemáticas sobre efetividade
das intervenções para redução da mortalidade neonatal em áreas marcadas pela pobreza e insu-
ficiente rede de atenção.


1.3 OFICINA DE QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO NASF

        Com o objetivo de qualificar a atuação das equipes de NASF propõe-se a realização de ofici-
nas de qualificação do processo de trabalho relacionadas as necessidades de saúde. Nessa oficina,
pretende-se discutir os princípios e atributos da Atenção Primária à Saúde, o papel dos NASF em
relação às equipes de SF e à rede de atenção à saúde locorregional, assim como discutir aspectos
sobre gerenciamento e programação de ações e disparar o planejamento de intervenções que venham
ao encontro da qualificação da atenção a saúde.

1.3.1 Objetivos
         Realizar alinhamento conceitual sobre a Atenção Primária à Saúde;
         Realizar alinhamento conceitual sobre as diretrizes e o processo de trabalho do NASF;
         Realizar alinhamento conceitual e problematização sobre integração do NASF com as equipes de
          SF e as Redes de Atenção à Saúde locorregionais;
         Discutir aspectos elementares sobre gerenciamento e programação de ações;
                                                                                                                      Of icina de Qualificação do NASF
         Discutir e problematizar a atuação do NASF junto às ESF;
         Construir uma proposta de intervenção com foco no tema central da oficina.


1.3.2 Metodologia
           Exposição dialogada sobre a Atenção Primária à Saúde e ESF nolocal ;
                                                                                                         Capítulo I




           Exposição dialogada sobre a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB);
           Exposição dialogada sobre o tema central da oficina;
           Exposição dialogada sobre o NASF e o seu panorama de implantação no Brasil;


                                                                                                          17
           Apresentação de experiência municipal de Apoio Matricial e/ou de NASF com foco no tema
           central da oficina;
   Trabalho em grupo – leitura e discussão de textos;
                                                                                                                                  Problematização em grupos de trabalho (discussão de caso, construção de Projeto Terapêutico
                                                                                                                                  Singular, Projeto de Intervenção, Apoio Matricial etc.);
                                                                                                                                  Construção de uma proposta de intervenção relacionadas ao tema.


                                                                                                                      1.3.3 Produtos
                                                                                                                                  Alinhamento conceitual;
                                                                                                                                  Projeto de intervenção por NASF de cada município;
                                                                                                                                  Definição da forma de multiplicação dos temas da oficina por município;
                                                                                                                                  Projeto de Monitoramento da implementação dos projetos de intervenção e de multiplicação dos
                                                                                                                                   temas da oficina pelos municípios e estado.



                                                                                                                      1.3.4 Programação geral
                                                                                                                      1º DIA
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      MANHÃ

                                                                                                                                Abertura: Acolhida pelo Estado
                                                                                                                                   •	 Integração dos participantes – apresentação das expectativas;
                                                                                                                                   •	 Apresentação da proposta da oficina.
                                                                                                                                Pré-teste sobre os conceitos (Anexo C - A)
                                                                                                                                Apresentação e discussão: Atenção Primária à Saúde
                                                                                                                                   •	 Diretrizes e os atributos da APS/SF;
                                                                                                                                   •	 Organização e o processo de trabalho da APS/SF;
                                                                                                                                   •	 Atribuições dos profissionais da APS/SF;
                                                                                                                                   •	 Apresentação da APS no Estado.

                                                                                                                      TARDE
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                Apresentação de experiência exitosa municipal de Apoio Matricial e/ou de NASF
                                                                                                                                Exposição dialogada sobre NASF
                                                                                                                                 •	 Refletir sobre as diretrizes do NASF;
                                                                                                                                 •	 Discutir sobre as principais ferramentas e estratégias de ação propostas para os
                                                                                                                                    profissionais do NASF;
                                                                                                                                 •	 Problematizar o processo de trabalho do NASF;
                                                                                                                                 •	 Discutir o papel do NASF no Sistema de Saúde.
                                                                                                                                Divisão em subgrupo. Discussão: “Como os conceitos apresentados estão sendo praticados?”


     18
                                                                                                                                Plenária
2º DIA

MANHÃ
          Temas Central da Oficina (exemplo: Pacto de Redução da Mortalidade Infantil – Nacional e Estadual)
            •	 Exposição dialogada sobre o Pacto de Redução da Mortalidade Infantil – Nacional e Estadual;
            •	 Apresentação de ações e metas pactuadas pelo Estado e município para redução da
               mortalidade infantil;
            •	 Programação e planejamento das ações da puericultura e do pré-natal (sistema de informação
               – PROGRAB, AMQ, SIAB);
            •	 Divisão em subgrupo: “O que estamos fazendo para a redução da mortalidade infantil?”
               (utilizar o documento Ações da ESF nas causas evitáveis).

TARDE

          Caso clínico (profissionais do NASF em suas diversas categorias junto com a ESF);

          Leitura do documento das categorias do NASF;

          Rediscussão do caso a partir do documento;

          Plenária;

          Construção por NASF: “Como será a multiplicação dos temas da oficina no município”.
           (Instrumento em Anexo C - C).

3º DIA

MANHÃ

          Apresentação sobre redes de atenção e linhas de cuidados
          Divisão em subgrupos para reflexão:
            •	 “Como é a rede assistencial do meu município focando o tema central da oficina?”
            •	 “Como posso melhorá-la desencadeando o processo de intervenção?”

TARDE
            •	 Construção da proposta de intervenção sobre o tema central por NASF de cada município                         Of icina de Qualificação do NASF
               (exemplo: Modelo Lógico Simplificado - Anexo C - D).
            •	 Apresentação dos projetos de intervenção.
          Pós-teste (Anexo C - F)
          Avaliação aberta (ex. “Que bom”, “que pena”, “que tal...”)
                                                                                                                Capítulo I




          Avaliação escrita (Anexo C - G)




                                                                                                                 19
1.3.5 Público-participantes das oficinas
                                                                                                                             Um representante por município de cada categoria profissional que compõe às equipes
                                                                                                                      de saúde da família e de saúde bucal (incluindo Agentes Comunitários e Auxiliares e Técnicos),
                                                                                                                      os coordenadores municipais de APS e do NASF, o coordenador estadual da APS e NASF,
                                                                                                                      todos os profissionais dos NASF dos municípios e representantes da educação permanente no
                                                                                                                      estados.


                                                                                                                      1.3.6 Organização das oficinas
                                                                                                                             Nesta parte descreve-se um passo a passo breve para a organização das oficinas, já que
                                                                                                                      este manual tem como um dos objetivos ser orientador para a multiplicação das oficinas para
                                                                                                                      qualquer espaço de gestão que tenha interesse em replicá-las.

                                                                                                                              O formato da oficina propicia que ela possa ser realizada com temas centrais, como, por
                                                                                                                      exemplo: mortalidade infantil, doenças crônicas, entre outras, indo ao encontro das necessidades
                                                                                                                      de saúde da população como também às necessidades locais de educação permanente dos
                                                                                                                      profissionais.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                             j       Primeiro Passo: Planejamento
                                                                                                                                 j     Definição conjunta entre gestor, profissionais e conselhos de saúde sobre o tema central
                                                                                                                                       da oficina.
                                                                                                                                 j     Definição do público alvo é fundamentalRecomendamos que além dos profissionais do
                                                                                                                                       NASF, os coordenadores da APS/NASF e os profissionais das equipes Saúde da Família
                                                                                                                                       façam sempre parte do público alvo das oficinas
                                                                                                                                 j     o Agendar as datas e horários para a realização das oficinas.

                                                                                                                             j       Segundo Passo: Responsabilização
                                                                                                                                 j     Definir os responsáveis por cada função ( ex.: coordenadores, facilitadores, apoiadores, etc.).
                                                                                                                                 j     Dividir as responsabilidades da oficina entre os facilitadores.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                             j       Terceiro Passo: Organização
                                                                                                                                 j     Elaborar e encaminhar o convite para os participantes da oficina com antecedência sufi-
                                                                                                                                       ciente para garantir a participação de todos.
                                                                                                                                 j     Organizar o material didático (Kit Ministério da Saúde, Kit Estadual, material de
                                                                                                                                       didático, material áudio-visual etc.).
                                                                                                                                 j     Ter um responsável para acompanhar a organização local (estrutura física, confirmação
                                                                                                                                       dos participantes, lista de presença, alimentação, hospedagem se necessário).



20
j       Quarto Passo: Pré-oficina
    j     Checar todo o material necessário para oficina (kits, lista de presença, material de didá-
          tico e áudio-visual).
    j     Preparar o local onde será realizada a oficina.

j       Quinto Passo: Oficina
    j     Realizar a oficina conforme a pactuação e cronograma proposto.

j       Sexto Passo: Pós-oficina
    j     Avaliar a oficina.
    j     Preparar os relatórios.
    j     Acompanhar os projetos de intervenção elaborados na oficina.




                                                                                                                    Of icina de Qualificação do NASF
                                                                                                       Capítulo I




                                                                                                       21
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica
     Núcleo de Apoio a Saúde da Família




24
Capítulo II
        Este capítulo define as atribuições e as responsabilidades de cada ator envolvido no
projeto e no desenvolvimento das oficinas de qualificação do NASF. Foram pensadas de acordo
com o projeto atual, focando a multiplicação nos estados e municípios, mas essa metolodologia
pode ser realizada em qualquer nível de gestão e, portanto as atribuições e responsabilidades
devem ser adaptadas aos contextos locais.

2 Atribuições Gerais
2.1 ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PROJETO DO NASF

       •	 Enviar um Kit Material Ministério da Saúde da oficina para cada equipe de NASF que
          participará da oficina e coordenadores APS/NASF;
       •	 Solicitar e enviar ao Estado o material que deve ser reproduzido (Kit Estadual) que
          serão utilizados na oficina e que caberá ao estado sua replicação e entrega aos
          participantes;
       •	 Os coordenadores do projeto e os apoiadores de Estado deverão acompanhar o
          desenvolvimento das oficinas que serão realizadas pelos facilitadores nacionais;
       •	 Incentivar e fortalecer o acompanhamento dos Estados na realização das oficinas e,
          posteriormente, a multiplicação dos temas e a implantação do projeto de intervenção
          nos municípios;
       •	 Financiar passagens e diárias para os facilitadores nacionais realizarem a oficina;
       •	 Atualizar os dados referentes aos NASF e os indicadores relacionados ao tema;
       •	 Realizar encontros a cada seis meses, durante o tempo do projeto, entre os
          coordenadores do projeto, facilitadores nacionais, consultores do MS.
       •	 Contatar os Estados para pactuação e a operacionalização das oficinas.

2.1.1 Coordenadores do projeto
                                                                                                               Of icina de Qualificação do NASF


Responsabilidades:
       •	 Contatar os Estados para a operacionalização das oficinas;
       •	 Apoiar as coordenações estaduais de Atenção Primária na organização das oficinas
          nos estados;
                                                                                                 Capítulo II




       •	 Estabelecer vínculo entre o coordenador estadual da Atenção Primária e os
          facilitadores nacionais que conduzirão as oficinas in loco;
       •	 Organizar e solicitar o envio do kit material do Ministério da Saúde;
       •	 Enviar a a solicitação do Kit Estadual com o material que o estado deve multiplicar;
                                                                                                 25
•	 Acompanhar, quando necessário, junto com os facilitadores nacionais e apoiadores
                                                                                                                                dos Estados, o desenvolvimento das oficinas e;
                                                                                                                             •	 Realizar encontros a cada seis meses, durante o tempo do projeto, entre os
                                                                                                                             •	 coordenadores do projeto, facilitadores nacionais, consultores do MS e coordenadores
                                                                                                                                da Atenção Primária Estadual.

                                                                                                                      2.1.2 Apoiadores dos estados (Consultores da Coordenação de
                                                                                                                      Gestão da Atenção Básica / MS)

                                                                                                                      Responsabilidades:
                                                                                                                             •	 Facilitar o contato entre o coordenador estadual da Atenção Primária e os
                                                                                                                                coordenadores do projeto e os facilitadores nacionais;
                                                                                                                             •	 Se apropriar junto a coordenação de acompanhamento e avaliação (CAA/DAB/MS)
                                                                                                                                dos dados necessários para a oficina (indicadores prioritários relacionados ao tema)
                                                                                                                                e repassar aos facilitadores nacionais;
                                                                                                                             •	 Apoiar os Estados na organização das oficinas do NASF;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                             •	 Analisar junto com o Estado o desenvolvimento das oficinas;
                                                                                                                             •	 Acompanhar, juntamente com o Estado, a multiplicação dos temas das oficinas nos
                                                                                                                                municípios;
                                                                                                                             •	 Acompanhar, juntamente com o Estado, o desenvolvimento dos projetos de
                                                                                                                                intervenções (produtos das oficinas descentralizadas).

                                                                                                                      2.1.3 Facilitadores nacionais da oficina do NASF

                                                                                                                      Responsabilidades:
                                                                                                                             •	 Realizar a multiplicação da oficina do NASF nos Estados conforme cronograma
                                                                                                                                estabelecido entre Ministério da Saúde e Estado;
                                                                                                                             •	 Articular-se, anteriormente à realização da oficina, com os consultores do DAB e os
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                coordenadores da Atenção Primária à Saúde dos Estados a fim de adequar a oficina
                                                                                                                                à realidade local;
                                                                                                                             •	 Entregar relatório de atividade e a avaliação formal da oficina aos coordenadores do
                                                                                                                                projeto, após a realização de cada oficina.
                                                                                                                             Relatório de Atividade: Este relatório deve ser preenchido no fim da oficina pelos facilitadores.
                                                                                                                             Ele tem como objetivo dar uma idéia, resumida, para a coordenação do projeto, apoiador de estado
                                                                                                                             e para o próprio facilitador do andamento das oficinas nos estados, para que eventuais alterações
                                                                                                                             possam ser realizadas e planejadas de acordo com o necessário. Eventualmente o relatório pode
                                                                                                                             servir também para prestação de contas dos facilitadores em relação às atividades do projeto ao


26
                                                                                                                             MS. (Instrumento 7.3 A nos anexos)
Avaliação formal da oficina: este instrumento é mais objetivo questionando temas específicos
    da oficina (estrutura, Metodologia, adequação do conteúdo, entre outros). Como também, tem per-
    guntas abertas para manifestações gerais- sugestões, apreciações, sentimentos, etc. (Instrumento
    no anexo 7.3 G)


2.2 ATRIBUIÇÕES DOS ESTADOS NO PROJETO DO NASF

    •	 Organizar e financiar a oficina de qualificação do NASF nos Estados (Estrutura
       física – Espaço físico da oficina suficiente para 60 pessoas e cadeiras removíveis;
       Material didático: kit pasta – pasta, bloco e caneta, certificado da oficina; kit
       dinâmica; reprodução de material conforme demanda da oficina; Infra-estrutura
       (data-show, cd-player, flip chart), Alimentação (quando necessário);
    •	 Imprimir para todos os participantes o material enviado pelo MS (Instrumentos de
       Avaliação, etc.);
    •	 Apoiar o facilitador nacional no desenvolvimento das oficinas;
    •	 Acompanhar a implantação dos projetos de intervenção nos municípios por meio do
       seu instrumento de acompanhamento estadual;
    •	 Acompanhar e apoiar a multiplicação dos temas das oficinas nos municípios.
    •	 Apoiar os municípios no processo de acompanhamento, monitoramento, avaliação
       dos resultados dos projetos de intervenção propostos pelas equipes dos NASF;
    Monitoramento da implantação do processo de qualificação: A ser construído em cada estado
    em conjunto com o apoiador estadual. Em anexo sugere-se um instrumento para definição de respon-
    sabilidades no estado (Instrumento 7.3 B nos anexos)


2.3 ATRIBUIÇÕES DO MUNICÍPIO EM RELAÇÃO ÀS OFICINAS DO NASF

    •	 Escolher adequadamente (observando o perfil para multiplicador) os profissionais da
       Saúde da Família, bem como liberar e apoiar os profissionais do seu município para
       participar da oficina;
    •	 Pactuar o financiamento (alimentação, hospedagem, transporte, etc) das oficinas                               Of icina de Qualificação do NASF
       com o Estado;
    •	 Acompanhar e apoiar a multiplicação dos temas da oficina nos municípios, nos
       espaços existentes (NASF e equipe de SF) e se necessário criar outros espaços;
    •	 Garantir o material necessário aos profissionais do NASF, para a multiplicação do
       tema da oficina junto às equipes de SF;
                                                                                                       Capítulo II




    •	 Implantar, acompanhar, monitorar e avaliar o projeto de intervenção proposto pelas
       equipes dos NASF em conjunto com a SF.


                                                                                                       27
3 Ações dos pro ssionais do NASF e das equipes SF
  para a quali cação do cuidado materno infantil
Capítulo III

3  Ações das categorias do NASF no cuidado materno-
infantil 2
       Este documento foi organizado de forma que na primeira parte estão descritas as
ações comuns a todos os profissionais do NASF e, na segunda, as ações específicas por
categoria profissional.
         Todas as ações foram divididas didaticamente da seguinte forma: ações de articulação
no território, espaço educativo, atividades coletivas, ações clínicas, planejamento/programação
de ações e gestão em saúde. Em algumas situações, a divisão não pôde ser muito precisa, mas
se optou por realizá-la para tornar o texto mais didático.
        Diferenciaram-se ações comuns e ações especificas, dentro do pressuposto teórico de
campo comum de conhecimento e núcleo específico de saber. O núcleo demarca a identidade
de uma área de saber e de prática profissional; e o campo, um espaço de limites imprecisos
onde cada disciplina e profissão buscam em outras apoio para cumprir suas tarefas teóricas e
práticas (CAMPOS, 2000).
        Ressalta-se que as ações específicas dos profissionais podem ser realizadas em momentos
de cuidado comuns a todos, por exemplo: durante grupos terapêuticos e educativos, discussão de
casos, consultas/atendimentos conjuntos, buscando sempre a integralidade do cuidado.
        A proposta para o desenvolvimento das ações do NASF centra-se prioritariamente em
um processo de trabalho realizado por meio do apoio matricial, que tem na essência atividades
clínicas (individuais e coletivas) e pedagógicas. Considerou-se o significado do verbo APOIAR
de forma pluridimensional, como: discutir, planejar, realizar/fazer, avaliar, potencializar,
organizar, identificar e estimular; sempre em conjunto com as equipes de Saúde da Família, de
forma que todas as ações relacionadas ao apoio sejam pactuadas com elas. Isso não significa
que todas as ações devem ser compartilhadas, mas minimamente planejadas em conjunto.
        Outro desafio inerente ao processo de trabalho do NASF é o trabalho de forma
interdisciplinar, no qual diferentes saberes, práticas, valores, modos de relacionamento se
encontram para atingir um objetivo comum; exigindo dos profissionais atitudes de permeabilidade                                             Of icina de Qualificação do NASF

aos diferentes conhecimentos e de flexibilidade frente às diversas necessidades. É um desafio
da prática que pode ser mais facilmente superado com a experimentação, ou seja, com a
vivência da ação de APOIAR
                                                                                                                             Capítulo III




2
    As ações foram escritas a partir do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de



                                                                                                                             31
    Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
3.1 AÇÕES COMUNS DOS PROFISSIONAIS DO NASF NA REDUÇÃO DA
                                                                                                                      MORTALIDADE INFANTIL



                                                                                                                      Articulação no território

                                                                                                                      Identificação de necessidades do território
                                                                                                                              •	 Conhecer o cenário epidemiológico local;
                                                                                                                              •	 Participar da identificação de situações de risco e de vulnerabilidade social para
                                                                                                                                 gestantes, recém-nascidos (RN) e menores de cinco anos;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na identificação, no fortalecimento e na articulação entre
                                                                                                                                 a estrutura comunitária de equipamentos sociais públicos e privados e a rede de
                                                                                                                                 atenção à saúde. Como: Centros de Desenvolvimento Social, Centros de Apoio
                                                                                                                                 Psicossocial (CAPS), ONGs, Pastoral da Criança, escolas, creches, associações,
                                                                                                                                 conselhos tutelares, ambulatório especializado, hospitais de referência, entre
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                                 outros a fim de discutir os casos de risco e enfrentar conjuntamente as situações;
                                                                                                                              •	 Auxiliar e ampliar o vínculo entre famílias e comunidade fortalecendo a rede social
                                                                                                                                 de apoio no território;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na identificação, acolhimento, atendimento,
                                                                                                                                 acompanhamento e proteção de gestantes, crianças e famílias vítimas de violência,
                                                                                                                                 bem como na articulação com a rede, nas ações de prevenção e na promoção da
                                                                                                                                 cultura da paz;
                                                                                                                              •	 Desenvolver ações nos territórios de sua responsabilidade de forma articulada com
                                                                                                                                 as equipes de SF, tais como o desenvolvimento do projeto de saúde no território,
                                                                                                                                 planejamentos, apoio a grupos, trabalhos educativos e de inclusão social,
                                                                                                                                 enfrentamento da violência, ações junto aos equipamentos públicos;
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF no esclarecimento para a população do que pode ser feito
                                                                                                                                 para a redução da mortalidade e como a comunidade pode contribuir para isso.

                                                                                                                      Controle social
                                                                                                                              •	 Estimular e acompanhar as ações de controle social no que diz respeito à reduçãoda
                                                                                                                                 mortalidade infantil, em conjunto com as equipes de Saúde da Família;
                                                                                                                              •	 Divulgar, junto com as equipes de SF, os indicadores de mortalidade infantil do

32
                                                                                                                                 território de atuação da equipe, para a comunidade.
Visitas domiciliares
        •	 Todas as categorias, quando necessário, devem realizar visitas domiciliares para
           orientação e acompanhamento às gestantes, puérperas e crianças, como também
           a outras pessoas importantes da rede social das gestantes, puérperas e crianças.


Espaços educativos
        •	 Apoiar a realização de atividades de educação em saúde/promoção da saúde com
           foco na redução da MI. Essas ações podem ser realizadas na Unidade Básica
           de Saúde, coletivamente (grupos, sala de espera), na comunidade (escolas,
           associações comunitárias, entre outras) ou de forma individual; Ex.: orientações
           sobre desenvolvimento infantil – físico e psíquico, higiene, acidentes domésticos;
        •	 Participar e incentivar a capacitação dos agentes comunitários de saúde (ACS)
           quanto à abordagem, sensibilização e a captação precoce, busca ativa de gestantes
           e crianças e identificação de gestantes, puérperas e recém-nascidos no território;
        •	 Criação de espaços permanentes de discussão com as equipes de Saúde da Família
           sobre casos clínicos e os aspectos da saúde integral relacionados à gestação e
           atenção ao RN e menores de cinco anos de idade, visando à construção de projetos
           terapêuticos singulares e a qualificação das ações realizadas pelas equipes;
        •	 Apoiar as equipes de Saúde da Família (SF) na orientação dos pais e cuidadores
           quanto à importância do aleitamento materno exclusivo;
        •	 Apoiar as equipes de Saúde da Família (SF) na orientação dos pais e cuidadores
           sobre prevenção de acidentes domésticos e também de trânsito, trabalhando a
           promoção de hábitos e atitudes relativas a um ambiente seguro e saudável para a
           criança, conforme estabelecido na caderneta de saúde da criança;
        •	 Proporcionar espaços educativos para que os profissionais discutam sobre
           planejamento reprodutivo, dúvidas, mudanças emocionais, ansiedades/medos
           que podem ocorrer com as mulheres e seus parceiros durante a gestação, parto,
                                                                                                               Of icina de Qualificação do NASF
           puerpério a fim de qualificar o cuidado à família, levando em consideração a
           diversidade sexual, cultural e étnica;
        •	 Trabalhar junto às equipes de SF os novos arranjos familiares;
        •	 Realizar ações em fábricas, empresas entre outras voltadas para a promoção da
                                                                                                Capítulo III




           saúde e prevenção de agravos na população masculina com impacto na saúde
           materno-infantil (ex: importância do tratamento do parceiro na eliminação da


                                                                                                33
        •	 Sífilis em gestante, visando prevenir a ocorrência de Sífilis Congênita);
•	 Contribuir para o estabelecimento de relações humanizadas entre profissionais e usuários
                                                                                                                                a partir de uma abordagem de direitos e deveres e da construção da subjetividade;
                                                                                                                             •	 Planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da
                                                                                                                                realidade social e para subsidiar as ações da estratégia saúde da família.


                                                                                                                      Atividades coletivas
                                                                                                                             •	 Organizar e realizar, junto às equipes de Saúde da Família, atividades de grupo de
                                                                                                                                casais grávidos e puericultura, visando trabalhar as representações sociais sobre
                                                                                                                                a maternidade, amamentação, planejamento familiar, parentalidade, dinâmica
                                                                                                                                familiar e construção de novos papéis sociais;
                                                                                                                             •	 Auxiliar e organizar oficinas terapêuticas de geração de renda intersetorialmente
                                                                                                                                com outros serviços e aparelhos do estado, como também informar sobre instituições
                                                                                                                                de educação profissional, onde existirem;
                                                                                                                             •	 Incentivar o parto natural conscientizando sobre os seus benefícios.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                             •	 Agendamento de consulta compartilhada para situações específicas; envolvendo
                                                                                                                                atenção à gestante, puérpera, recém-nascido e crianças menores de cinco anos;
                                                                                                                             •	 Apoiar os profissionais das equipes de Saúde da Família a exercerem a coordenação
                                                                                                                                do cuidado da gestante e da criança;
                                                                                                                             •	 Apoiar as equipes de SF para evitar práticas de medicalização de situações individuais e
                                                                                                                                sociais comuns à vida cotidiana, valorizando outras opções de tratamento provenientes
                                                                                                                                da medicina natural e práticas integrativas e complementares (PIC) já normatizadas pelo
                                                                                                                                Ministério da Saúde, como a homeopatia, fitoterapia e a acupuntura;
                                                                                                                             •	 Auxiliar as equipes de SF a estimularem a participação do parceiro no pré-natal e
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                na puericultura e a prepararem o acompanhante escolhido pela gestante para o pré-
                                                                                                                                parto, parto e pós-parto;
                                                                                                                             •	 Auxiliar as equipes de SF em intervenções familiares (ações que envolvem famílias
                                                                                                                                de acordo com os projetos terapêuticos singulares previamente pactuados);
                                                                                                                             •	 Apoiar as equipes na identificação e no enfrentamento da violência contra a criança
                                                                                                                                e na prevenção do trabalho infantil e em situação de risco social ou afetivo-cultural;
                                                                                                                             •	 Auxiliar na identificação, prevenção, acolhimento e atendimento de gestantes

34
                                                                                                                                vítimas de violência, em situação de risco social ou afetivo-cultural;
•	 Apoiar a equipe de SF no processo de estímulo precoce do bebê com o objetivo de
            desenvolver as potencialidades neuropsicomotoras, por meio de jogos, exercícios,
            técnicas, atividades e de outros recursos, em concordância com a cultura local.

Planejamento/programação de ações e gestão em saúde
         •	 Auxiliar as equipes de SF no planejamento e programação das ações vinculadas ao
            pré-natal e puericultura;
         •	 Pactuar com os gestores e equipes de Saúde da Família (SF) o desenvolvimento
            do processo de trabalho e as metas a serem alcançadas em relação à redução da
            mortalidade infantil;
         •	 Apoiar as equipes de SF na tomada de medidas de prevenção, identificação,
            acolhimento, atendimento e acompanhamento de gestantes, puérperas e crianças
            em situação de risco social ou afetivo-cultural, por meio de ações concretas, tais
            como: maior número de VD´s, priorização no agendamento de consultas, articulação
            com a rede de referência, busca ativa etc;


3.2 AÇÕES ESPECÍFICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF PARA AUXILIAR
                                        3
NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL


Psicologia

Articulações no território
         •	 Realizar, conjuntamente com as equipes de SF, a articulação com as equipes
            dos Centros de AtençãoPsicossocial (CAPS) e outros serviços da rede de saúde
            mental, além de outras entidades e instituições como conselhos tutelares, Centro
            de Referência da Assistência Social (CRAS), conselhos de direitos etc, para um
            trabalho integrado nos casos necessários.
                                                                                                                                        Of icina de Qualificação do NASF


         •	 Apoiar na identificação de situações de risco de adoecimento psíquico comuns em
            todo o período da concepção até a puericultura,
         •	 Apoiar as equipes de SF na identificação e na construção de intervenções
                                                                                                                         Capítulo III




            preventivas para situações no território que possam favorecer o desenvolvimento




                                                                                                                         35
3
 Asações foram escritas a partir do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
de adoecimento psíquico (tais como: violência doméstica e/ou urbana, desastres
                                                                                                                                naturais, imigração).

                                                                                                                      Espaços educativos
                                                                                                                             •	 Proporcionar à equipe discussões sobre a potencialidade da “escuta” enquanto
                                                                                                                                fator terapêutico de apoio;
                                                                                                                             •	 Auxiliar os profissionais das equipes quanto à compreensão dos aspectos psicológicos
                                                                                                                                (emoções, afetos, relações) relacionados à gestação, à chegada da criança na família,
                                                                                                                                à assunção dos papéis familiares, as novas configurações familiares entre outros,
                                                                                                                                ressaltando as especificidades da gestação na adolescência;
                                                                                                                             •	 Capacitar as equipes de SF a identificar sinais, sintomas e comportamentos que
                                                                                                                                apontam para possíveis problemas emocionais de interação e comunicação na
                                                                                                                                gestação, na relação mãe/bebê e entre os cuidadores e a criança até cinco anos
                                                                                                                                e auxílio para a intervenção em saúde mental por meio de discussão de casos,
                                                                                                                                orientações, consulta conjunta, entre outros;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                             •	 Proporcionar espaços de educação para discussão com os profissionais da SF
                                                                                                                                sobre as ansiedades, dúvidas e mudanças emocionais que ocorrem com a mulher
                                                                                                                                e com o seu parceiro durante a gestação, a fim de qualificar a abordagem durante
                                                                                                                                o pré-natal;
                                                                                                                             •	 Proporcionar espaços de educação para discussão com os profissionais da SF sobre
                                                                                                                                aspectos do desenvolvimento infantil e o papel dos cuidadores para um desenvolvimento
                                                                                                                                infantil saudável, visando qualificar a abordagem durante a puericultura;
                                                                                                                             •	 Discutir com a equipe de SF a importância do pai ou pessoa que exerce essa
                                                                                                                                função durante a gestação e no cuidado com o RN e a criança até cinco anos;
                                                                                                                             •	 Apoiar as equipes de SF na orientação de medidas de prevenção, identificação,
                                                                                                                                acolhimento, atendimento e acompanhamento de crianças vítimas de violência
                                                                                                                                (abandono, negligência, violência física, violência sexual etc.) e em situação de
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                risco social ou afetivo-cultural;
                                                                                                                             •	 Apoiar na ampliação da capacidade da equipe de SF no seu lidar com o sofrimento
                                                                                                                                psíquico e o adoecimento mental, contribuindo para a desestigmatização das
                                                                                                                                “doenças mentais” no território.
                                                                                                                             •	 Proporcionar espaços de educação para discussão com as equipes de SF sobre
                                                                                                                                planejamento familiar com as adolescentes, mulheres e gestantes;
                                                                                                                             •	 Proporcionar a equipes de SF espaço para discussão de dificuldades na relação

36
                                                                                                                                profissional de saúde e pessoa/família.
Atividades coletivas
        •	 Auxiliar as equipes de SF a desenvolverem ações coletivas com as gestantes,
           puérperas e pais ou cuidadores, tais como grupos de gestante, de puericultura,
           oficinas, entre outros, com foco nos aspectos psíquicos desse período;
        •	 Participar das ações de alimentação saudável, especialmente, na abordagem ao
           aleitamento materno no que tange aos aspectos emocionais e relacionais.
        •	 Articular, junto às equipes SF, a integração com maternidades e outros serviços
           de atenção à gestantes, RN´s e puérperas para realização de visitas coletivas e
           orientação sobre acesso e utilização dos serviços.

Ações clínicas
        •	 Possibilitar a detecção precoce de situações de sofrimento psíquico no período
           da gestação e puerpério, por exemplo: mulheres com dificuldades para aceitar a
           gravidez, depressão pós-parto e psicose puerperal;
        •	 Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e condutas de gestantes e puérperas com transtornos
           mentais, uso e abuso de álcool e outras drogas, risco de suicídio, entre outras;
        •	 Apoiar as equipes de SF no diagnóstico de sofrimento mental em crianças até cinco
           anos e auxiliar no atendimento, acompanhamento e avaliação sobre necessidade de
           compartilhamento para serviços especializados em saúde mental;
        •	 Auxiliar na identificação, prevenção, acolhimento e atendimento de gestantes
           vítimas de violência, em situação de risco social ou afetivo-cultural;
        •	 Apoiar as equipes de SF no acompanhamento e atendimento de crianças com
           transtornos mentais e/ou deficiências mental e física;
        •	 Apoiar as equipes de SF na abordagem dos aspectos psicológicos das famílias para
           trabalhar o desenvolvimento infantil, enfrentamento da violência contra a criança e
           a prevenção do trabalho infantil junto aos assistentes sociais;
        •	 Realizar atendimentos psicológicos para gestantes, família, puérperas, mãe/bebê,                            Of icina de Qualificação do NASF
           crianças até cinco anos quando a situação exigir. Para isso torna-se necessário
           organizar conjuntamente com a equipe de SF os critérios para tais atendimentos e
           cada caso deve ser discutido e pactuado com a equipe de SF;
        •	 Apoiar as equipes SF no processo de enfrentamento de situações limites
                                                                                                        Capítulo III




        •	 (violências, óbitos, etc.) que mobilizam emocionalmente esses profissionais;
        •	 Promoção da comunicação, pensando no vínculo afetivo entre a mãe e o bebê,


                                                                                                        37
           melhorando o cuidado, sensibilizando o olhar da mãe, além da integração do recém-
           nascido ao meio familiar.
Serviço social

                                                                                                                      Articulações no território
                                                                                                                              •	 Identificar e mobilizar, junto às equipes de SF, as redes sociaisrecursos da
                                                                                                                                 comunidade de determinado território que possam auxiliar na realização das ações
                                                                                                                                 para redução da MI;
                                                                                                                              •	 Auxiliar as equipes de SF a identificar famílias em situação de vulnerabilidade
                                                                                                                                 social e trabalhar de forma intersetorial a fim de contribuir para a garantia
                                                                                                                                 dos direitos dos cidadãos (direito à alimentação, ao acesso aos serviços
                                                                                                                                 de saúde necessários conforme a complexidade do caso, licença-saúde,
                                                                                                                                 licençamaternidade, entre outros);
                                                                                                                              •	 Mobilizar com a equipe de SF a participação dos usuários e de profissionais de
                                                                                                                                 outros setores e políticas sociais nos fóruns de discussão e deliberação, tais como:
                                                                                                                                 Conselhos Locais de Saúde, Conselho Distrital de Saúde,Conselhos de Assistência
                                                                                                                                 Social,Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, Comitês de Investigação
                                                                                                                                 do Óbito Materno-Infantil, Comissões Perinatais Municipais, entre outros;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                              •	 Identificar e se articular, conjuntamente com as equipes de SF, com os serviços
                                                                                                                                 do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que realizem proteção a famílias
                                                                                                                                 e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social, por
                                                                                                                                 ocorrência de abandono, maus-tratos físicos e/ou psíquicos, abuso sexual, uso
                                                                                                                                 de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação
                                                                                                                                 de rua, situação de trabalho infantil, entre outras situações de violação dos
                                                                                                                                 direitos e se necessário realizar encaminhamentos;
                                                                                                                              •	 Atuar em parceria com grupos, entidades e movimentos sociais existentes na comunidade,
                                                                                                                                 contribuindo com o processo de mobilização, organização e controle social.

                                                                                                                      Espaços educativos
                                                                                                                              •	 Discutir e refletir permanentemente com as equipes de SF a realidade social e as
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                 formas de organização social que possam contribuir para a construção de ações
                                                                                                                                 que promovam a redução da mortalidade materna e infantil;
                                                                                                                              •	 Proporcionar espaços educativos com as equipes de Saúde da Família para discutir
                                                                                                                                 os direitos da gestante, da puérpera e da criança, informações acerca dos benefícios
                                                                                                                                 legais a que a mãe tem direito, orientações quanto ao registro da criança etc.;
                                                                                                                              •	 Promover espaços educativos com as equipes de SF visando sensibilizar e
                                                                                                                                 instrumentalizar os profissionais para a abordagem familiar;


38
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes SF na abordagem às famílias para o enfrentamento da violência
                                                                                                                                 envolvendo a gestante, a puérpera e a criança e a prevenção do trabalho infantil;
•	 Auxiliar as equipes SF na prevenção, identificação e abordagem de famílias que
           possuam crianças que estejam em situação de trabalho infantil, bem como no
           encaminhamento para programas e projetos sociais de auxilio à renda, à convivência
           e ao fortalecimento de vínculos entre as famílias e crianças retiradas do trabalho.
        •	 Estimular a alfabetização dos pais ou cuidadores com baixa escolaridade e se
           possível incluí-los em programas que possam melhorar essa situação.

Atividades coletivas
        •	 Realizar, junto às equipes de SF, atividades coletivas, como grupos e oficinas, para gestantes,
           pais e cuidadores, com foco no fortalecimento de vínculos no território, na geração de renda,
           enfrentamento da violência, convivência comunitária entre outros aspectos.;

Ações clínicas
        •	 Acompanhar e organizar, junto com as equipes de SF, as famílias contempladas com
           os programas sociais federais e estaduais, tais como o Programa Bolsa-Família,
           avaliando melhorias das condições de vida das famílias;
        •	 Realizar atendimentos específicos de famílias e grupos em situação de vulnerabilidade
           social, desagregação familiar, violência, quando a situação exigir e sempre como
           parte de projetos terapêuticos compartilhados com a equipe SF.
        •	 Intervir nas manifestações da questão social que incidem no processo saúdedoença,
           atuando junto às famílias e indivíduos;
        •	 Desenvolver estratégias que propiciem a inclusão social, intervindo nos problemas
           que dificultam essa inclusão;

Fonoaudiologia

Articulações no território
        •	 Conhecer, junto às equipes de SF, os equipamentos do território, bem como as famílias                            Of icina de Qualificação do NASF

           e crianças com distúrbios de comunicação ou risco para seu desenvolvimento;
        •	 Integrar, junto as equipes SF, com os equipamentos sociais existentes, incluindo a
           orientação de profissionais de escolas, creches e outras instituições que atendam
           menores de cinco anos com foco na abordagem aos problemas de comunicação;
                                                                                                             Capítulo III




        •	 Realizar ações que facilitem a inclusão de crianças com deficiência auditiva e de
           linguagem na escola, e no ambiente social favorecendo a melhoria da qualidade de
           vida dessas pessoas.

                                                                                                             39
Espaços educativos
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes SF na construção de estratégias educativas sistemáticas para
                                                                                                                                 famílias no cuidado da criança com deficiências relacionadas aos distúrbios da
                                                                                                                                 comunicação e apoio aos cuidadores da criança;
                                                                                                                              •	 Apoiar e capacitar as equipes nos diagnósticos precoces das disfagias, buscando
                                                                                                                                 uma deglutição segura e eficaz, reduzindo a mortalidade dos bebês por complicações
                                                                                                                                 pulmonares;
                                                                                                                              •	 Capacitar e auxiliar as equipes de SF na identificação de necessidade de reabilitação
                                                                                                                                 de gestantes e crianças, especialmente de usuários com alteração de comunicação,
                                                                                                                                 mastigação, deglutição;
                                                                                                                              •	 Realizar discussões junto às equipes de SF de condutas terapêuticas voltadas para:
                                                                                                                                 convulsões, paralisia cerebral, transtorno mental, gagueira, síndrome do respirador
                                                                                                                                 oral, mal formações orofaciais, síndromes, entre outras.

                                                                                                                      Atividades coletivas
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                              •	 Trabalhar com a promoção, prevenção e/ou reabilitação de famílias e, mais
                                                                                                                                 especificamente, de crianças, priorizando atendimentos coletivos, principalmente
                                                                                                                                 de usuários com alteração de comunicação, mastigação, deglutição.

                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes SF no acompanhamento de crianças com distúrbios de
                                                                                                                                 comunicação;
                                                                                                                              •	 Desenvolver, junto com as gestantes e as famílias, ações de promoção à saúde,
                                                                                                                                 incluindo aspectos físicos, como consciência e cuidados com o corpo, postura,
                                                                                                                                 hábitos orais, amamentação, com vistas ao autocuidado;
                                                                                                                              •	 Desenvolver ações de prevenção de incapacidades e deficiências em crianças
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                 menores de cinco anos de idade, bem como acolher e orientar seus familiares;
                                                                                                                              •	 Desenvolver ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde
                                                                                                                                 da criança, no âmbito individual e coletivo, juntamente com as equipes de SF,
                                                                                                                                 especialmente quanto ao:
                                                                                                                                 a) Incentivo ao aleitamento materno desde o período de pré-natal, desenvolvimento
                                                                                                                                    orofacial relacionadoà alimentação e cuidados quanto à utilização de hábitos
                                                                                                                                    orais deletérios (mamadeira, chupeta, sucção digital);
                                                                                                                                 b) Desenvolvimento da fala, linguagem e cognição;

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                                                                                                                                 c) Desenvolvimento das habilidades auditivas;
                                                                                                                                 d) Diagnóstico precoce da deficiência auditiva;
e) Aspectos gerais do desenvolvimento motor e psicossocial;
           f) Acompanhamento e orientações sobre o processo de aquisição de linguagem por
              meio do desenvolvimento de projetos intersetoriais e sobre a criação de espaços
              coletivos nas unidades de saúde e locais no território.

Nutrição

Articulações no território
        •	 Apoiar as equipes de SF em ações de alimentação e de nutrição com metodologias
           que valorizem a cultura e o desenvolvimento local, como o estudo do padrão de
           cultura alimentar local e das formas de consumo dos alimentos.;
        •	 Estimular hábitos alimentares saudáveis em creches e escolas;
        •	 Desenvolver, conjuntamente com as equipes de SF, oficinas de nutrição com
           foco na alimentação saudável da gestante, puérpera e crianças menores de cinco
           anos;
        •	 Desenvolver, conjuntamente com as equipes de SF, fóruns para debater a
           aquisição, o armazenamento e o uso dos alimentos;
        •	 Incentivar a articulação de redes, buscando parcerias com setores como
           secretarias de agricultura e de desenvolvimento, para produção de hortaliças e
           frutas no território: feiras, hortas comunitárias ou nos quintais, a fim de promover
           mudanças culturais do padrão alimentar, quando necessário;

Espaços educativos
        •	 Incentivar e promover, juntamente com as equipes SF, espaços de discussão sobre
           aleitamento materno exclusivo e alimentação complementar saudável para crianças
           menores de dois anos;
        •	 Auxiliar as equipes de SF quanto à avaliação nutricional das gestantes e puérperas
           e de crianças menores de cinco anos;
                                                                                                                 Of icina de Qualificação do NASF


        •	 Proporcionar espaços educativos, junto às equipes de Saúde da Família, comrelação
           à alimentação saudável, sobrepeso, obesidade, desnutrição, anemia, hipovitaminose
           A, hipertensão e diabetes na gravidez, etc.;
                                                                                                  Capítulo III




        •	 Elaborar material informativo sobre temas relacionados à alimentação na gestação,
           puerpério e para criança menor de cinco anos para ser entregue no território.



                                                                                                  41
Atividades coletivas
                                                                                                                              •	 Realizar, junto às equipes de SF, atividades coletivas, como grupos e oficinas, para
                                                                                                                                 gestantes, crianças, familiares e cuidadores, com foco na alimentação e nutrição
                                                                                                                                 saudável.

                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e desenvolvimento de projetos terapêuticos
                                                                                                                                 singulares para crianças com carências nutricionais (anemia, desnutrição e
                                                                                                                                 obesidade), incluindo ações de promoção de alimentação saudável e nutrição,
                                                                                                                                 mediante metodologias que valorizem a cultura e o desenvolvimento local.
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e condutas de crianças com distúrbios
                                                                                                                                 nutricionais;
                                                                                                                              •	 Promover ações para enfrentamento dos distúrbios nutricionais e de doenças
                                                                                                                                 associadas à alimentação e nutrição, conjuntamente com as equipes de SF;
                                                                                                                              •	 Realizar e identificar, conjuntamente com as equipes de SF, o risco nutricional de
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                                                                                                                                 gestantes, RN e menor de cinco anos;
                                                                                                                              •	 Acompanhar, juntamente com as equipes SF, gestantes com diagnóstico de
                                                                                                                                 diabetes mellitus (DM) gestacional e Hipertensão ou com risco para desenvolvê-las,
                                                                                                                                 e aquelas que apresentarem outros distúrbios alimentares e nutricionais.
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na abordagem das condicionalidades de saúde do Programa
                                                                                                                                 Bolsa-Família, nos aspectos nutricionais;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na execução de ações dos programas de prevenção de
                                                                                                                                 deficiência de micronutrientes, como o Programa Nacional de Suplementação de
                                                                                                                                 Ferro para gestantes, puérperas e crianças e o Programa de Suplementação de
                                                                                                                                 Vitamina A para crianças e puérperas.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      Médico pediatra

                                                                                                                      Articulações no território
                                                                                                                              •	 Propiciar espaços de problematização com as equipes de SF e as famílias para
                                                                                                                                 controle e prevenção de lesões não intencionais:
                                                                                                                                 •	 Menores de dois anos estão sujeitos a riscos impostos por terceiros, como
                                                                                                                                    queimaduras, intoxicações, quedas; violência doméstica;

42
•	 Pré-escolares sofrem mais atropelamentos, acidentes por submersão, quedas
              de lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras, violência doméstica;
          •	 Escolares podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de bicicletas, quedas
              de lugares altos, traumatismos dentários, ferimentos com armas de fogo e
              lacerações, violência doméstica.
       •	 Apoiar as equipes de SF na identificação, condutas e seguimento de crianças com
          problemas crônicos e persistentes, por exemplo, diarréia, infecções respiratórias,
          asma (crianças chiadoras), alergias, otites de repetição, com desenvolvimento
          de estratégias educativas sistemáticas para as famílias e formação de grupos
          terapêuticos (exemplo, grupos de asma);

Espaços educativos

       •	 Apoiar as equipes de SF na discussão das fichas de investigações do óbito infantil
          e neonatal ocorridos na área de abrangência;
       •	 Realizar ações educativas com os profissionais das equipes de SF sobre as ações de
          desenvolvimento integral (curva do crescimento e sinais de alerta para patologias,
          abuso sexual e violência doméstica);
       •	 Apoiar as equipes de SF na abordagem dos problemas e na coordenação do
          cuidado das crianças com patologias graves, doenças crônicas, malformações
          congênitas, doenças metabólicas, transtorno mentais e outras que necessitem de
          cuidados especiais ou que demandem consultas freqüentes em especialistas focais,
          emergências ou internações;
       •	 Apoiar a realização de ações educativas de prevenção e controle dos distúrbios
          nutricionais e suas repercussões prevalentes nas crianças de sua área de
          abrangência;
       •	 Apoiar e capacitar as equipes de SF para o reconhecimento, acompanhamento
          e encaminhamento para serviço de referência, quando necessário, desde a
          primeira semana de vida, de crianças portadoras de icterícia, asfixia, anóxia,
          malformações congênitas, insuficiência cardíaca, prematuridade, entre outras                        Of icina de Qualificação do NASF

          situações graves;
       •	 Apoiar os médicos e enfermeiras das equipes de SF para a realização de
          procedimentos diferenciados de semiologia e na interpretação dos resultados de
          exames complementares de recém-nascidos;
                                                                                               Capítulo III




       •	 Apoiar os médicos e enfermeiras das equipes de SF para o uso de medicamentos,
          levando em conta a imaturidade renal das crianças nessa faixa etária:

                                                                                               43
          até 28 dias;
•	 Apoiar as equipes de SF para o reconhecimento de sinais de alerta relativos aos
                                                                                                                                 primeiros 28 dias de vida;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF para a realização da consulta da primeira semana de vida,
                                                                                                                                 particularmente para crianças consideradas de risco, em função de condições de
                                                                                                                                 nascimento (por exemplo, prematuridade) e condições sociais e ambientais.
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na realização de atividades de prevenção de morte súbita
                                                                                                                                 (postura para dormir e dieta) e de promoção do aleitamento materno.

                                                                                                                      Atividades coletivas
                                                                                                                              •	 Participar junto à equipe SF na realização de grupos educativos nos equipamentos
                                                                                                                                 públicos e privados cujo público-alvo sejam as crianças, educadores, familiares e
                                                                                                                                 pais, para abordagem de temas de significância epidemiológica local (IRA, doença
                                                                                                                                 diarreica, alimentação, aleitamento materno, imunização, bem como outras
                                                                                                                                 necessidades locorregionais).

                                                                                                                      Ações clínicas
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                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF no incentivo, apoio e proteção ao aleitamento materno e à
                                                                                                                                 alimentação complementar introduzida em tempo oportuno e de qualidade;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na realização de suplementação preventiva e terapêutica
                                                                                                                                 de micronutrientes (ferro e vitamina A) em crianças quando indicado;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na identificação das crianças com sinais clínicos de perigo
                                                                                                                                 e necessidade de encaminhamento, em tempo oportuno, aos serviços de referência,
                                                                                                                                 emergência ou internação com monitoramento desses casos;
                                                                                                                              •	 Orientar esquemas vacinais especiais: crianças imunodeprimidas, portadoras de
                                                                                                                                 doença falciforme etc.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      Terapia Ocupacional

                                                                                                                      Articulações no território
                                                                                                                              •	 Conhecer dentro do território os fatores de risco para sofrimento psíquico, atrasos
                                                                                                                                 e deficiências físicas e/ou motoras;
                                                                                                                              •	 Planejar e ajudar na construção de projetos de intervenção no território, a fim de
                                                                                                                                 desenvolver ações de prevenção ao sofrimento psíquico e às deficiências físicas;


44
                                                                                                                                 e/ ou motoras;
•	 Identificar, junto com as equipes de SF, as barreiras físicas no território e planejar
           intervenções para reduzi-las, promovendo a inserção social da criança com
           deficiência e a circulação de gestantes;
        •	 Realizar, junto com as equipes de SF, a análise ergonômica nas escolas onde
           estudam crianças com deficiência;
        •	 Realizar intervenções junto às escolas a fim de identificar problemas que
           comprometam o desempenho ocupacional das crianças e o planejamento e
           adaptações que melhorem a funcionalidade e o adequado desempenho do papel
           social;
        •	 Realizar, junto à equipe de SF, planejamento ergonômico do local de trabalho e da
           escola da mulher gestante
        •	 Identificar a realidade de trabalho de cada gestante, bem como de sua rotina diária
           para realizar planejamento e orientações ergonômicas.
        •	 Realizar análise do contexto real de vida de gestantes, puérperas e crianças a fim
           de garantir que o planejamento das ações esteja coerente com as potencialidades e
           riscos ocupacionais existentes;

Espaços educativos
        •	 Apoiar as equipes de SF e a comunidade no planejamento e na reorganização do
           cotidiano das famílias que necessitem de mudanças de hábitos prejudiciais à saúde
           das crianças e mulheres grávidas ou puérperas (principalmente as de risco);
        •	 Apoiar as equipes de Saúde da Família e a comunidade na compreensão do
           desempenho ocupacional de crianças, facilitando a identificação de condições de
           risco ou onde o desempenho ocupacional já esteja comprometido;
        •	 Contribuir com a ampliação do conceito de desenvolvimento infantil, integrando
           as funções neuropsicomotoras com a aquisição de autonomia, independência nas
           atividades de vida diária (AVD), funcionalidade e inserção social da criança.                           Of icina de Qualificação do NASF


Atividades coletivas
        •	 Participar de grupo de gestante com o objetivo de realizar atividades ao casal
           gestante, visando à preparação para maternidade, paternidade, bem como a
                                                                                                    Capítulo III




           compreensão do processo de desenvolvimento gestacional para redução de
           riscos, minimizando riscos domésticos, laborativos, psicoemocionais e sociais.
           Objetivando-se também a construção do vinculo, pai X mãe X bebê e núcleo

                                                                                                    45
           familiar, por meio do conhecimento das fases de desenvolvimento fetal; e da
           importância do brincar;
•	 Promover oficinas terapêuticas para gestante;
                                                                                                                             •	 Realizar grupos para crianças; ex: Oficina de brinquedos, sessão educativa,
                                                                                                                                vivências de AVD e atividades instrumentais da vida diária (AIVD(;
                                                                                                                             •	 Orientar, por meio de atividades educativas, baseadas no desempenho
                                                                                                                                ocupacional – AVD, inserção sensorial, destrezas cognitivas, destrezas
                                                                                                                                psicossociais, mecanismos de proteção articular e conservação de energia
                                                                                                                                para o desenvolvimento das atividades da vida diária das gestantes, como: levantar
                                                                                                                                da cama, sentar, dormir, tarefas domésticas, varrer, levantar objetos etc. Assim
                                                                                                                                como prevenção de quedas, a fim de garantir que a gestante possa realizar de
                                                                                                                                maneira segura todas as atividades.
                                                                                                                             •	 Incentivar a construção de brinquedotecas;

                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                             •	 Auxiliar as equipes de SF a identificar crianças que apresentem alterações no
                                                                                                                                desenvolvimento que comprometam o desenvolvimento do desempenho ocupacional;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                                assim como encaminhamento às redes sociais;
                                                                                                                             •	 Trabalhar junto às equipes de SF, com a tecnologia assistiva e acessibilidade, por
                                                                                                                                meio da indicação, confecção e treinamento de dispositivos, adaptações, órteses,
                                                                                                                                próteses e software, para atenção à criança e à mulher grávida;
                                                                                                                             •	 Realizar, quando necessário, junto às equipes de SF, a avaliação do desempenho
                                                                                                                                nas atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida diária da gestante;
                                                                                                                             •	 Realizar, junto às equipes de SF, adaptação de jogos, brincadeiras e brinquedos
                                                                                                                                para crianças menores de cinco anos, que necessitem;
                                                                                                                             •	 Realizar, junto às equipes de SF, orientação para a atividade laborativa para
                                                                                                                                gestantes;
                                                                                                                             •	 Realizar, junto às equipes de SF, avaliação do ambiente domiciliário das gestantes,
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                quando necessário;
                                                                                                                             •	 Realizar, quando necessário, confecção de adaptações funcionais (utensílios,
                                                                                                                                vestuários, calçados, mobiliários etc.) a gestantes e crianças;
                                                                                                                             •	 Indicar e realizar atividades de estruturação corporal a gestantes;
                                                                                                                             •	 Realizar orientação ao uso de recursos de comunicação alternativa;
                                                                                                                             •	 Desenvolver estratégias que viabilizem a autonomia e a independência da criança
                                                                                                                                com ou sem deficiência por meio do planejamento, orientação, adequação e

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                                                                                                                                treinamento das AVD e AIVD;
•	 Realizar e orientar a mãe quanto às técnicas de integração sensorial para crianças
           que necessitem;
        •	 Realizar e orientar a mãe quanto às atividades de estimulação precoce para o
           adequado desenvolvimento neuropsicomotor de bebês que nasceram em condições
           de risco.
        •	 Avaliar histórico ocupacional, físico-funcional, estresse psicossocial, acompanhamento
           do crescimento/desenvolvimento neuropsicomotor.


Farmácia

Articulações no território
        •	 Identificar, junto à equipe de SF, o perfil do território e comunidade, com relação
           ao uso de medicamentos;
        •	 Apoiar a equipe de SF na orientação quanto ao armazenamento domiciliar de
           medicamentos e produtos de limpeza, sobretudo quando há crianças em casa;
        •	 Articular, junto à comunidade e equipe de SF, a construção e organização de horta
           de plantas medicinais (quando possível) que estejam de acordo com os costumes
           locais, orientando o correto uso dessas plantas e orientando a prevenção de
           acidentes com plantas venenosas;
        •	 Articular junto às ESF e à gestão municipal propostas de revisão da listagem
           municipal de medicamentos.

Espaços educativos
        •	 Construir, junto com os profissionais, espaços de reflexão para implementação
           de estratégias para divulgação de informações e orientações a respeito dos
           medicamentos para os usuários;
                                                                                                                   Of icina de Qualificação do NASF
        •	 Incentivar e criar espaços de discussões sobre a importância, utilização e manuseio
           dos fitoterápicos e plantas medicinais.
        •	 Trabalhar o uso de antimicrobianos com as mães de crianças de 0 a 5 anos;
        •	 Incentivar junto com os profissionais prescritores a qualidade da prescrição em
                                                                                                    Capítulo III




           busca de facilitar a adesão ao tratamento;
        •	 Orientar os prescritores sobre as apresentações dos medicamentos, a fim de evitar


                                                                                                    47
           fracionamentos inadequados, excesso de medicamentos em casa e auto-medicação.
Atividades coletivas
                                                                                                                              •	 Realizar, junto às equipes de SF, grupos de educação em saúde sobre a adesão ao
                                                                                                                                 tratamento, cuidado, armazenamento de medicamento, assim como prevenção de
                                                                                                                                 acidentes principalmente com crianças.
                                                                                                                              •	 Realizar ações educativas voltadas para a comunidade sobre os riscos da automedicação.

                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                              •	 Em casos de dificuldade na adesão ou uso incorreto, o farmacêutico poderá intervir,
                                                                                                                                 em conjunto com a equipe, junto ao usuário, a partir da especificidade de cada caso
                                                                                                                                 (criança ou gestante), orientando quanto ao uso correto e propondo estratégias
                                                                                                                                 para facilitar a adesão, atentando para o caso de analfabetos e deficientes visuais,
                                                                                                                                 entre outros;
                                                                                                                              •	 Apoiar a organização e a distribuição de medicamentos, e trabalhar com foco na
                                                                                                                                 melhoria na melhoria de acesso aos medicamentos de crianças menores de cinco
                                                                                                                                 anos e da mulher grávida;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                              •	 Realizar visita domiciliar, junto com a equipe SF e a família, refletindo sobre os
                                                                                                                                 medicamentos prescritos, se estão sendo corretamente utilizados, armazenados e,
                                                                                                                                 se necessário, separar medicamentos sem condições de uso ou vencidos, quando
                                                                                                                                 houver, procurando recolhê-los para descarte adequado;
                                                                                                                              •	 Trabalhar, junto à equipe SF, com as mães, os aspectos culturais, as crenças,
                                                                                                                                 os valores e o uso de medicamentos prescritos pelos profissionais da saúde ou
                                                                                                                                 orientado por familiares, amigos, vizinhos;
                                                                                                                              •	 Intervir para melhorar a adesão ao tratamento, levando em consideração a
                                                                                                                                 compreensão dos fatores que causam a não adesão no contexto singular, a
                                                                                                                                 negociação com os saberes e práticas populares de saúde (principalmente na saúde
                                                                                                                                 da criança), a continuidade do cuidado e o desenvolvimento de autonomia dos
                                                                                                                                 usuários no seu cuidado;
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                              •	 Trabalhar com a questão da comunicação e com as barreiras físicas e linguísticas
                                                                                                                                 que podem influenciar na compreensão das informações. Assim, o domínio de
                                                                                                                                 técnicas de comunicação, um ambiente adequado, bem como a utilização de
                                                                                                                                 materiais de apoio – informação escrita ou áudio visual –, podem auxiliar na
                                                                                                                                 orientação e na dispensação de medicamentos.




48
Psiquiatria

Articulações no território
        •	 Realizar, conjuntamente com as equipes de SF, a articulação com as equipes dos
           Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros serviços da rede de saúde mental,
           e com outros pontos da rede de atenção para um trabalho integrado nos casos
           necessários;
        •	 Apoiar na identificação de situações de risco de adoecimento psíquico comuns em
           todo o período da concepção até a puericultura,
        •	 Apoiar as equipes de SF na identificação e na construção de intervenções
           preventivas para situações no território que possam favorecer o desenvolvimento
           de adoecimento psíquico (tais como: violência doméstica e/ou urbana, desastres
           naturais, imigração).

Espaços educativos
        •	 Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da SF as
           ansiedades, dúvidas e mudanças emocionais que ocorrem com a mulher e com
           o seu parceiro durante a gestação, a fim de qualificar a abordagem durante o
           prénatal, a chegada da criança na família, a assunção dos papéis familiares, entre
           outros;
        •	 Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da SF
           aspectos psíquicos do desenvolvimento infantil e o papel dos cuidadores para
           um desenvolvimento infantil saudável, visando qualificar a abordagem durante a
           puericultura;
        •	 Ampliar a competência das equipes de SF para identificar sinais, sintomas e
           comportamentos que apontam para possíveis problemas emocionais com a
           gestação, na relação mãe/bebê, cuidadores e a criança até cinco anos e auxílio
           para a intervenção em saúde mental;                                                                 Of icina de Qualificação do NASF

        •	 Fortalecer e ampliar a capacidade da equipe de SF no seu lidar com o sofrimento
           psíquico e o adoecimento mental, contribuindo para a desestigmatização das
           “doenças mentais” no território;
        •	 Capacitar a equipe de SF no uso racional de medicamentos psicotrópicos;
                                                                                                Capítulo III




        •	 Apoiar as equipes de SF na abordagem às famílias para identificar alterações
           psíquicas no desenvolvimento infantil;

                                                                                                49
•	 Apoiar as equipes de SF no acompanhamento e atendimento de crianças com
                                                                                                                                 transtornos mentais e deficiências, com construção conjunta de plano de cuidado
                                                                                                                                 para as necessidades de saúde mental mais comuns identificadas na população
                                                                                                                                 (exs.: transtorno mental, gagueira, convulsões, enurese, medos e fobias, crises
                                                                                                                                 nervosas, tiques e manias, alterações do apetite e do sono).
                                                                                                                              •	 Proporcionar as equipes de SF espaço para discussão de dificuldades na relação
                                                                                                                                 profissional de saúde e pessoa/família.

                                                                                                                      Atividades coletivas
                                                                                                                              •	 Auxiliar as equipes de SF a desenvolverem ações coletivas com as gestantes,
                                                                                                                                 puérperas e pais ou cuidadores, tais como grupos de gestante, de puericultura,
                                                                                                                                 oficinas, entre outros, com foco nos aspectos psíquicos desse período;
                                                                                                                              •	 Realizar, em conjunto com as equipes SF, orientações sobre medicação de uso
                                                                                                                                 contínuo: uso adequado, importância da continuidade do tratamento nas doenças
                                                                                                                                 mentais crônicas, efeitos adversos, interações medicamentosas, entre outras.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                              •	 Auxiliar na identificação, acolhimento e atendimento de mulheres/famílias que não
                                                                                                                                 aceitam/planejaram a gravidez;
                                                                                                                              •	 Possibilitar a construção de projetos de dectecção precoce de situações de
                                                                                                                                 sofrimento psíquico em mulheres em idade fértil, gestação e puerpério, bem como
                                                                                                                                 desenvolver ações de prevenção e promoção em saúde mental e de contracepção
                                                                                                                                 se desejado;
                                                                                                                              •	 Realizar atendimento psiquiátrico, compartilhados ou não, para mulheres emidade
                                                                                                                                 fértil, gestantes, puérperas, quando a situação necessitar. Para isso, torna-se
                                                                                                                                 necessário organizar conjuntamente com a equipe de SF os critérios para tais
                                                                                                                                 atendimentos e cada caso deve ser discutido e pactuado com a equipe de SF;
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                              •	 Auxiliar na identificação, acolhimento e atendimento de mulheres que apresentam
                                                                                                                                 sinais de depressão e psicose pós-parto;
                                                                                                                              •	 Orientar sobre o uso de medicamentos utilizados em sofrimento psíquico na
                                                                                                                                 gestação e puerpério;
                                                                                                                              •	 Orientar sobre o uso de medicamentos utilizados em sofrimento psíquico de crianças
                                                                                                                                 menores de cinco anos quando necessário;
                                                                                                                              •	 Identificar a síndrome alcoólico-fetal, com o objetivo de realizar intervenções

50                                                                                                                               precoces, para a dupla mãe-filho;
•	 Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e condutas de tratamento de gestantes e
           puérperas com transtornos mentais, uso e abuso de álcool e outras drogas, risco
           de suicídio, entre outras. Exemplos: manejo de crise, avaliação de risco de suicídio,
           exame do estado mental, entre outros.


Acupuntura

Articulações no território/Espaços educativos
        •	 Subsidiar as equipes SF com os conhecimentos advindos da Medicina Tradicional
           Chinesa (MTC), visando promover o acesso e a integralidade da atenção, ampliando
           a concepção do processo saúde/doença e as ferramentas para abordagem no
           cuidado materno/infantil;
        •	 Contribuir no acompanhamento e execução de atividades educativas pautadas
           pelos princípios da MTC, para os profissionais de saúde e grupos de usuários.

Atividades coletivas
        •	 Atuar com as equipes SF em grupos de apoio a mulheres tabagistas, obesas, com quadros
           de ansiedade, depressão, alergias e dependentes químicas, visando especialmente a
           redução da mortalidade materna e o risco de RN com baixo peso ao nascer;
        •	 Atuar de forma interdisciplinar em grupos de promoção da saúde de gestantes,
           utilizando-se das técnicas terapêuticas da MTC, tais como a meditação, o tai
           chi chuan, o shiatsu, o Tui Na e o massageamento; promovendo o bem-estar e
           aqualidade de vida materno-infantil.

Ações clínicas
        •	 Acompanhar, de forma articulada com as equipes de SF, as mulheres no período
           gestacional, parto e puerpério que optarem pelo tratamento com as práticas da
           MTC, tais como acupuntura, moxa, fitoterapia, entre outras, com os agravos                             Of icina de Qualificação do NASF

           específicos desse grupo, tais como a doença hipertensiva específica da gestação
           (DHEG) e hiperemese gravídica, assim como as portadoras de patologias crônicas
           ou agudas, prevalentes na população local;
        •	 Promover ações integradas com as equipes de SF, com as mães e os recémnascidos,
                                                                                                   Capítulo III




           tais como a shantalla a fim de fortalecer o vínculo mãe-bebê;
        •	 Acompanhar os recém-nascidos que tiverem indicação de tratamento com a
           MTC/acupuntura para as doenças agudas prevalentes nessa faixa etária, tais

                                                                                                   51
           como doenças alérgicas, respiratórias infecciosas e/ou inflamatórias, síndromes
diarréicas, entre outras, que epidemiologicamente contribuem para o aumento da
                                                                                                                                 mortalidade nessa faixa etária.

                                                                                                                      Ginecologia e obstetricia

                                                                                                                      Articulações no território/Espaços educativos
                                                                                                                              •	 Desenvolver ações educativas, junto às equipes de SF, respeitando a estrutura
                                                                                                                                 dos serviços e o perfil epidemiológico locais, tais como: treinamentos técnicos
                                                                                                                                 (ex.: inserção de DIU etc.).
                                                                                                                              •	 Promover em conjunto com a equipe de SF ações de preparação da gestante para
                                                                                                                                 o parto natural.

                                                                                                                      Atividades coletivas
                                                                                                                              •	 Desenvolver, junto com as equipes SF, grupo de gestantes, planejamento familiar e
                                                                                                                                 outros de acordo com a necessidade local.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      Ações clínicas
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF na implementação de estratégias de redução de abstenção
                                                                                                                                 às consultas de pré-natal e busca ativa dessas gestantes;
                                                                                                                              •	 Apoiar as equipes de SF no estabelecimento de rotina de classificação de risco dos
                                                                                                                                 pré-natais realizados;
                                                                                                                              •	 Contribuir com as equipes de SF para o estabelecimento e/ou consolidação de
                                                                                                                                 uma linha de cuidado à gestante de alto risco, considerando a rede de serviços
                                                                                                                                 locorregional (unidades de saúde, sistema de regulação, serviços de remoção etc.).


                                                                                                                      Homeopatia
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      Articulações no território/Espaços educativos
                                                                                                                              •	 Subsidiar as equipes SF com os conhecimentos advindos da homeopatia,
                                                                                                                                 visando promover o acesso e a integralidade da atenção, ampliando a
                                                                                                                                 concepção do processo saúde/doença e as ferramentas para abordagem no
                                                                                                                                 cuidado materno/infantil;
                                                                                                                              •	 Contribuir no acompanhamento e execução de atividades educativas pautadas
                                                                                                                                 pelos princípios da homeopatia, para os profissionais de saúde e grupos de

52
                                                                                                                                 usuários.
Atividades coletivas
        •	 Atuar com as equipes SF em grupos de apoio a mulheres tabagistas, obesas,
           com quadros de ansiedade, depressão, alergias e dependentes químicas, visando
           especialmente a redução da mortalidade materna e o risco de RN com baixo peso
           ao nascer.

Ações clínicas
        •	 Auxiliar as eSF nas ações de prevenção e tratamento dos principais agravos da
           gestação, parto, puerpério e ao recém-nascido de forma integrada, de acordo com
           a prevalência local, com ênfase nos grupos de maior vulnerabilidade.


Educação Física

Articulações no território/Espaços educativos
        •	 Desenvolver ações educativas para discutir com os profissionais a importância da
           atividade física na gestação;
        •	 Auxiliar os profissionais das equipes quanto à compreensão do processo que
           acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e
           hormonais, modificando respostas às atividades físicas;
        •	 Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da Saúde da
           Família a importância da atividade física no desenvolvimento infantil saudável.
        •	 Orientar as mães sobre auto-massagens e massagem para o bebê, por exemplo,
           para cólicas.
        •	 Desenvolver ações educativas que proporcionem o conhecimento das gestantes
           com relação a necessidade da atividade física no desenvolvimento infantil.

Atividades coletivas                                                                                          Of icina de Qualificação do NASF


        •	 Realizar, junto com as equipes de SF, grupos de atividade física voltados para
           a gestante e para crianças, contribuindo com o controle do peso, reeducação
           postural, aumento de resistência, manutenção do tônus muscular, fortalecimento e
           flexibilidade dos músculos.
                                                                                               Capítulo III




Ações clínicas


                                                                                               53
        •	 Realizar, junto com as equipes SF, avaliação de mulheres gestantes para a prática
           de atividade física regular;
•	 Junto com a equipes SF, Informar a importância da atividade física no pré natal;
                                                                                                                              •	 Realizar e orientar, junto com as equipes SF, práticas de atividades físicas agradáveis e
                                                                                                                                 seguras para gestantes e puérperas, respeitando a individualidade de cada uma;
                                                                                                                              •	 Realizar e orientar, junto com as equipes SF, exercícios de postura para a
                                                                                                                                 gestante,prevenindo dores na coluna, edemas, câimbras, entre outras;
                                                                                                                              •	 Realizar, junto com as equipe SF, orientações sobre exercícios preparatórios para
                                                                                                                                 o parto;
                                                                                                                              •	 Realizar alongamentos dos Membros Inferiores e Superiores para estimulação da
                                                                                                                                 circulação e prevenção de câimbras;
                                                                                                                              •	 Orientar em conjunto com as equipe SF a realização de exercícios físicos para
                                                                                                                                 fortalecimento da musculatura do períneo e relaxamento pré e pós-parto.


                                                                                                                      Fisioterapia
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      Articulações no território
                                                                                                                              •	 Identificar no território, juntamente com a equipe de Saúde da Família, as crianças
                                                                                                                                 menores de cinco anos com: deficiência funcional, atraso no desenvolvimento
                                                                                                                                 neuropsicomotor normal e com complicações respiratórias recorrentes;
                                                                                                                              •	 Realizar ações que facilitem a inclusão de pessoas com deficiência funcional na
                                                                                                                                 escola, no trabalho e ambiente social, favorecendo a melhoria da qualidade de vida
                                                                                                                                 dessas pessoas;
                                                                                                                              •	 Instrumentalizar as equipes de SF para identificação precoce de atrasos
                                                                                                                                 dedesenvolvimento neuropsicomotor normal;
                                                                                                                              •	 Realizar, conjuntamente com as equipes SF, o fortalecimento da articulação com
                                                                                                                                 as equipes de Centros de Reabilitação e outros serviços da rede de reabilitação, e
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                 também com outros pontos da rede de atenção, para um trabalho integrado nos
                                                                                                                                 casos necessários.

                                                                                                                      Espaços educativos
                                                                                                                              •	 Orientar, por meio de atividades educativas, mecanismos de proteção articular e
                                                                                                                                 muscular, conservação de energia para o desenvolvimento das atividades da vida
                                                                                                                                 diária das gestantes, como: levantar da cama, sentar, dormir, tarefas domésticas,
                                                                                                                                 varrer, levantar objetos, assim como prevenção de quedas;

54
•	 Orientar, por meio de atividades educativas, o processo de desenvolvimento motor
           normal e sinais de alerta de acordo com os marcos de desenvolvimento infantil;
        •	 Apoiar as equipes de SF para a realização de atividades educativas sobre os
           cuidados relacionados às afecções respiratórias no âmbito domiciliar e social.
        •	 Realizar atividades educativas sobre as mudanças anatômicas e funcionais do início
           ao final da gestação e sobre a importância da preparação para o parto normal.

Atividades coletivas
        •	 Realizar, com as equipes de SF, grupos de gestantes e crianças para o incentivo da
           prática de exercícios físicos das gestantes, contribuindo para o controle do peso,
           reeducação postural, aumento de resistência, manutenção do tônus muscular,
           fortalecimento e flexibilidade dos músculos;
        •	 Estimular a interação e vinculo mãe-bebê por meio do reconhecimento e contato
           corporal em conjunto com a psicologia (ex.: shantala e hidroterapia).
        •	 Realizar, em conjunto com as equipes SF, ações educativas (inclusive nos grupos) de
           estímulo ao parto normal, oferecendo orientações sobre exercícios respiratóriose
           de fortalecimento das musculaturas pélvica e abdominal.

Ações clínicas
        •	 Auxiliar as equipes SF na realização de encaminhamentos, quando necessário,
           para serviços de reabilitação da rede para aquisição de tecnologias assistivas,
           favorecendo a acessibilidade e melhoria da qualidade de vida caso a criança
           apresente alguma deficiência;
        •	 Auxiliar, apoiar, acolher e orientar às famílias, principalmente no momento do
           diagnóstico, para manejo das situações oriundas da deficiência;
        •	 Orientar, em conjunto com a equipe, as gestantes e puérperas sobre posturas antes
           e após o parto, posicionamentos e alongamentos, prevenindo e aliviando edemas de                       Of icina de Qualificação do NASF
           membros inferiores e lombalgias, assim como a realização de exercícios respiratórios,
           exercícios para períneo e relaxamento no pré e pósparto, possibilitando conforto e
           bem-estar na gestação e na amamentação;
        •	 Utilizar recursos e técnicas fisioterapêuticas para tratamento de crianças menores
                                                                                                   Capítulo III




           de cinco anos, gestantes e puérperas, quando necessário;
        •	 Realizar, com as equipes SF, atividades voltadas para a prevenção e tratamento
           das dores na coluna, edemas, câimbras, entre outras;

                                                                                                   55
•	 Orientar, em visita domiciliar, o familiar ou o cuidador de crianças com deficiência
                                                                                                                                funcional severa (restrito ao leito), sobre os cuidados com o posicionamento e
                                                                                                                                o manejo dessas crianças, visando prevenção de deformidades e complicações
                                                                                                                                respiratórias.


                                                                                                                      3.3 DOCUMENTO DE AÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DA
                                                                                                                      GESTÃO COM IMPACTO NAS CAUSAS EVITÁVEIS DE MORTALIDADE
                                                                                                                      INFANTIL

                                                                                                                                                Não se pode perder de vista que qualquer local do sistema de saúde
                                                                                                                                                e outros espaços sociais se colocam como oportunidade de cuidado e
                                                                                                                                                devem prestar atenção integral à criança, além de envolver/demandar a
                                                                                                                                                atuação da equipe de saúde da família ou da Unidade Básica de Saúde.
                                                                                                                                                (BRASIL, 2004)


                                                                                                                               Este documento tem o objetivo de auxiliar na organização do processo de trabalho das
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      equipes de Saúde da Família e orientar a gestão da atenção primária na redução da mortalidade
                                                                                                                      infantil. As ações encontram-se divididas segundo o grupo de causas evitáveis de Mortalidade
                                                                                                                      Infantil com o intuito de contribuir para o planejamento de ações voltadas a cada um dos
                                                                                                                      grupos. Pretende também, orientar os profissionais do NASF sobre as ações das equipes de SF
                                                                                                                      na redução da mortalidade infantil.

                                                                                                                      3.3.1 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações de
                                                                                                                      imunoprevenção: profissionais das equipes de saúde da família

                                                                                                                             •	 Manter o cadastro das crianças menores de 1 ano atualizado;
                                                                                                                             •	 Ampliar a cobertura vacinal em menores de 1 ano realizando a busca ativa de
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                                faltosos e o registro das vacinas aplicadas;
                                                                                                                             •	 Completar o esquema básico de vacinação da criança;
                                                                                                                             •	 Desenvolver ações de sensibilização para a comunidade, sobre a temática de
                                                                                                                                imunização;
                                                                                                                             •	 Vacinar 100% da população menor de 1 ano do território de abrangência da equipe,
                                                                                                                                nos municípios de área endêmica e de área de transição contra febre amarela;
                                                                                                                             •	 Aproveitar a oportunidade da presença da gestante e de crianças para atualização
                                                                                                                                das vacinas, durante grupos, consultas e outras ações que são realizadas por todos

56                                                                                                                              os profissionais de saúde da UBS;
•	 Verificar, obrigatoriamente, a situação vacinal das gestantes e crianças nas visitas
         domiciliares e consultas;
      •	 Realizar a vacinação anti-tetânica, nas próprias unidades da SF;
      •	 Monitorar a cobertura vacinal das gestantes e menores de 1 ano acompanhados
         pelas ESF através do cartão da gestante e dacriança.
      •	 Aumentar o acesso da mulher no período pré-concepcional à vacina da rubéola e da
         gestante às vacinas preconizadas para o período;
      •	 Monitorar e avaliar as ações de imunoprevenção.


GESTÃO
      •	 Garantir imunobiológicos, infra-estrutura adequada, recursos humanos qualificados,
         estruturação de rede de frio e definição de fluxo das ações de imunização levando
         em consideração o princípio da acessibilidade da população, dando preferência para
         a realização das ações de imunização na atenção primária;
      •	 Garantir espaços de educação permanente voltados para a qualificação das ações
         de imunoprevenção;
      •	 Garantir o acesso às ações de imunoprevenção durante todo horário de funcionamento
         da UBS;
      •	 Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de imunoprevenção assim
      •	 como pactuar as metas com as equipes de SF.


3.3.2 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção
à mul her na gestação

PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                                                                                                  Of icina de Qualificação do NASF
      •	 Manter o cadastro de gestantes atualizado;
      •	 Conhecer o número de gestantes da área de abrangência, programar e avaliar as
         ações de saúde (pré-natal, exames, pré-natal alto risco, assistência ao parto);
      •	 Ofertar o pré-natal com médico e enfermeiro para todas as gestantes garantindo
                                                                                                   Capítulo III




         minimamente 6 consultas. Dentre as consultas previstas deve-se atentar para a
         importância da captação precoce (1º trimestre) e para o acompanhamento da gestante
         até o momento do pré-parto/parto visando evitar sofrimento fetal por pós-datismo.

                                                                                                   57
         Realizar consultas na seguinte freqüência: consultas mensais até 36 semanas, quinzenais
de 36 a 38 semanas e semanais de 38 a 41 semanas. A partir de 41 semanas a gestante
                                                                                                                         deve ser encaminhada para maternidade, independente de ter iniciado trabalho de parto;
                                                                                                                      •	 Realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal;
                                                                                                                      •	 Garantir o acolhimento e acompanhamento da gestante na unidade básica de saúde;
                                                                                                                      •	 Realizar a consulta de puerpério;
                                                                                                                      •	 Ofertar medicamentos necessários;
                                                                                                                      •	 Diagnosticar, tratar/controlar as intercorrências clínicas na gestação e/ou doenças
                                                                                                                         crônicas, tais como diabetes e hipertensão;
                                                                                                                      •	 Identificar gestantes de risco (anexo 1- deste capítulo); e encaminhá-las para atendimento
                                                                                                                         no pré-natal de alto risco realizando a coordenação do cuidado destas últimas;
                                                                                                                      •	 Ofertar atenção à gestante adolescente conforme suas especificidades, incluindo
                                                                                                                         sua rede social de apoio.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      •	 Manter cartão da gestante, prontuário e registro de atendimento completos e
                                                                                                                         atualizados;
                                                                                                                      •	 Realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno, ao parto normal,
                                                                                                                         hábitos saudáveis de vida; orientar sobre sinais de alerta na gravidez, cuidados com
                                                                                                                         recém-nascido; riscos de acidentes, papéis sociais após a maternidade, elaboração
                                                                                                                         de projeto de vida, relação familiar entre outros. Sobre a importância da consulta de
                                                                                                                         puerpério, do planejamento familiar; direitos da gestante e do pai, sobre alimentação
                                                                                                                         visando o peso ideal, os riscos do tabagismo, o uso rotineiro de álcool e outras drogas,
                                                                                                                         uso de medicamentos, significado entre outros. Estas práticas podem ser realizadas
                                                                                                                         de forma individual ou coletiva através de grupos de gestantes, sala de espera,
                                                                                                                         intervenções comunitárias, entre outros;
                                                                                                                      •	 Realizar ações que enfoquem o fortalecimento da família, desenvolvimento de projeto
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                         de vida, levando em consideração os sentidos atribuídos a gestação pela família e
                                                                                                                         pela comunidade.
                                                                                                                      •	 Acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação, orientar sobre alimentação
                                                                                                                         saudável durante a gestação e avaliar o estado nutricional da gestante;
                                                                                                                      •	 Acolher a gestante vítima de qualquer tipo de violência, encaminhando-a para o
                                                                                                                         atendimento adequado caso necessite (fluxo local);
                                                                                                                      •	 Identificar gestante dependente de álcool e outras drogas que coloquem em risco a
                                                                                                                         gestação e prestar atenção diferenciada;

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•	 Identificar gestante portadora de transtornos mentais e prestar atenção
        diferenciada;
     •	 Facilitar a vinculação com a maternidade para o parto informando a gestante sobre
        sua referência bem como incentivando sua visita à maternidade;
     •	 Identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para
        grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano;
     •	 Prestar atenção humanizada;
     •	 Adotar estratégias de incentivo à realização do pré-natal como, por exemplo,
        campanhas de mídia, utilizar a sala de espera, cartazes entre outros.
     •	 Orientar o Agente Comunitário de Saúde para a identificação de gestantes em seu
        território sem a realização de consultas de pré-natal;
     •	 Investigar imunização contra rubéola e hepatite B antes da gestação.
     •	 Aconselhar a realização do teste anti-HIV. Nos casos positivos, esclarecer sobre o
        risco de transmissão vertical e oferecer os tratamentos disponíveis;
     •	 Investigar para sífilis. Nos casos positivos, tratar a mulher e seu parceiro para
        evitar sífilis congênita;
     •	 Utilizar protocolos clínicos de atenção à gestante;
     •	 Construir projeto terapêutico e parcerias intra e intersetoriais para suporte às
        gestantes com vulnerabilidade sócio-econômicas.
     •	 Orientar a gestante (e sua família) para que leve consigo o cartão da gestante onde
        quer que vá.
     •	 Monitorar e avaliar as ações de atenção a saúde da mulher na gestação.


GESTÃO
     •	 Organizar a rede para a oferta das consultas de pré-natal de risco habitual e alto                    Of icina de Qualificação do NASF
        risco, de fácil acesso para as gestantes pactuando os fluxos entre APS, ambulatórios
        de especialidades e maternidade.
     •	 O município/estado deve encontrar formas de qualificar os profissionais para o
        acompanhamento de situações de risco habitual e identificação de casos de alto
                                                                                               Capítulo III




        risco para encaminhamento aos centros de referência. O NASF deve participar
        deste processo de qualificação dos profissionais da AP, com um olhar de troca de
        saberes e experiências, assim como participar de ações de educação permanentes

                                                                                               59
        do município.
•	 A gestão municipal/estadual deve garantir os exames de rotina para todas as
                                                                                                                               gestantes (de acordo com protocolos clínicos) e o retorno dos resultados em tempo
                                                                                                                               oportuno bem como os equipamentos, materiais e demais insumos para o adequado
                                                                                                                               acompanhamento da mulher na gestação;
                                                                                                                            •	 Implantar protocolos de atenção à gestante ;
                                                                                                                            •	 Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de atenção a saúde da
                                                                                                                               mulher na gestação assim como pactuar as metas com as equipes de SF.

                                                                                                                      3.3.3 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção
                                                                                                                      à mul her no parto

                                                                                                                      PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                                                                                                            •	 Facilitar o acesso da gestante ao hospital de referência para a realização do parto,
                                                                                                                            •	 Orientar a mulher em relação a seus diretos enquanto gestante (possibilidade de
                                                                                                                               visitar a maternidade, de ter acompanhante durante o parto),
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                            •	 Orientar o acompanhante escolhido pela mulher sobre situações que envolvem o
                                                                                                                               préparto, parto e pós-parto e cuidados com o recém-nascido,
                                                                                                                            •	 Orientar a gestante (e sua família) para que leve consigo o cartão da gestante onde
                                                                                                                               quer que vá.

                                                                                                                      GESTÃO
                                                                                                                            •	 Garantir vinculação das parteiras juntos às equipes, com estratégias de qualificação,
                                                                                                                            •	 Organizar a rede para a vinculação do pré-natal ao local de parto.


                                                                                                                      3.3.4 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      ao recém-nascido


                                                                                                                      PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                                                                                                            •	 Conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para
                                                                                                                               programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto;
                                                                                                                            •	 Realizar a 1ª consulta do binômio mãe-bebê na primeira semana de vida desenvolvendo
                                                                                                                               a “Primeira Semana de Saúde Integral”:

60
•	 Checar e orientar sobre o registro de nascimento, verificar o cartão da criança,
      condições de alta da maternidade, unidade de assistência ao recém-nascido; realizar
      a avaliação da saúde da puérpera; realizar a avaliação e identificação da alimentação,
      avaliação e orientação para o aleitamento materno – ressaltar a importância do
      aleitamento materno por 2 anos, sendo exclusivo nos primeiros 6 meses; observação
      e avaliação da mamada no peito para garantia do adequado posicionamento e pega da
      aréola; avaliação da mama puerperal e orientação quanto à prevenção das patologias,
      enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco
      de Leite Humano; verificar ou realizar o teste do pezinho e da orelhinha; aplicar as
      vacinas (BCG e contra hepatite para o recém nascido, dupla tipo adulto e tríplice viral
      para a mãe, se necessário), realizar visita domiciliar e agendar a consulta para o recém-
      nascido e para a puérpera . As equipes de saúde devem estar atentas às crianças que
      não comparecerem à Unidade de Saúde
•	 Avaliar a rotina familiar, a qualidade dos vínculos e a rede de cuidado com a qual a
   puérpera pode contar.
•	 Avaliar a relação mãe-bebê, o significado da chegada da criança na família, a
   relação do casal e outros aspectos psicoafetivos que envolvem a família.
•	 Realizar a avaliação do RN e a identificação da criança de risco ao nascer*
   procurando programar consultas para este grupo.
•	 Realizar ações de Educação em saúde/Promoção de saúde: orientação quanto ao
   cuidado ao recém-nascido, licença maternidade e paternidade, importância do
   aleitamento materno, imunização entre outros.
•	 Orientar ACS para a identificação de puérperas e recém nascidos em seu território
   sem acesso as ações de puericultura,
•	 Utilizar protocolos clínicos de atenção ao recém nascido;
•	 Evitar práticas que gerem sentimento de exclusão para as mulheres que não realizem
   o aleitamento materno;
•	 Ofertar práticas que garantam uma alimentação saudável para as crianças que não
   recebam aleitamento materno,                                                                                  Of icina de Qualificação do NASF

•	 Monitorar e avaliar as ações de atenção ao recém nascido na APS.
   •	   A criança e os fatores de risco ao nascer:*
   •	   residente em área de risco;
   •	   baixo peso ao nascer (< 2.500 g);
                                                                                                  Capítulo III




   •	   prematuros (< 37 semanas de idade gestacional);
   •	   asfixia grave (apgar < 7 no 5.º minuto de vida);
   •	   crianças internadas ou com intercorrências na maternidade ou em unidade de
        assistência ao recém-nascido;
                                                                                                  61
•	   orientações especiais à alta da maternidade/unidade de cuidados do recém-nascido;
                                                                                                                               •	   recém-nascido de mãe adolescente (< 18 anos);
                                                                                                                               •	   recém-nascido de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo);
                                                                                                                               •	   história de morte de crianças < 5 anos na família;
                                                                                                                               •	   mãe com história de sofrimento psíquico prévio ou atual;
                                                                                                                               •	   grande para idade gestacional;
                                                                                                                               •	   fatores de risco para deficiências;
                                                                                                                               •	   mulher acima de 35 anos com comorbidade.

                                                                                                                      GESTÃO
                                                                                                                            •	 Estreitar o contato-vinculação da UBS com o hospital de referência para que a equipe
                                                                                                                               de Saúde da Família possa realizar a marcação da 1ª consulta do binômio mãe-bebê
                                                                                                                               logo após a saída da maternidade, assim como realizar a busca ativa, caso não
                                                                                                                               compareçam para acompanhamento;
                                                                                                                            •	 Implantar protocolos de atenção ao RN na atenção primária;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                            •	 Garantir o acesso para referência especializada de recém-nascidos de alto risco com
                                                                                                                               o estabelecimento compartilhado entre os diversos pontos de atenção e divulgação
                                                                                                                               de fluxos de referência e contra-referências;
                                                                                                                            •	 Oferecer educação permanente sobre temas que envolvam o cuidado materno
                                                                                                                               infantil;
                                                                                                                            •	 Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de atenção ao recém
                                                                                                                               nascido na APS assim como pactuar as metas com as equipes de SF.


                                                                                                                      3.3.5 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas
                                                                                                                      de diagnóstico e tratamento
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                                                                                                            •	 Ofertar consultas de puericultura programadas para menores de 1 ano. Podem ser
                                                                                                                               oferecidas consultas individuais e coletivas. O início precoce das consultas, de
                                                                                                                               preferência no primeiro mês de vida, e a realização de, pelo menos, sete consultas
                                                                                                                               no primeiro ano de vida são metas desejáveis na assistência à criança (MINISTÉRIO
                                                                                                                               DA SAÚDE, 1992) ;
                                                                                                                            •	 Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos realizando

62                                                                                                                             a avaliação integral da saúde da criança, que envolve o registro, no Cartão da
Criança e no prontuário, de avaliação do peso, altura, desenvolvimento, vacinação e
   intercorrências, o estado nutricional, bem como orientações à mãe/família/cuidador
   sobre os cuidados com a criança (alimentação, higiene, vacinação, estimulação e
   aspectos psicoafetivos) em todo atendimento. O seguimento da criança deverá ser
   realizado visando estreitar e manter o vínculo da criança e da família com o serviço
   de saúde, propiciando oportunidades de abordagem para a promoção da saúde, de
   hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e agravos e provendo
   o cuidado em tempo oportuno;
•	 Realizar busca ativa de crianças faltosas às consultas de puericultura e de
   acompanhamento do peso e crescimento;
•	 Orientar os ACS para a identificação de menores de 5 anos em seu território sem
   acesso a serviços de saúde;
•	 A equipe de Saúde da Família deverá identificar a criança com risco adquirido/associado
   e prestar atenção diferenciada e ações de vigilância em saúde dos seguintes casos:
   -   crianças que não compareceram à unidade de saúde na primeira semana de vida
       para o teste do pezinho;
   -   menor de 1 ano sem acompanhamento;
   -   menor de 6 meses que não mama no peito;
   -   desnutrido ou criança com ganho de peso insuficiente ou com perda de peso recente
       sem acompanhamento;
   -   egresso hospitalar (prioridade para o < 5 anos);
   -   crianças com atendimento freqüente em serviços de urgências;
   -   criança com asma sem acompanhamento;
   -   crianças com vacinas em atraso;
   -   riança vítima de violência doméstica;
   -   criança explicitamente indesejada;
   -   criança com diarréia persistente ou recorrente;
   -   criança com anemia ou sinais de hipovitaminose A;
   -   história de desnutrição nas outras crianças da família;                                              Of icina de Qualificação do NASF

   -   criança com sobrepeso/obesidade;
   -   mãe sem suporte familiar/social;
   -   família sem renda;
   -   mãe/pai/cuidador com problemas mentais ou portadores de deficiência,
                                                                                             Capítulo III




       impossibilitando o cuidado da criança;
   -   mãe/pai/cuidador em dependência de álcool/drogas;
   -   mãe adolescente e analfabeta;

                                                                                             63
   -   outros que a equipe identifique como risco.
•	 Disponibilizar a caderneta de saúde da criança e realizar todos os registros
                                                                                                                               pertinentes à saúde integral da criança;
                                                                                                                            •	 Facilitar o acesso dos menores de 5 anos à unidade de saúde por meio das consultas
                                                                                                                               programadas e de demanda espontânea;
                                                                                                                            •	 Orientar os ACS para que, ao visitar as famílias com crianças menores de 5 anos,
                                                                                                                               possam suspeitar de algumas situações de risco e realizar os devidos encaminhamentos;
                                                                                                                            •	 Utilizar protocolos clínicos de atenção à saúde da criança;
                                                                                                                            •	 Monitorar e avaliar as ações de diagnóstico e tratamento da criança na APS.

                                                                                                                      GESTÃO
                                                                                                                            •	 O município/estado deve encontrar formas de qualificar os profissionais da
                                                                                                                               Atenção Primária para a identificação e adequado manejo das patologias mais
                                                                                                                               prevalentes na criança menor de 5 anos. O NASF deve participar deste processo
                                                                                                                               de qualificação e apoio dos profissionais da APS assim como das atividades de
                                                                                                                               educação permanente;
                                                                                                                            •	 Implantar linhas de cuidado de atenção à criança menor de 5 anos;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                            •	 Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de diagnóstico e tratamento
                                                                                                                               da criança na APS assim como pactuar as metas com as equipes de SF.


                                                                                                                      3.3.6 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas
                                                                                                                      de promoçãoà saúde, vinculadas a ações adequadas de atenção
                                                                                                                      à saúde


                                                                                                                      PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
                                                                                                                            •	 Realizar ações de Educação em saúde/Promoção de saúde: orientação quanto ao
                                                                                                                               cuidado ao recém-nascido e ao menor de 1 ano, direitos da gestante, importância
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                               do aleitamento materno, do acompanhamento da gestante, da puérpera e do
                                                                                                                               menor de 5 anos pela UBS, realização das vacinas, alimentação saudável, higiene
                                                                                                                               bucal, riscos de acidentes, papéis sociais após a maternidade, elaboração de
                                                                                                                               projeto de vida, relação familiar entre outros. Estas ações podem ser realizadas na
                                                                                                                               UBS coletivamente ou de forma individual e na comunidade (escolas, associações
                                                                                                                               comunitárias, entre outras);
                                                                                                                            •	 Realizar ações de orientação quanto à prevenção de acidentes domésticos (quedas,
                                                                                                                               exposição ao fumo, ao fogo e às chamas, envenenamento, intoxicação, exposição à

64
                                                                                                                               corrente elétrica entre outros), afogamentos e acidentes de transporte;
•	 Identificar, acolher, atender e acompanhar gestantes, crianças e famílias vítimas
          de violência (abandono, negligência, violência física, violência sexual etc), em
          situação de risco social ou afetivo-cultural, bem como articular com a rede ações
          de prevenção e promoção da cultura da paz;
       •	 Monitorar e avaliar as ações de promoção, vinculadas as ações adequadas de
          atenção à saúde na APS.


GESTÃO
       •	 Apoio e estímulo da gestão as atividades de promoção da saúde,
       •	 Definir os indicadores e ou marcadores prioritários para avaliar as ações de
          promoção, vinculadas as ações adequadas de atenção à saúde na APS assim como
          pactuar as metas com as equipes de SF.

3.3.7 Fatores de risco e situações em que deve ser considerado o
encaminhamento ao pré-natal de alto risco ou avaliaçãocom
especialista


Fatores de risco na gravidez atual
       •	 Idade menor que 15 e maior que 35 anos;
       •	 Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário,
          exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse;
       •	 Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se
          tratando de adolescente;
       •	 Situação conjugal insegura;
       •	 Baixa escolaridade (menor que cinco anos de estudo regular);
       •	 Condições ambientais desfavoráveis;                                                                   Of icina de Qualificação do NASF


       •	 Altura menor que 1,45 m;
       •	 Peso menor que 45 kg ou maior que 75 kg;
       •	 Dependência de drogas lícitas ou ilícitas.
                                                                                                 Capítulo III




       •	 Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico;
       •	 Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada;


                                                                                                 65
       •	 Ganho ponderal inadequado;
•	 Pré-eclâmpsia/eclâmpsia;
                                                                                                                             •	 Amniorrexe prematura;
                                                                                                                             •	 Hemorragias da gestação;
                                                                                                                             •	 Isoimunização Rh;
                                                                                                                             •	 Óbito fetal.


                                                                                                                      História reprodutiva anterior
                                                                                                                             •	 Morte perinatal explicada ou inexplicada;
                                                                                                                             •	 Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado;
                                                                                                                             •	 Abortamento habitual;
                                                                                                                             •	 Esterilidade/infertilidade;
                                                                                                                             •	 Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos;
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                             •	 Nuliparidade e multiparidade;
                                                                                                                             •	 Síndromes hemorrágicas;
                                                                                                                             •	 Pré-eclâmpsia/eclâmpsia;
                                                                                                                             •	 Cirurgia uterina anterior;
                                                                                                                             •	 Macrossomia fetal.


                                                                                                                      Patologias clínicas crônicas
                                                                                                                             •	 Cardiopatias;
                                                                                                                             •	 Pneumopatias;
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                             •	 Nefropatias;
                                                                                                                             •	 Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus);
                                                                                                                             •	 Doenças hematológicas;
                                                                                                                             •	 Hipertensão arterial crônica moderada ou grave e/ou fazendo uso de anti- hipertensivo;
                                                                                                                             •	 Infecção urinária;


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                                                                                                                             •	 Portadoras de doenças infecciosas (hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV,
sífilis e outras DST);
•	 Doenças neurológicas, como a epilepsia;
•	 Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento;
•	 Doenças auto-imunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses);
•	 Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras).




                                                                                              Of icina de Qualificação do NASF
                                                                               Capítulo III




                                                                               67
Referências
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   Hucitec, 2001.
•	 ANDRADE, L. O. M.; BARRETO, I. C. H. C.; FONSECA, C. D. A Estratégia Saúde da Família. In:
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   atenção primária baseadas em evidências. 3. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2004.
•	 AYRES, J. R. C. M. et al. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de saúde: novas
   perspectivas e desafios. In: CZERESNIA, D.; FREITAS, C. M. (Orgs). Promoção da saúde:
   conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. p. 117-140.
•	 BRASIL. Ministério da Saúde. Agenda de compromissos para a saúde integral da
   criança e redução da mortalidade infantil. Brasília, 2004.
•	 ______. Ministério da Saúde. Diretrizes de acompanhamento e apoio técnico. PROESF/
   Fase 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
•	 ______. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 154, de 24 de janeiro de
   2008. Credencia municípios conforme quantitativo e modalidade definidos, para receber o
   incentivo financeiro aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF. 2008c.
•	 ______. Ministério da Saúde. Guia de alimentação complementar para crianças
   menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. (Série A. Normas e Manuais
   Técnicos, n. 107)
•	 ______. Ministério da Saúde. Matriz de ações de alimentação e nutrição na
   Atenção Básica de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. (Série A. Normas e
   Manuais Técnicos)
•	 ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
   Básica. Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF. Brasília: Ministério da Saúde,
   2009. 160 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos de Atenção Básica, n. 27)
•	 ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Departamento de Atenção
   Básica. Política Nacional de Atenção Básica. 4. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
   68 p. (Série E. Legislação de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006, v. 4)
                                                                                                               Of icina de Qualificação do NASF
•	 ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política
   Nacional de Humanização. Clínica ampliada: equipe de referência e projeto terapêutico
   singular. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
•	 ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política
   Nacional de Humanização. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4.
                                                                                                Bibliografia




   ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2008d.
•	 ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção
   à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde,
   2007. 52 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006, v. 7)
                                                                                                69
•	 CAMPOS, G. W. S. Saúde pública e saúde coletiva: campo e núcleo de saberes e práticas.
                                                                                                                         Ciência & Saúde Coletiva, v. 5, n. 2, p. 219-230, 2000.
                                                                                                                      •	 CAMPOS, G. W. S. Saúde pública e saúde coletiva: campo e núcleo de saberes e práticas.
                                                                                                                         Campinas: UNICAMP. No prelo.
                                                                                                                      •	 CAMPOS, G. W. S.; DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia
                                                                                                                         para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.
                                                                                                                         23, n. 2, p. 399-407, fev. 2007.
                                                                                                                      •	 CAMPOS. G. W. S. Equipes de referência e apoio especializado matricial: um ensaio sobre a
                                                                                                                         reorganização do trabalho em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, 1999.
                                                                                                                      •	 CARVALHO, S. R.; CUNHA, G. T. A gestão da atenção na saúde: elementos para se pensar
                                                                                                                         a mudança da organização na saúde. In: CAMPOS, G. W. S.; MINAYO, M. C. S.; AKERMAN,
                                                                                                                         M.; DRUMOND JUNIOR, M.; CARVALHO, Y. M. (Org.). Tratado de saúde coletiva. São
                                                                                                                         Paulo: Hucitec/ Editora Fiocruz, 2006. v. 170. p. 837-868.
                                                                                                                      •	 CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE. Disponível em: <http://www.fredericowestphalen.
                                                                                                                         rs.gov.br/>. Acesso em: 09 out. 2008.
                                                                                                                      •	 CUNHA, G. T. A construção da clínica ampliada na atenção básica. São Paulo: Hucitec, 2005.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      •	 MATTOS, R. A. Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca dos valores que merecem
                                                                                                                         ser defendidos. In: PINHEIRO, R.; MATTOS, R. A. (Org.). Os sentidos da integralidade na
                                                                                                                         atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: Abrasco, 2001. p. 39-64.
                                                                                                                      •	 MENDES, E. V. A descentralização do sistema de serviços de saúde no Brasil: novos rumos
                                                                                                                         e um outro olhar sobre o nível local. In: MENDES, E. V. (Org). A organização da saúde no
                                                                                                                         nível local. São Paulo: Hucitec, 1998. p. 17.
                                                                                                                      •	 MINOZZO, Fabiane; REIS, Clarice; VIDAL, Ávila Teixeira; CEOLIN, Marcelina; BENEVIDES,
                                                                                                                         Iracema. Avaliação para a Melhoria da Qualidade na Estratégia Saúde da Família: reflexões
                                                                                                                         sobre a integralidade do cuidado em saúde. In: PINHEIRO, Roseni; MATTOS, Rubens Araujo
                                                                                                                         de. Ateliê do cuidado: trabalhos completos / VII Seminário do Projeto Integralidade:
                                                                                                                         saberes e práticas no cotidiano das instituições de saúde; organizadores. Rio de Janeiro:
                                                                                                                         UERJ/IMS/ LAPPIS: CEPESC: ABRASCO, 2008. ISBN: 978-85-89737-47-0.
                                                                                                                      •	 MORAES, B. M. Desafios e possibilidades de atuação da terapia ocupacional no
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                         Sistema Único de Saúde: uma visão clínica e política da equipe gestora de saúde e de
                                                                                                                         terapeutas ocupacionais do município de Sobral. [s.l.]: [s.n], 2007.
                                                                                                                      •	 OLIVEIRA, G. N. O projeto terapêutico e a mudança nos modos de produzir saúde. São
                                                                                                                         Paulo: Hucitec, 2008.
                                                                                                                      •	 PAGANI. R. Preceptoria de território: novas práticas e saberes na estratégia de educação
                                                                                                                         permanente em Saúde da Família: o estudo do caso de Sobral-Ceará-Brasil. 2006. Dissertação
                                                                                                                         (Mestrado em Educação Médica) – Escola Nacional de Saúde Pública Havana, Cuba. 2006.
                                                                                                                      •	 RANGEL, Roberta. A fonoaudiologia atuando no NASF. Disponível em: < http://www.

70                                                                                                                       fonoaudiologia.org.br/>.
•	 SALES, I. C.; PAGANI, R. A preceptoria de território na estratégia e saúde da família em
   Sobral/Ce: desafi os políticos, teóricos e metodológicos de uma experiência. SANARE – 10
   anos do saúde da família, [S.l.], n. 1, p. 41-6, jan./mar. 2004.
•	 SANTOS, M. O País distorcido. O Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo Publifolha.
   2002. p. 33.
•	 STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e
   tecnologia. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.




                                                                                                                Of icina de Qualificação do NASF
                                                                                                 Bibliografia




                                                                                                 71
ANEXOS
                                                                                                                      Anexo A - KIT MINISTÉRIO DA SAÚDE

                                                                                                                              É dividido em duas partes uma individual, distribuída para cada participante da oficina e
                                                                                                                      um kit coletivo para cada equipe de NASF e para a coordenação de APS/NASF. Compõem os kits:
                                                                                                                      Individual:
                                                                                                                         1. Um CAB do NASF
                                                                                                                         2. Um CD com todas as publicações do DAB ( inclusive os textos de apoio da oficina)
                                                                                                                         3. O Manual da oficina de qualificação do NASF
                                                                                                                      Coletivo:
                                                                                                                         1. Um CD - APS Agora mais que nunca
                                                                                                                         2. Uma apostila de textos de apoio da oficina
                                                                                                                         3. Revistas da Saúde da Família

                                                                                                                      Anexo B - KIT ESTADUAL
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                              É composto pelos materiais didáticos da oficina (caneta, pasta, bloco...) , pelo estudo
                                                                                                                      de caso usado na oficina e pelos instrumentos de avaliação (Pré e Pós Teste, Avaliação formal
                                                                                                                      da oficina, Projeto de Multiplicação, Projeto de Intervenção/Modelo Lógico Simplificado).


                                                                                                                      Anexo C - INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA OFICINA

                                                                                                                      A - RELATÓRIO DE ATIVIDADE
                                                                                                                      1. Identificação
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




72
2. O objetivo foi atingido?
          Sim               Sim, parcialmente                    Não

3. Descrição sucinta dos seguintes aspectos:
 1) Como ocorreram as discussões teórico-conceituais com o grupo?




 2) Aborde objetivamente como foi a participação dos profissionais nas discussões e nos
    trabalhos em grupos?




 3) Descreva brevemente as principais potencialidades e fragilidades da oficina




                                                                                                   Of icina de Qualificação do NASF

4) Resumo do pré e pós teste
                                                                                          Anexos




                                                                                          73
5) Descreva os encaminhamentos referentes à multiplicação das oficinas nos espaços de
                                                                                                                         trabalho dos profissionais do NASF




                                                                                                                      6) Faça uma síntese do Projeto de intervenção, por município, para a redução da
                                                                                                                         mortalidade infantil.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




74
B - Instrumento para definição de responsabilidades no estado
Estado:
Coordenação Responsável:
Data:
1. A Secretaria de Estado da Saúde definiu um técnico de referência para monitorar a
implantação/implementação do processo de qualificação dos profissionais dos NASF?
   Sim                    Não
Se sim, registre, Nome:                                                        Fone: (   )
Endereço eletrônico:
2. A Secretaria de Estado da Saúde tem ações em andamento de apoio técnico e monitoramento
   do processo de trabalho dos NASF junto aos municípios?
   Sim                  Não
Se sim, descreva
a.
b.
c.

3. Quais estratégias o estado está usando para acompanhar o desenvolvimento das oficinas
   de qualificação do NASF nos municípios?
4. Neste processo de acompanhamento quais as fortalezas e as fragilidades encontradas?
   Como o estado tem apoiado os municípios nestes pontos?

C - Instrumento para que os participantes da oficina organizem a multiplicação dos temas
nos seus locais de trabalho
                           Multiplicação dos Temas das Oficinas
 Espaços/           Temas                                                                             Of icina de Qualificação do NASF
                                    Metodologia     Responsáveis       Quando/Tempo
 momentos           Centrais
                                                                                             Anexos




                                                                                             75
D. Projeto de intervenção
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      E. Pré Teste:
                                                                                                                               O Pré teste tem o objetivo de analisar sucintamente o conhecimento dos participantes
                                                                                                                      sobre o tema da oficina. Essa avaliação não visa medir conhecimento, apenas para nortear os
                                                                                                                      facilitadores para a condução da oficina e permitir que ela se adapte a cada realidade onde as
                                                                                                                      mudanças possam ser feitas de acordo com a necessidade de cada grupo.

                                                                                                                                                              PRÉ TESTE
                                                                                                                       Descreva brevemente qual o seu conceito de Atenção Primaria à Saúde e quais são seus
                                                                                                                       atributos.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                       Escreva o que você é para você linha de cuidado.




76
Sucintamente aborde o que você entende por redes de atenção a saúde.




O que você entende por apoio matricial a Equipe Saúde da Família?




Descreva as principais ferramentas de apoio ao desenvolvimento do processo de trabalho
dos profissionais do NASF e de que forma as ações podem ser organizadas junto às
equipes de Saúde da Família.




Como o NASF junto às Equipes de SF pode contribuir para o cuidado...(do tema central da            Of icina de Qualificação do NASF
oficina)?
                                                                                          Anexos




                                                                                          77
F. Pós-teste:
                                                                                                                              O Pós teste tem o objetivo de analisar a apreensão de conhecimento do grupo em
                                                                                                                      relação aos temas discutidos na oficina, e serve como uma forma de analisar a oficina como
                                                                                                                      um todo.
                                                                                                                       Descreva brevemente qual o seu conceito de Atenção Primaria à Saúde e quais são seus
                                                                                                                       atributos.




                                                                                                                       Escreva o que você é para você linha de cuidado.
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                       Sucintamente aborde o que você entende por redes de atenção a saúde.




                                                                                                                       O que você entende por apoio matricial a Equipe Saúde da Família?
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                       Descreva as principais ferramentas de apoio ao desenvolvimento do processo de trabalho
                                                                                                                       dos profissionais do NASF e de que forma as ações podem ser organizadas junto às equipes
                                                                                                                       de Saúde da Família.




78
Como o NASF junto às Equipes de SF pode contribuir para o cuidado...(do tema central da
oficina)?




G. Avaliação da Oficina do NASF
1) Preencha o quadro abaixo com o valor correspondente à sua opinião, na escala crescente
de 1 (Ruim), 2 (Regular), 3 (Bom) e 4 (Muito Bom)

                                                                    1     2    3     4

Adequação do tempo da oficina para o desenvolvimento de suas
atividades.
Articulação dos assuntos tratados na oficina com a prática do
processo de trabalho do NASF.
Domínio do tema por parte dos moderadores.
A oficina correspondeu ao objetivo proposto?
A oficina correspondeu às suas expectativas?
Qualidade dos materiais utilizados.
                                                                                                     Of icina de Qualificação do NASF
Clareza da linguagem utilizada.
Oportunidade para reflexão sobre os temas.
O espaço físico é adequado para realizar a oficina?

2) Observações/Comentários/Sugestões: _______________________________
    ____________________________________________________________
                                                                                            Anexos




    ____________________________________________________________
    ____________________________________________________________
    ____________________________________________________________
                                                                                            79
Anexo D - PORTARIA GM Nº 154, DE 24 DE JANEIRO DE 2008,
                                                                                                                      REPUBLICADA EM 4 DE MARÇO DE 2008

                                                                                                                                                              Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF.


                                                                                                                             O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições, e
                                                                                                                               Considerando o inciso II do art. 198 da Constituição da República Federativa do
                                                                                                                      Brasil, de 1988, que dispõe sobre a integralidade da atenção como diretriz do Sistema Único
                                                                                                                      de Saúde – SUS;
                                                                                                                               Considerando o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 8.080, de 1990, que dispõe sobre
                                                                                                                      as ações de saúde destinadas a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar
                                                                                                                      físico, mental e social;
                                                                                                                              Considerando os princípios e as diretrizes propostos no Pacto Pela Saúde, regulamentado
                                                                                                                      pela Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que contempla o Pacto firmado entre as
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      esferas de governo nas três dimensões: pela vida, em defesa do SUS e de Gestão;
                                                                                                                               Considerando a Regionalização Solidária e Cooperativa firmada no Pacto Pela Saúde
                                                                                                                      e seus pressupostos: territorialização, flexibilidade, cooperação, cogestão, financiamento
                                                                                                                      solidário, subsidiariedade, participação e controle social;
                                                                                                                             Considerando a Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria nº
                                                                                                                      648/GM, de 28 de março de 2006, que regulamenta o desenvolvimento das ações de Atenção
                                                                                                                      Básica à Saúde no SUS;
                                                                                                                              Considerando o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, definida por meio da
                                                                                                                      Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, que preconiza a coordenação do cuidado a partir
                                                                                                                      da atenção básica organizada pela Estratégia Saúde da Família;
                                                                                                                             Considerando a Política Nacional de Promoção da Saúde, regulamentada pela Portaria
                                                                                                                      nº 687/GM, de 30 de março de 2006, sobre o desenvolvimento das ações de promoção da
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                      saúde no Brasil;
                                                                                                                             Considerando a Política Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência, conforme o
                                                                                                                      Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta o desenvolvimento das ações
                                                                                                                      da pessoa com deficiência no SUS;
                                                                                                                             Considerando as diretrizes nacionais para a Saúde Mental no SUS, com base na Lei nº
                                                                                                                      10.216, de 6 de abril de 2001, da reforma psiquiátrica;
                                                                                                                              Considerando a Portaria nº 710/GM, de 10 de junho de 1999, que aprova a Política
                                                                                                                      Nacional de Alimentação e Nutrição, e a Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria

80                                                                                                                    o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional;
Considerando a Política Nacional de Saúde da Criança e a Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da Mulher, de 2004, seus princípios e diretrizes;
       Considerando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)
no SUS, a Portaria nº 971/GM, de 3 de maio de 2006, que regulamenta o desenvolvimento das
ações que compreendem o universo de abordagens denominado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS) de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa – MT/MCA, a homeopatia,
a acupuntura, a fitoterapia e o termalismo social/crenoterapia;
      Considerando a Lei nº 8.856, de 1º de março de 1994, que define a carga horária
semanal máxima dos profissionais fisioterapeuta e terapeuta ocupacional;
       Considerando a Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, que dispõe sobre a
regulamentação da profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e
Conselhos Regionais de Educação Física;
        Considerando a Portaria nº 204/GM, de 29 de janeiro de 2007, que regulamenta o
financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde,
na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle;
       Considerando o cronograma de envio das bases de dados dos Sistemas de Informações
Ambulatoriais (SAI) e de Informação Hospitalar Descentralizado (SIHD/SUS), do Sistema de
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), e da Comunicação de Internação
Hospitalar (CIH), estabelecido na Portaria nº 74/SAS/MS, de 6 de fevereiro de 2007;
        Considerando a Política Nacional de Medicamentos, que tem como propósito garantir
a necessária segurança, a eficácia e a qualidade desses produtos, a promoção do uso racional
e o acesso da população àqueles considerados essenciais;
       Considerando que a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), estabelecida
por meio da Resolução CNS nº 338, de 6 de maio de 2004, é parte integrante da Política
Nacional de Saúde, envolvendo um conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção e à
recuperação da saúde e garantindo os princípios da universalidade, e da integralidade e da
equidade; e
        Considerando a Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que aprova as
Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde 2006, bem como a Portaria nº 699/GM, de                        Of icina de Qualificação do NASF

30 de março de 2006, que regulamenta as Diretrizes Operacionais dos Pactos pela Vida e
de Gestão,

       RESOLVE:

        Art. 1º Criar os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) com o objetivo de ampliar
                                                                                                  Anexos




a abrangência e o escopo das ações da atenção básica, bem como sua resolubilidade, apoiando
a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e o processo de territorialização
e regionalização a partir da atenção básica.
                                                                                                  81
Art. 2º Estabelecer que os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), constituídos por
                                                                                                                      equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, atuem em parceria
                                                                                                                      com os profissionais das equipes de Saúde da Família (eSF), compartilhando as práticas em
                                                                                                                      saúde nos territórios sob responsabilidade das ESF, atuando diretamente no apoio às equipes
                                                                                                                      e na unidade na qual o NASF está cadastrado.
                                                                                                                              § 1º Os NASF não se constituem em porta de entrada do sistema, e devem atuar de
                                                                                                                      forma integrada à rede de serviços de saúde, a partir das demandas identificadas no trabalho
                                                                                                                      conjunto com as equipes de Saúde da Família.
                                                                                                                              § 2º A responsabilização compartilhada entre as equipes de SF e a equipe do NASF
                                                                                                                      na comunidade prevê a revisão da prática do encaminhamento com base nos processos de
                                                                                                                      referência e contrarreferência, ampliando-a para um processo de acompanhamento longitudinal
                                                                                                                      de responsabilidade da equipe de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando no fortalecimento
                                                                                                                      de seus atributos e no papel de coordenação do cuidado no SUS.
                                                                                                                             § 3º Os NASF devem buscar instituir a plena integralidade do cuidado físico e mental
                                                                                                                      aos usuários do SUS por intermédio da qualificação e complementaridade do trabalho das
                                                                                                                      equipes de Saúde da Família (eSF).
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                             Art. 3º Determinar que os NASF estejam classificados em duas modalidades, NASF 1
                                                                                                                      e NASF 2, ficando vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos
                                                                                                                      municípios e no Distrito Federal.
                                                                                                                              § 1º O NASF 1 deverá ser composto por, no mínimo, cinco profissionais de nível
                                                                                                                      superior de ocupações não coincidentes, entre as listadas no § 2º deste artigo.
                                                                                                                              § 2º Para efeito de repasse de recursos federais, poderão compor os NASF 1 as
                                                                                                                      seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações (CBO): médico acupunturista; assistente
                                                                                                                      social; profissional da Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; médico
                                                                                                                      ginecologista; médico homeopata; nutricionista; médico pediatra; psicólogo; médico psiquiatra;
                                                                                                                      e terapeuta ocupacional.
                                                                                                                             § 3º O NASF 2 deverá ser composto por, no mínimo, três profissionais de nível superior
                                                                                                                      de ocupações não coincidentes, entre as listadas no § 4º deste artigo.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                             § 4º Para efeito de repasse de recursos federais, poderão compor os NASF 2 as
                                                                                                                      seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações (CBO): assistente social; profissional
                                                                                                                      da Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; psicólogo; e
                                                                                                                      terapeuta ocupacional.
                                                                                                                              §º 5º A prática da Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura no NASF deverá ser
                                                                                                                      realizada em consonância com a Portaria nº 971/GM, de 3 de maio de 2006.
                                                                                                                            Art. 4º Determinar que os NASF devam funcionar em horário de trabalho coincidente

82
                                                                                                                      com o das equipes de Saúde da Família, e que a carga horária dos profissionais do NASF
considerados para repasse de recursos federais seja de, no mínimo, 40 horas semanais,
observando o seguinte:
       I – Para os profissionais médicos, em substituição a um profissional de 40 horas
semanais, podem ser registrados 2 (dois) profissionais que cumpram um mínimo de 20 (vinte)
horas semanais cada um, sendo permitido o cadastro de profissionais de CBO diferentes;
       II – Para os profissionais fisioterapeutas, devem ser registrados 2 (dois) profissionais
que cumpram um mínimo de 20 (vinte) horas semanais cada um;
        III – Para os profissionais terapeutas ocupacionais, devem ser registrados 2 (dois)
profissionais que cumpram um mínimo de 20 (vinte) horas semanais cada um; e,
       IV – Para as demais ocupações, vale a definição do caput deste parágrafo.
        § 1º A composição de cada um dos NASF será definida pelos gestores municipais,
seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da
disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações.
        § 2º Tendo em vista a magnitude epidemiológica dos transtornos mentais, recomenda-
se que cada Núcleo de Apoio à Saúde da Família conte com pelo menos 1 (um) profissional da
área de saúde mental.
        § 3º Os profissionais do NASF devem ser cadastrados em uma única unidade de saúde,
localizada preferencialmente dentro do território de atuação das equipes de Saúde da Família
às quais estão vinculados.
       § 4º As ações de responsabilidade de todos os profissionais que compõem os NASF,
a serem desenvolvidas em conjunto com as equipes de SF, estão descritas no Anexo I a
esta Portaria.
       Art. 5º Definir que cada NASF 1 realize suas atividades vinculado a, no mínimo, 8 (oito)
equipes de Saúde da Família, e a no máximo, a 20 (vinte) equipes de Saúde da Família.
         § 1º Excepcionalmente, nos municípios com menos de 100.000 habitantes dos Estados
da Região Norte, cada NASF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a, no mínimo, 5
(cinco) equipes de Saúde da Família, e a, no máximo, 20 (vinte) equipes de Saúde da Família.
        § 2º O número máximo de NASF 1 aos quais o município e o Distrito Federal podem                    Of icina de Qualificação do NASF

fazer jus para recebimento de recursos financeiros específicos será calculado pelas fórmulas:
       I – para municípios com menos de 100.000 habitantes de Estados da Região Norte =
número de ESF do município/5; e
       II – para municípios com 100.000 habitantes ou mais da Região Norte e para municípios
das demais unidades da Federação = número de ESF do município/8.
                                                                                                  Anexos




       Art. 6º Definir que cada NASF 2 realize suas atividades vinculado a, no mínimo, 3 (três)

                                                                                                  83
equipes de Saúde da Família..
§ 1º O número máximo de NASF 2 aos quais o município pode fazer jus para recebimento
                                                                                                                      de recursos financeiros específicos será de 1 (um) NASF 2.
                                                                                                                              § 2º Somente os municípios que tenham densidade populacional abaixo de 10 habitantes
                                                                                                                      por quilômetro quadrado, de acordo com dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia
                                                                                                                      e Estatística (IBGE), ano base 2007, poderão implantar o NASF 2.

                                                                                                                               Art. 7º Definir que seja de competência das Secretarias de Saúde dos Municípios e do
                                                                                                                      Distrito Federal:
                                                                                                                              I – definir o território de atuação de cada NASF quando as equipes de Saúde da
                                                                                                                      Família às quais estes NASF estiverem vinculados pertencerem a um mesmo município ou ao
                                                                                                                      Distrito Federal;
                                                                                                                             II – planejar as ações que serão realizadas pelos NASF, como educação continuada e
                                                                                                                      atendimento a casos específicos;
                                                                                                                              III – definir o plano de ação do NASF em conjunto com as eSF, incluindo formulários
                                                                                                                      de referência e contrarreferência, garantindo a interface e a liderança das equipes de Saúde
                                                                                                                      da Família no estabelecimento do cuidado longitudinal dos indivíduos assistidos, bem como de
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      suas famílias;
                                                                                                                              IV – selecionar, contratar e remunerar os profissionais para os NASF, em conformidade
                                                                                                                      com a legislação vigente;
                                                                                                                             V – manter atualizado o cadastro de profissionais, de serviços e de estabelecimentos
                                                                                                                      sob sua gestão;
                                                                                                                              VI – disponibilizar a estrutura física adequada e garantir os recursos de custeio
                                                                                                                      necessários ao desenvolvimento das atividades mínimas descritas no escopo de ações dos
                                                                                                                      diferentes profissionais que comporão os NASF;
                                                                                                                              VII – realizar avaliação de cada NASF, estimulando e viabilizando a capacitação dos
                                                                                                                      profissionais;
                                                                                                                             VIII – assegurar o cumprimento da carga horária dos profissionais dos NASF; e
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                             IX – estabelecer estratégias para desenvolver parcerias com os demais setores da
                                                                                                                      sociedade e envolver a comunidade local no cuidado à saúde da população de referência, de
                                                                                                                      modo a potencializar o funcionamento dos NASF.

                                                                                                                               Art. 8º Definir que seja de competência das Secretarias de Saúde dos Estados e do
                                                                                                                      Distrito Federal:
                                                                                                                             I – identificar a necessidade e promover a articulação entre os municípios, estimulando,
                                                                                                                      quando necessário, a criação de consórcios intermunicipais para implantação de NASF 1 entre

84
                                                                                                                      os municípios que não atinjam as proporções estipuladas no artigo 5º desta Portaria;
II – assessorar, acompanhar e monitorar o desenvolvimento das ações dos NASF, de
acordo com o planejamento, garantindo a interface e a liderança das equipes de Saúde da
Família no estabelecimento do cuidado longitudinal dos indivíduos assistidos, bem como de
suas famílias;
       III – realizar avaliação e/ou assessorar sua realização; e
        IV – acompanhar a organização da prática e do funcionamento dos NASF segundo os
preceitos regulamentados nesta Portaria.

       Art. 9º Definir que o processo de credenciamento, implantação e expansão dos NASF:
       I – esteja vinculado à implantação/expansão da Atenção Básica/Saúde da Família na
proporcionalidade definida no artigo 5º desta Portaria;
        II – obedeça a mecanismos de adesão e ao fluxo de credenciamento, implantação e
expansão definidos no Anexo II a esta Portaria, podendo ser utilizados os quadros do Anexo III
a esta Portaria; e
       III – tenha aprovação da Comissão Intergestores Bipartite de cada Estado.

       Art. 10. Definir como valor de transferência para a implantação dos NASF, segundo
sua categoria:
        I – NASF 1: o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) em parcela única no mês
subsequente à competência do SCNES com a informação do cadastro inicial de cada NASF 1,
que será repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde
e ao Fundo de Saúde do Distrito Federal; e
        II – NASF 2: o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) em parcela única no mês
subsequente à competência do SCNES com a informação do cadastro inicial de cada NASF,
que será repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde.
       Art. 11. Definir como valor do incentivo federal para o custeio de cada NASF, segundo
sua categoria:
        I – NASF 1: o valor de 20.000,00 (vinte mil reais) a cada mês, repassado diretamente
do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde e ao Fundo de Saúde do Distrito                 Of icina de Qualificação do NASF

Federal; e
       II – NASF 2: o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a cada mês, repassado diretamente
do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde.
       § 1º Os valores dos incentivos financeiros para os NASF implantados serão transferidos
a cada mês, tendo como base o número de NASF cadastrados no SCNES.
                                                                                                 Anexos




        § 2º O envio da base de dados do SCNES pelas Secretarias Municipais e Estaduais de
Saúde para o banco nacional deverá estar de acordo com a Portaria nº 74/SAS/MS, de 6 de
fevereiro de 2007.
                                                                                                 85
§ 3º O registro de procedimentos referentes à produção de serviços realizada pelos
                                                                                                                      profissionais cadastrados nos NASF deverão ser registrados no SIA/SUS, mas não gerarão
                                                                                                                      créditos financeiros.

                                                                                                                              Art. 12. Definir que os recursos orçamentários de que trata esta Portaria façam parte
                                                                                                                      da fração variável do Piso de Atenção Básica (PAB variável) e componham o Bloco Financeiro
                                                                                                                      de Atenção Básica.
                                                                                                                               § 1º Incidem nos fluxos e requisitos mínimos para manutenção da transferência e
                                                                                                                      solicitação de crédito retroativo os requisitos definidos pela Portaria nº 648/GM, de 28 de
                                                                                                                      março de 2006.
                                                                                                                             §º 2º O Ministério da Saúde suspenderá os repasses dos incentivos referentes ao
                                                                                                                      NASF, aos municípios e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio
                                                                                                                      do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual
                                                                                                                      de Saúde ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situações:
                                                                                                                             I – inexistência de unidade de saúde cadastrada para o trabalho das equipes e/ou;
                                                                                                                             II – ausência de qualquer um dos profissionais da equipe por período superior a 90
MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica




                                                                                                                      (noventa) dias, com exceção dos períodos em que a contratação de profissionais esteja
                                                                                                                      impedida por legislação específica e/ou;
                                                                                                                             III – descumprimento da carga horária mínima prevista para os profissionais dos NASF e/ou;
                                                                                                                             IV – inexistência do número mínimo de equipes de Saúde da Família vinculadas ao
                                                                                                                      NASF, sendo consideradas para esse fim as equipes de Saúde da Família completas e as
                                                                                                                      incompletas por período de até 90 dias.

                                                                                                                             Art. 13. Definir que os recursos orçamentários de que trata esta Portaria corram
                                                                                                                      por conta do orçamento do Ministério da Saúde, devendo onerar o Programa de Trabalho
                                                                                                                      10.301.1214.20AD – Piso de Atenção Básica Variável – Saúde da Família.

                                                                                                                             Art. 14. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
                                                                                 Núcleo de Apoio a Saúde da Família




                                                                                                                             JOSÉ GOMES TEMPORÃO


                                                                                                                      (*) Republicada por ter saído com incorreção no Diário Oficial da União nº 18, de 25 de janeiro
                                                                                                                      de 2008, Seção 1, página 47 a 49.



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Elaboração do Projeto:                    Facilitadores Nacionais da Oficina do NASF:
Rosani Pagani,                            Ana Helena Araújo Bomfim Queiroz
Fabiane Minozzo,                          Andrea Carvalho Araújo Moreira
Natali P. Minóia,                         Anisângela Conceição Costa Campos
Clesimary Evangelista M. Martins,         Clotildes Sousa
Juliana O. Soares,                        Cynthia Maria Barboza Do Nascimento
Patrícia Sampaio Chueiri,                 Débora Dupas Gonçalves Do Nascimento
Celina M. P. de Cerqueira e Silva         Fernanda Rocco Oliveira
                                          Francisca Lopes de Souza
Colaboradores na Elaboração do Projeto:   Jonsos Júnior
Ana Cristina Barreto Peixoto Sampaio      Jorge Ernesto Sergio Zepeda
Ariane de Melo Alvarenga                  Kimielle Cristina Silva
Ana Rira Novaes                           Marcia Ernani de Aguiar
Adriana Kuchenbecker                      Maria do Socorro Teixeira de Sousa
Silvia S. Reis                            Michele Peixoto Quevedo
Sérgio Roberto Barbosa de Jesus           Priscilla Nogueira Cavini
Rodrigo Hitoshi Dias                      Raquel Figueredo Alencar
Juan José Cortez Escalante                Régis Cunha
Deivison George Marinho                   Renata Dos Humildes Oliveira
                                          Roberta Costa Rangel
                                          Simone Miranda Ribeiro De Moraes
Coordenadores do Projeto                  Sonia Augusta Leitão Saraiva
Rosani Pagani                             Suzana Lourdes Ferreira Frota Teixeira
Natali P. Minóia
Clesimary Evangelista M. Martins
Patrícia Sampaio Chueiri

Apoio ao Projeto
Rosana Ballestero Rodrigues
Mariangela Soares Nogueira
Informações da gráfica
       (colofão)
OficinaQualificacaoNASF

OficinaQualificacaoNASF

  • 2.
    MINISTÉRIO DA SAÚDE Núcleo de Apoio a Saúde da Família OFICINA deQUALIFICAÇÃOdo NASF Brasília DF 2010
  • 4.
    MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica Núcleo de Apoio a Saúde da Família OFICINA deQUALIFICAÇÃOdo NASF Série C. Projetos Programas e Relatórios Brasília DF 2010
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    © 2010 Ministérioda Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução total ou parcial ou total desta obra, desde que citada à fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra e de responsabilidade da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na íntegra na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: http://www.saude.gov.br Série C. Projetos Programas e Relatórios Tiragem: 1ª edição – 2010 – 10.000 exemplares Elaboração, distribuição e informações: Autores: MINISTÉRIO DA SAÚDE Rosani Pagani Secretaria de Atenção à Saúde Fabiane Minozzo Departamento de Atenção Básica e Departamento de Ações Natali P. Minóia Programáticas Estratégicas Clesimary Evangelista M. Martins Coordenação de Gestão da Atenção Básica DAB/SAS/MS Juliana O. Soares Setor de Administração Federal Sul - SAF - Quadra 2 Patrícia Sampaio Chueiri Lote 5/6 Edifício Premium - Torre II - Auditório - Sala 10 Celina M. P. de Cerqueira e Silva CEP: 70.070-600 - Brasília - DF Normalização: FONE: (61) 3306-8505 / 3306-8099 Aline Santos Jacob E-mail: dab@saude.gov.br Home page: www.saude.gov.br/dab Coordenação Editorial: Renata Ribeiro Sampaio Antonio Sérgio de Freitas Ferreira Supervisão geral: Revisão: Claunara Schilling Mendonça Ana Paula Reis Coordenação: Projeto gráfico, diagramação e capa: Nulvio Lermen Júnior Artmix – Studio de criação Elisabeth Susana Wartchow Impresso no Brasil / Printed in Brazil Ficha Catalográfica Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Oficina de qualificação do NASF / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 86 p. : il. (Série C. Projetos Programas e Relatórios) ISBN 978-85-334-1763-2 1. Atenção primária à saúde. 2. Agente comunitário de saúde. 3. Educação em saúde. I. Título. II. Série. CDU 616-051 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 0588/2010 Títulos para indexação: Em inglês: Workshop for Family Health Support Team improvement Em español: Taller para calificación de equipos de apoyo a la Salud de la Família
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    Sumário APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................................7 CAPÍTULO I ......................................................................................................................................... 11 1 Qualificação do NASF ..................................................................................................................11 1.1 NÚCLEO DE APOIO À SAUDE DA FAMÍLIA ................................................................11 1.1.1 Contextualização ..................................................................................................................................... 11 1.1.2 Processo de trabalho e as ferramentas do NASF ....................................................................12 1.2 PACTO PELA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL ...........................................14 1.2.1 Objetivo geral ...........................................................................................................................................15 1.2.2 Plano de ação para a redução da mortalidade infantil ..................................................... 16 1.3 OFICINA DE QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO NASF ................................ 17 1.3.1 Objetivos......................................................................................................................................................17 1.3.2 Metodologia..............................................................................................................................................17 1.3.3 Produtos ..................................................................................................................................................... 18 1.3.4 Programação geral ............................................................................................................................... 18 1.3.5 Público-participantes das oficinas.............................................................................................. 20 1.3.6 Organização das oficinas ................................................................................................................ 20 CAPÍTULO II ........................................................................................................................................ 25 2 Atribuições gerais ........................................................................................................................25 2.1 ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PROJETO DO NASF .................... 25 2.1.1 Coordenadores do projeto ................................................................................................................25 2.1.2 Apoiadores dos estados (Consultores da Coordenação de Gestão da Atenção Básica / MS) ....................................................................................................................................... 26 2.1.3 Facilitadores nacionais da oficina do NASF ...........................................................................................................26 2.2 ATRIBUIÇÕES DOS ESTADOS NO PROJETO DO NASF ............................................27 2.3 ATRIBUIÇÕES DOS MUNICÍPIOS EM RELAÇÃO AS OFICINAS DO NASF ..............27
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    CAPÍTULO III.......................................................................................................................................31 3 Açõesdas categorias do nasf no cuidado materno-infantil .........................................................31 3.1 AÇÕES COMUNS DOS PROFISSIONAIS DO NASF NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL ......................................................................................... 32 3.2 AÇÕES ESPECÍFICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF PARA AUXILIAR NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL .................................................................35 3.3 DOCUMENTO DE AÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DA GESTÃO COM IMPACTO NAS CAUSAS EVITÁVEIS DE MORTALIDADEINFANTIL .............. 56 3.3.1 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações de imunoprevenção: profissionais das equipes de saúde da família .................................................................. 56 3.3.2 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à mulher na gestação........................................................................................................................... 57 3.3.3 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à mulher no parto ..................................................................................................................................................60 3.3.4 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção ao recém-nascido .....................................................................................................................................60 3.3.5 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de diagnóstico e tratamento ............................................................................................................. 62 3.3.6 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de promoção à saúde, vinculadas a ações adequadas de atenção à saúde ..................................... 64 3.3.7 Fatores de risco e situações em que deve ser considerado o encaminhamento ao pré-natal de alto risco ou avaliação com especialista ............................................. 65 REFERÊNCIAS.....................................................................................................................................69 ANEXOS .............................................................................................................................................. 72 ANEXO A – Kit Ministério da Saúde ...............................................................................72 ANEXO B – Kit estadual ....................................................................................................72 ANEXO C – Instrumentos utilizados na oficina ........................................................72 ANEXO D – Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 4 de março de 2008 ..................................................................................80
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    A presentação O projeto Oficina de Qualificação do NASF- Intensificando as ações de redução da mor- talidade infantil, é uma das respostas do Departamento de Atenção Básica (DAB) a necessidades do Ministério da Saúde e do próprio departamento. Em 2008 o Ministério da Saúde (MS) criou os Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), uma proposta inovad ora para o SUS, com o objetivo de fortalecer e ampliar as ações e a resolutivi- dade na Atenção Primária a Saúde/ Estratégia Saúde da Família. Com a criação dos NASF e o início do desenvolvimento do seu processo de trabalho o DAB identificou à necessidade de propor um método formativo que focasse a qualificação do processo de trabalho destas equipes. Além disso , o Ministério da Saúde tem como uma das suas prioridades trabalhar a redução da mortalidade infantil nas Regiões do Nordeste e da Amazônia Legal como parte de um compromisso nacional para acelerar a redução das desigualdades regionais. Para isso foram pactuadas ações e disponibilizados recursos e apoio técnico, para a atenção à mulher no pré-natal, parto e puerpério e à criança, em 256 municípios prioritários dos 17 Estados da Amazônia Legal e Nordeste, responsáveis por 50% dos óbitos em menores de um ano. Nesse sentido, o Departamento de Atenção Básica esta- beleceu algumas prioridades que foram pactuadas com as Secretarias Estaduais de Saúde, entre elas, destaca-se a ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), a implantação de novas equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e a qualificação das equipes de SF e NASF em relação à atenção à gestante e à criança. A fim de responder as necessidades colocadas, o DAB/MS propõe a Oficina de Qualificação do NASF – Intensificando as ações de redução da mortalidade infantil, caracterizada pela re- alização inicialmente de oficinas estaduais que discutem o processo de trabalho das equipes NASF, tendo como objetivo qualificar a atuação dessas equipes, principalmente, em relação à redução da mortalidade infantil, com ações para atenção a gestante e à saúde da criança. Nestas oficinas são problematizados os princípios e atributos da Atenção Primária à Saúde, o papel dos NASF em relação às equipes de SF e à rede de atenção à saúde locorregional, assim como são discutidos os aspectos sobre gerenciamento e programação de ações afim de disparar o planejamento de intervenções que venham ao encontro da qualificação da atenção à gestante e à criança até cinco anos. Neste primeiro momento do projeto, o assunto disparador das discussões sobre o processo de trabalho das equipes NASF será a Mortalidade Infantil, nos momentos seguintes as oficinas terão como temas outras necessidades de saúde ou de educação permanente de acordo com o contexto. 71
  • 12.
    Capítulo I 1 Qualificaçãodo NASF 1.1 NÚCLEO DE APOIO À SAUDE DA FAMÍLIA 1.1.1 Contextualização A Atenção Primária à Saúde é complexa e demanda intervenção ampla em diversos aspectos para que possa ter efeito positivo sobre a qualidade de vida da população, exigindo um conjunto de saberes para ser eficiente, eficaz e resolutiva. É definida como o primeiro contato do usuário com a rede assistencial do sistema de saúde e caracteriza-se, principalmente, pela continuidade e integralidade da atenção, coordenação da assistência dentro do próprio sistema, atenção centrada na família, orientação e participação comunitária e competência cultural dos profissionais (STARFIELD, 2004). Dessa forma, são definidos os quatro atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde: o acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde, a longitudinalidade e a integralidade da atenção e a coordenação do cuidado dentro do sistema. A Saúde da Família caracteriza-se como a porta de entrada prioritária de um sistema de saúde hierarquizado e regionalizado, o que vem provocando importante movimento de reorientação do modelo de atenção à saúde no SUS. Visando apoiar a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Primária, bem como sua resolutividade, o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com a Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 4 de março de 2008. O NASF deve ser constituído por equipes de profissionais de diferentes áreas de conhecimento, para atuarem em conjunto com os profissionais das equipes de Saúde da Família, compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das equipes de SF nos quais o NASF está inserido. Existem duas modalidades de NASF: o NASF 1, que deverá ser composto por no mínimo cinco das profissões de nível superior (psicólogo; assistente social; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; profissional da Educação Física; nutricionista; terapeuta ocupacional; médico ginecologista; médico homeopata; médico acupunturista; médico pediatra; e médico psiquiatra), Of icina de Qualificação do NASF vinculado a no mínimo 8 e no máximo 20 equipes de Saúde da Família, e o NASF 2, que deverá ser composto por no mínimo três profissionais de nível superior de ocupações não coincidentes (assistente social; profissional de Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; psicólogo; e terapeuta ocupacional), vinculado a no mínimo 3 equipes de Saúde da Família. Fica vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos municípios Capítulo I e no Distrito Federal. A definição dos profissionais que irão compor a equipe dos NASF é de responsabilidade dos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações. 11
  • 13.
    O NASF temcomo responsabilidade central atuar e reforçar nove diretrizes na atenção à saúde, a saber: a interdisciplinaridade, a intersetorialidade, a educação popular, o território, a integralidade, o controle social, a educação permanente em saúde, a promoção da saúde e a humanização. 1.1.2 Processo de Trabalho e as Ferramentas do NASF O processo de trabalho dos NASF, nos territórios de sua responsabilidade, deve ser estruturado priorizando: (a) Ações Clínicas compartilhadas para uma intervenção interdisciplinar, com troca de saberes, capacitação e responsabilidades mútuas, gerando experiência para ambos os profissionais envolvidos. Com ênfase em estudo e discussão de casos e situações, atendimento conjunto, realização de projeto terapêutico singular, reuniões, orientações, bem como, apoio por telefone, e-mail, etc.; (b) Intervenções específicas do profissional do NASF com os usuários e/ou famílias, com discussão e negociação a priori com os profissionais da equipe de SF responsáveis pelo caso, de forma que o atendimento individualizado pelo NASF se dê apenas em situações extremamente necessárias. E nestes casoscontinuar compartilhando com a equipe de SF, que não se descomprometeria com o caso, ao contrário, procuraria redefinir um padrão de seguimento complementar e compatível ao cuidado oferecido pelo NASF MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica diretamente ao usuário, ou à família ou à comunidade; (c) Ações compartilhadas nos territórios de sua responsabilidade, desenvolvidas de forma articulada com as equipes de SF e outros setores. Por exemplo, o desenvolvimento do projeto de saúde no território, planejamentos, apoio aos grupos, trabalhos educativos, de inclusão social, enfrentamento da violência, ações junto aos equipamentos públicos (escolas, creches, igrejas, pastorais etc.). Para a organização e o desenvolvimento do processo de trabalho do NASF, algumas ferramentas podem ser enumeradas, das quais são exemplos: Apoio Matricial, a Clínica Ampliada, o Projeto Terapêutico Singular (PTS), o Projeto de Saúde no Território (PST) e Pactuação do Apoio. A seguir serão explicadas sucintamente as ferramentas1:  Apoio Matricial: os profissionais (NASF e SF) irão compartilhar os seus saberes, , ampliando a resolução dos problemas mais comuns. O Apoio tem duas dimensões: • Dimensão assistencial: é aquela que vai originar uma ação clínica direta com os usuários; Núcleo de Apoio a Saúde da Família • Dimensão técnico-pedagógica: é aquela que vai gerar uma ação e apoio educativo com e para a equipe.  O Projeto Terapêutico Singular é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas para um sujeito individual ou coletivo e resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar e usuário, com apoio matricial, se necessário. Podendo ser estruturado por meio dos momentos de: diagnóstico, definição de metas, responsáveis, avaliação; 1 Material do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, 12 Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009 (versão preliminar).
  • 14.
     Projeto deSaúde no Território: é uma estratégia das equipes de referência (equipe de SF) e de apoio (NASF) para desenvolver ações na produção da saúde no território que tenham foco na articulação dos serviços de saúde com outros serviços e políticas, de forma a investir na qualidade de vida e na autonomia de sujeitos e comunidades.  Clínica Ampliada: tomar a saúde como seu objeto, considerando o risco do sujeito em seu contexto. • Tem como objetivo produzir saúde e ampliar o grau de autonomia das pessoas. Realizar a avaliação diagnóstica considerando não só o saber clínico, mas também o contexto singular do sujeito e definir a intervenção terapêutica considerando a complexidade das demandas de saúde.  Pactuação do Apoio em duas dimensões: • Construção do Projeto do NASF em conjunto com os gestores, equipe de SF e Controle Social; e • Pactuação do processo de trabalho do NASF entre gestores, equipe de SF, NASF e a participação social. A equipe do NASF e as equipes da Saúde da Família criarão espaços de discussões para gestão e constituição de uma rede de cuidados. Por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo processo de aprendizado coletivo. Dessa maneira, o NASF não se constitui porta de entrada do sistema para os usuários, mas apoio às equipes de Saúde da Família, e tem como eixos a responsabilização, a gestão compartilhada e o apoio à coordenação do cuidado que se pretende pela Saúde da Família. Propõe-se que as intervenções do NASF sejam pautadas por nove áreas estratégicas. São elas: atividade física/práticas corporais; práticas integrativas e complementares; reabilitação; alimentação e nutrição; saúde mental; serviço social; saúde da criança/do adolescente e do jovem; saúde da mulher e assistência farmacêutica. Dentro de tal perspectiva, o NASF busca superar a lógica fragmentada da saúde para a construção de redes de atenção e cuidado de forma corresponsabilizada com a ESF. Sua implementação implica, portanto, necessidade de estabelecer espaços rotineiros de reunião, o que incluiria discussão de casos, planejamento de ações, estabelecimento de contratos, definição de objetivos, critérios de prioridade, critérios de encaminhamento ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação, resolução de conflitos Of icina de Qualificação do NASF etc. Tudo isso não acontece automaticamente, tornando-se necessário que os profissionais, tanto do NASF como das equipes de Saúde da Família, assumam sua responsabilidade na cogestão da saúde e os gestores coordenem esse processo, em constante construção. Entre as várias ações do NASF, em conjunto com as equipes de Saúde da Família, Capítulo I encontra-se o apoio às atividades que visam à redução da mortalidade infantil. A redução da mortalidade infantil é uma prioridade da Presidência da República e conta com esforços de várias Secretarias do Ministério da Saúde que firmaram o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil junto com as Secretarias Estaduais de Saúde. 13
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    1.2 PACTO PELAREDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL O Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil nas Regiões do Nordeste e da Amazônia Legal faz parte de um compromisso para acelerar a redução das desigualdades regionais por meio do enfrentamento dos seguintes desafios: • Redução do analfabetismo; • Redução da mortalidade infantil; • Erradicação do sub-registro civil; e • Fortalecimento da agricultura familiar. Em relação à redução da mortalidade infantil, a meta estipulada pelo governo federal é de reduzi-la em no mínimo 5%ao ano (2009 e 2010), com foco na mortalidade neonatal (até27dias). As pesquisas apontam que aproximadamente 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis, dentre elas, inadequada atenção à mulher durante a gestação, no parto e também ao feto e ao bebê. Além desses fatores, a mortalidade infantil também está associada à educação, ao padrão de renda familiar, ao acesso aos serviços de saúde, à oferta de água tratada e esgoto e ao grau de informação das mães. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica A tendência de queda da taxa de mortalidade infantil tem sido acompanhada de importantes mudanças na composição das diversas causas de óbito de crianças de até um ano. Até a década de 80, as principais causas de morte estavam relacionadas às doenças transmissíveis, muitas delas decorrentes das condições ambientais e sociais e também da menor cobertura de serviços de Atenção Primária à saúde. Nos últimos anos, o motivo primordial dos óbitos de crianças nessa faixa etária passou a ser as afecções perinatais, que dependem de fatores associados às condições da criança no nascimento e à qualidade da assistência à gravidez e ao parto. As doenças infecciosas representavam 11,2% da mortalidade proporcional em 1996. Em 2007, caíram para 5,8%. Por outro lado, a proporção de óbitos por afecções perinatais aumentou de 49,7% para 59% no mesmo período (ver gráfico 1). Gráfico 1 – Evolução da mortalidade proporcional em menores de um ano, segundo causas de óbito. Brasil, 1996 a 2007. Núcleo de Apoio a Saúde da Família 14 Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS; IBGE.
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    A mortalidade infantilcostuma ser dividida em três períodos: neonatal precoce (até seis dias), neonatal tardia (sete a 27dias) e pós-neonatal (28 dias a 11 meses). Em anos recentes, a taxa de mortalidade infantil tem caído principalmente por causa da redução da mortalidade pós-neonatal,reflexo da melhoria do acesso aos serviços de Atenção Primária e dos fatores associados ao meio ambiente (sobretudo água e saneamento). Dessa forma, tornou-se proporcionalmente maior a participação dos outros dois componentes neonatais na taxa de mortalidade. Estes, para serem atenuados, dependem do aperfeiçoamento do atendimento à mãe desde a gestação e o parto até o pós-parto, bem como da qualidade da atenção ao recém-nascido com condições especiais de risco (ver gráfico 2). Gráfico 2 – Evolução da mortalidade infantil, segundo componentes: neonatal precoce, tardio e pós-neonatal. Brasil, 1990 a 2007. Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS; IBGE. Em relação à qualificação da atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido, diversas ações vêm sendo desenvolvidas, dentre elas, ações de qualificação de profissionais da Atenção Primária e da atenção obstétrica e neonatal. O Ministério da Saúde também elaborou um Plano de Qualificação da Atenção em Maternidades e Rede Perinatal, que objetiva apoiar o processo de qualificação da assistência obstétrica e neonatal nas principais maternidades da Amazônia Legal e Nordeste brasileiro, a partir das diretrizes das Áreas Técnicas da Saúde da Criança e da Saúde da Mulher e dos referenciais da Política Nacional de Humanização. É nesse contexto que a Oficina de Qualificação do NASF para Intensificação das Of icina de Qualificação do NASF ações de redução da mortalidade infantil se insere, buscando contribuir para a qualificação das ações realizadas pela Atenção Primária. 1.2.1 Objetivo geral Capítulo I 15
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    1.2.2 Plano deação para a redução da mortalidade infantil O governo federal e os governos estaduais, assegurada a participação dos governos municipais, se comprometem a promover ações integradas de suas secretarias de saúde, respeitando os atos normativos regulamentares e pactos preexistentes no Sistema Único de Saúde (SUS), voltadas para a redução da mortalidade infantil, com ênfase na redução da mortalidade neonatal e priorizando os 256 municípios nos Estados da Região Nordeste e na Amazônia Legal, onde há o maior número de óbitos infantis. 1.2.2.1 Principais Ações Pactuadas no Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil As ações propostas estão dispostas nos seguintes eixos prioritários: Qualificar a atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido com reforço das ações de vigilância em saúde à gestante e ao recém-nascido, a partir do acolhimento com clas- sificação de risco e de maior vulnerabilidade. Ressalta-se a necessidade de aprimoramento de ações, como: captação precoce, continuidade e integralidade do cuidado durante a gestação e intercorrências, incluindo a manutenção do acompanhamento de gestantes em pré-natal MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica de alto risco, até a internação para o parto e após a alta hospitalar. Para cada gestante e recém-nascido de risco, deve ser elaborado o Projeto Terapêutico Singular, ou seja, o plano de cuidados, pela equipe de saúde (ESF/Atenção Primária) e envolvendo a usuária, com apoio de equipe interdisciplinar e da equipes especializadas quando necessário. A coordenação do cuidado é sempre de responsabilidade da ESF/Atenção Primária; quando a gestante ou RN estiver sob cuidado especializado e ou hospitalar, deve haver a articulação e corresponsa- bilização entre as equipes dos diversos pontos de atenção da rede, para a manutenção do cuidado integral. O vínculo com a gestante desde o pré-natal é parte integrante das ações de cuidado propiciando acolhimento na hora do parto e nas urgências durante a gravidez. O acolhimento com a classificação de risco (ACCR) é uma tecnologia que contribui para a qualificação do cuidado nas portas de entrada das maternidades/urgências e para reorgani- zação dos processos de trabalho, possibilitando o fortalecimento do trabalho em equipe e a corresponsabilização entre os envolvidos. O acolhimento pressupõe também a participação Núcleo de Apoio a Saúde da Família da rede sociofamiliar da gestante no pré-natal e, em especial, no acompanhamento durante toda a internação para o parto. A vigilância em saúde e monitoramento das gestantes e RN deve ser contemplada, em especial para aqueles de maior risco, além da vigilância dos óbitos. Educação na saúde mediante a educação permanente em saúde dos profissionais de saúde. O processo de qualificação será direcionado para os profissionais de saúde das ESF, NASF, maternidades/hospitais/UTIs neonatais e SAMU. Gestão da informação mmediante a educação permanente dos profissionais de saúde. O processo de qualificação será direcionado para os profissionais de saúde das ESF, NASF, maternidades/hospitais/UTIs neonatais e SAMU. 16
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    Vigilância do óbitomediante estruturação das ações de vigilância dos óbitos mater- nos, fetais, infantis e de óbitos por causa mal definida nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e monitoramento contínuo da ocorrência desses óbitos no Estado e nos municípios. Fortalecimento do controle social, mobilização social e comunicação mediante a promoção de ações de controle social, mobilização social e comunicação, visando uma at- enção qualificada para as gestantes e os recém-nascidos, com especial atenção para a primeira semana de vida das crianças residentes no Estado, sexo seguro e prevenção da gravidez não desejada na adolescência. Produção de conhecimento e pesquisas mediante o fomento de pesquisas no Nordeste e Amazônia Legal que mostre o perfil do parto e nascimento, o diagnóstico do parto domiciliar assistido por parteiras tradicionais e avaliação da qualidade da atenção pré-natal e puerpério em municípios de pequeno porte; assim como a produção de revisões sistemáticas sobre efetividade das intervenções para redução da mortalidade neonatal em áreas marcadas pela pobreza e insu- ficiente rede de atenção. 1.3 OFICINA DE QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO NASF Com o objetivo de qualificar a atuação das equipes de NASF propõe-se a realização de ofici- nas de qualificação do processo de trabalho relacionadas as necessidades de saúde. Nessa oficina, pretende-se discutir os princípios e atributos da Atenção Primária à Saúde, o papel dos NASF em relação às equipes de SF e à rede de atenção à saúde locorregional, assim como discutir aspectos sobre gerenciamento e programação de ações e disparar o planejamento de intervenções que venham ao encontro da qualificação da atenção a saúde. 1.3.1 Objetivos  Realizar alinhamento conceitual sobre a Atenção Primária à Saúde;  Realizar alinhamento conceitual sobre as diretrizes e o processo de trabalho do NASF;  Realizar alinhamento conceitual e problematização sobre integração do NASF com as equipes de SF e as Redes de Atenção à Saúde locorregionais;  Discutir aspectos elementares sobre gerenciamento e programação de ações; Of icina de Qualificação do NASF  Discutir e problematizar a atuação do NASF junto às ESF;  Construir uma proposta de intervenção com foco no tema central da oficina. 1.3.2 Metodologia  Exposição dialogada sobre a Atenção Primária à Saúde e ESF nolocal ; Capítulo I  Exposição dialogada sobre a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB);  Exposição dialogada sobre o tema central da oficina;  Exposição dialogada sobre o NASF e o seu panorama de implantação no Brasil; 17  Apresentação de experiência municipal de Apoio Matricial e/ou de NASF com foco no tema  central da oficina;
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    Trabalho em grupo – leitura e discussão de textos;  Problematização em grupos de trabalho (discussão de caso, construção de Projeto Terapêutico  Singular, Projeto de Intervenção, Apoio Matricial etc.);  Construção de uma proposta de intervenção relacionadas ao tema. 1.3.3 Produtos  Alinhamento conceitual;  Projeto de intervenção por NASF de cada município;  Definição da forma de multiplicação dos temas da oficina por município;  Projeto de Monitoramento da implementação dos projetos de intervenção e de multiplicação dos temas da oficina pelos municípios e estado. 1.3.4 Programação geral 1º DIA MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica MANHÃ  Abertura: Acolhida pelo Estado • Integração dos participantes – apresentação das expectativas; • Apresentação da proposta da oficina.  Pré-teste sobre os conceitos (Anexo C - A)  Apresentação e discussão: Atenção Primária à Saúde • Diretrizes e os atributos da APS/SF; • Organização e o processo de trabalho da APS/SF; • Atribuições dos profissionais da APS/SF; • Apresentação da APS no Estado. TARDE Núcleo de Apoio a Saúde da Família  Apresentação de experiência exitosa municipal de Apoio Matricial e/ou de NASF  Exposição dialogada sobre NASF • Refletir sobre as diretrizes do NASF; • Discutir sobre as principais ferramentas e estratégias de ação propostas para os profissionais do NASF; • Problematizar o processo de trabalho do NASF; • Discutir o papel do NASF no Sistema de Saúde.  Divisão em subgrupo. Discussão: “Como os conceitos apresentados estão sendo praticados?” 18  Plenária
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    2º DIA MANHÃ  Temas Central da Oficina (exemplo: Pacto de Redução da Mortalidade Infantil – Nacional e Estadual) • Exposição dialogada sobre o Pacto de Redução da Mortalidade Infantil – Nacional e Estadual; • Apresentação de ações e metas pactuadas pelo Estado e município para redução da mortalidade infantil; • Programação e planejamento das ações da puericultura e do pré-natal (sistema de informação – PROGRAB, AMQ, SIAB); • Divisão em subgrupo: “O que estamos fazendo para a redução da mortalidade infantil?” (utilizar o documento Ações da ESF nas causas evitáveis). TARDE  Caso clínico (profissionais do NASF em suas diversas categorias junto com a ESF);  Leitura do documento das categorias do NASF;  Rediscussão do caso a partir do documento;  Plenária;  Construção por NASF: “Como será a multiplicação dos temas da oficina no município”. (Instrumento em Anexo C - C). 3º DIA MANHÃ  Apresentação sobre redes de atenção e linhas de cuidados  Divisão em subgrupos para reflexão: • “Como é a rede assistencial do meu município focando o tema central da oficina?” • “Como posso melhorá-la desencadeando o processo de intervenção?” TARDE • Construção da proposta de intervenção sobre o tema central por NASF de cada município Of icina de Qualificação do NASF (exemplo: Modelo Lógico Simplificado - Anexo C - D). • Apresentação dos projetos de intervenção.  Pós-teste (Anexo C - F)  Avaliação aberta (ex. “Que bom”, “que pena”, “que tal...”) Capítulo I  Avaliação escrita (Anexo C - G) 19
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    1.3.5 Público-participantes dasoficinas Um representante por município de cada categoria profissional que compõe às equipes de saúde da família e de saúde bucal (incluindo Agentes Comunitários e Auxiliares e Técnicos), os coordenadores municipais de APS e do NASF, o coordenador estadual da APS e NASF, todos os profissionais dos NASF dos municípios e representantes da educação permanente no estados. 1.3.6 Organização das oficinas Nesta parte descreve-se um passo a passo breve para a organização das oficinas, já que este manual tem como um dos objetivos ser orientador para a multiplicação das oficinas para qualquer espaço de gestão que tenha interesse em replicá-las. O formato da oficina propicia que ela possa ser realizada com temas centrais, como, por exemplo: mortalidade infantil, doenças crônicas, entre outras, indo ao encontro das necessidades de saúde da população como também às necessidades locais de educação permanente dos profissionais. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica j Primeiro Passo: Planejamento j Definição conjunta entre gestor, profissionais e conselhos de saúde sobre o tema central da oficina. j Definição do público alvo é fundamentalRecomendamos que além dos profissionais do NASF, os coordenadores da APS/NASF e os profissionais das equipes Saúde da Família façam sempre parte do público alvo das oficinas j o Agendar as datas e horários para a realização das oficinas. j Segundo Passo: Responsabilização j Definir os responsáveis por cada função ( ex.: coordenadores, facilitadores, apoiadores, etc.). j Dividir as responsabilidades da oficina entre os facilitadores. Núcleo de Apoio a Saúde da Família j Terceiro Passo: Organização j Elaborar e encaminhar o convite para os participantes da oficina com antecedência sufi- ciente para garantir a participação de todos. j Organizar o material didático (Kit Ministério da Saúde, Kit Estadual, material de didático, material áudio-visual etc.). j Ter um responsável para acompanhar a organização local (estrutura física, confirmação dos participantes, lista de presença, alimentação, hospedagem se necessário). 20
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    j Quarto Passo: Pré-oficina j Checar todo o material necessário para oficina (kits, lista de presença, material de didá- tico e áudio-visual). j Preparar o local onde será realizada a oficina. j Quinto Passo: Oficina j Realizar a oficina conforme a pactuação e cronograma proposto. j Sexto Passo: Pós-oficina j Avaliar a oficina. j Preparar os relatórios. j Acompanhar os projetos de intervenção elaborados na oficina. Of icina de Qualificação do NASF Capítulo I 21
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    MINISTÉRIO da SAÚDE/ Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Núcleo de Apoio a Saúde da Família 24
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    Capítulo II Este capítulo define as atribuições e as responsabilidades de cada ator envolvido no projeto e no desenvolvimento das oficinas de qualificação do NASF. Foram pensadas de acordo com o projeto atual, focando a multiplicação nos estados e municípios, mas essa metolodologia pode ser realizada em qualquer nível de gestão e, portanto as atribuições e responsabilidades devem ser adaptadas aos contextos locais. 2 Atribuições Gerais 2.1 ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PROJETO DO NASF • Enviar um Kit Material Ministério da Saúde da oficina para cada equipe de NASF que participará da oficina e coordenadores APS/NASF; • Solicitar e enviar ao Estado o material que deve ser reproduzido (Kit Estadual) que serão utilizados na oficina e que caberá ao estado sua replicação e entrega aos participantes; • Os coordenadores do projeto e os apoiadores de Estado deverão acompanhar o desenvolvimento das oficinas que serão realizadas pelos facilitadores nacionais; • Incentivar e fortalecer o acompanhamento dos Estados na realização das oficinas e, posteriormente, a multiplicação dos temas e a implantação do projeto de intervenção nos municípios; • Financiar passagens e diárias para os facilitadores nacionais realizarem a oficina; • Atualizar os dados referentes aos NASF e os indicadores relacionados ao tema; • Realizar encontros a cada seis meses, durante o tempo do projeto, entre os coordenadores do projeto, facilitadores nacionais, consultores do MS. • Contatar os Estados para pactuação e a operacionalização das oficinas. 2.1.1 Coordenadores do projeto Of icina de Qualificação do NASF Responsabilidades: • Contatar os Estados para a operacionalização das oficinas; • Apoiar as coordenações estaduais de Atenção Primária na organização das oficinas nos estados; Capítulo II • Estabelecer vínculo entre o coordenador estadual da Atenção Primária e os facilitadores nacionais que conduzirão as oficinas in loco; • Organizar e solicitar o envio do kit material do Ministério da Saúde; • Enviar a a solicitação do Kit Estadual com o material que o estado deve multiplicar; 25
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    • Acompanhar, quandonecessário, junto com os facilitadores nacionais e apoiadores dos Estados, o desenvolvimento das oficinas e; • Realizar encontros a cada seis meses, durante o tempo do projeto, entre os • coordenadores do projeto, facilitadores nacionais, consultores do MS e coordenadores da Atenção Primária Estadual. 2.1.2 Apoiadores dos estados (Consultores da Coordenação de Gestão da Atenção Básica / MS) Responsabilidades: • Facilitar o contato entre o coordenador estadual da Atenção Primária e os coordenadores do projeto e os facilitadores nacionais; • Se apropriar junto a coordenação de acompanhamento e avaliação (CAA/DAB/MS) dos dados necessários para a oficina (indicadores prioritários relacionados ao tema) e repassar aos facilitadores nacionais; • Apoiar os Estados na organização das oficinas do NASF; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Analisar junto com o Estado o desenvolvimento das oficinas; • Acompanhar, juntamente com o Estado, a multiplicação dos temas das oficinas nos municípios; • Acompanhar, juntamente com o Estado, o desenvolvimento dos projetos de intervenções (produtos das oficinas descentralizadas). 2.1.3 Facilitadores nacionais da oficina do NASF Responsabilidades: • Realizar a multiplicação da oficina do NASF nos Estados conforme cronograma estabelecido entre Ministério da Saúde e Estado; • Articular-se, anteriormente à realização da oficina, com os consultores do DAB e os Núcleo de Apoio a Saúde da Família coordenadores da Atenção Primária à Saúde dos Estados a fim de adequar a oficina à realidade local; • Entregar relatório de atividade e a avaliação formal da oficina aos coordenadores do projeto, após a realização de cada oficina. Relatório de Atividade: Este relatório deve ser preenchido no fim da oficina pelos facilitadores. Ele tem como objetivo dar uma idéia, resumida, para a coordenação do projeto, apoiador de estado e para o próprio facilitador do andamento das oficinas nos estados, para que eventuais alterações possam ser realizadas e planejadas de acordo com o necessário. Eventualmente o relatório pode servir também para prestação de contas dos facilitadores em relação às atividades do projeto ao 26 MS. (Instrumento 7.3 A nos anexos)
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    Avaliação formal daoficina: este instrumento é mais objetivo questionando temas específicos da oficina (estrutura, Metodologia, adequação do conteúdo, entre outros). Como também, tem per- guntas abertas para manifestações gerais- sugestões, apreciações, sentimentos, etc. (Instrumento no anexo 7.3 G) 2.2 ATRIBUIÇÕES DOS ESTADOS NO PROJETO DO NASF • Organizar e financiar a oficina de qualificação do NASF nos Estados (Estrutura física – Espaço físico da oficina suficiente para 60 pessoas e cadeiras removíveis; Material didático: kit pasta – pasta, bloco e caneta, certificado da oficina; kit dinâmica; reprodução de material conforme demanda da oficina; Infra-estrutura (data-show, cd-player, flip chart), Alimentação (quando necessário); • Imprimir para todos os participantes o material enviado pelo MS (Instrumentos de Avaliação, etc.); • Apoiar o facilitador nacional no desenvolvimento das oficinas; • Acompanhar a implantação dos projetos de intervenção nos municípios por meio do seu instrumento de acompanhamento estadual; • Acompanhar e apoiar a multiplicação dos temas das oficinas nos municípios. • Apoiar os municípios no processo de acompanhamento, monitoramento, avaliação dos resultados dos projetos de intervenção propostos pelas equipes dos NASF; Monitoramento da implantação do processo de qualificação: A ser construído em cada estado em conjunto com o apoiador estadual. Em anexo sugere-se um instrumento para definição de respon- sabilidades no estado (Instrumento 7.3 B nos anexos) 2.3 ATRIBUIÇÕES DO MUNICÍPIO EM RELAÇÃO ÀS OFICINAS DO NASF • Escolher adequadamente (observando o perfil para multiplicador) os profissionais da Saúde da Família, bem como liberar e apoiar os profissionais do seu município para participar da oficina; • Pactuar o financiamento (alimentação, hospedagem, transporte, etc) das oficinas Of icina de Qualificação do NASF com o Estado; • Acompanhar e apoiar a multiplicação dos temas da oficina nos municípios, nos espaços existentes (NASF e equipe de SF) e se necessário criar outros espaços; • Garantir o material necessário aos profissionais do NASF, para a multiplicação do tema da oficina junto às equipes de SF; Capítulo II • Implantar, acompanhar, monitorar e avaliar o projeto de intervenção proposto pelas equipes dos NASF em conjunto com a SF. 27
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    3 Ações dospro ssionais do NASF e das equipes SF para a quali cação do cuidado materno infantil
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    Capítulo III 3 Ações das categorias do NASF no cuidado materno- infantil 2 Este documento foi organizado de forma que na primeira parte estão descritas as ações comuns a todos os profissionais do NASF e, na segunda, as ações específicas por categoria profissional. Todas as ações foram divididas didaticamente da seguinte forma: ações de articulação no território, espaço educativo, atividades coletivas, ações clínicas, planejamento/programação de ações e gestão em saúde. Em algumas situações, a divisão não pôde ser muito precisa, mas se optou por realizá-la para tornar o texto mais didático. Diferenciaram-se ações comuns e ações especificas, dentro do pressuposto teórico de campo comum de conhecimento e núcleo específico de saber. O núcleo demarca a identidade de uma área de saber e de prática profissional; e o campo, um espaço de limites imprecisos onde cada disciplina e profissão buscam em outras apoio para cumprir suas tarefas teóricas e práticas (CAMPOS, 2000). Ressalta-se que as ações específicas dos profissionais podem ser realizadas em momentos de cuidado comuns a todos, por exemplo: durante grupos terapêuticos e educativos, discussão de casos, consultas/atendimentos conjuntos, buscando sempre a integralidade do cuidado. A proposta para o desenvolvimento das ações do NASF centra-se prioritariamente em um processo de trabalho realizado por meio do apoio matricial, que tem na essência atividades clínicas (individuais e coletivas) e pedagógicas. Considerou-se o significado do verbo APOIAR de forma pluridimensional, como: discutir, planejar, realizar/fazer, avaliar, potencializar, organizar, identificar e estimular; sempre em conjunto com as equipes de Saúde da Família, de forma que todas as ações relacionadas ao apoio sejam pactuadas com elas. Isso não significa que todas as ações devem ser compartilhadas, mas minimamente planejadas em conjunto. Outro desafio inerente ao processo de trabalho do NASF é o trabalho de forma interdisciplinar, no qual diferentes saberes, práticas, valores, modos de relacionamento se encontram para atingir um objetivo comum; exigindo dos profissionais atitudes de permeabilidade Of icina de Qualificação do NASF aos diferentes conhecimentos e de flexibilidade frente às diversas necessidades. É um desafio da prática que pode ser mais facilmente superado com a experimentação, ou seja, com a vivência da ação de APOIAR Capítulo III 2 As ações foram escritas a partir do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de 31 Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
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    3.1 AÇÕES COMUNSDOS PROFISSIONAIS DO NASF NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL Articulação no território Identificação de necessidades do território • Conhecer o cenário epidemiológico local; • Participar da identificação de situações de risco e de vulnerabilidade social para gestantes, recém-nascidos (RN) e menores de cinco anos; • Apoiar as equipes de SF na identificação, no fortalecimento e na articulação entre a estrutura comunitária de equipamentos sociais públicos e privados e a rede de atenção à saúde. Como: Centros de Desenvolvimento Social, Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), ONGs, Pastoral da Criança, escolas, creches, associações, conselhos tutelares, ambulatório especializado, hospitais de referência, entre MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica outros a fim de discutir os casos de risco e enfrentar conjuntamente as situações; • Auxiliar e ampliar o vínculo entre famílias e comunidade fortalecendo a rede social de apoio no território; • Apoiar as equipes de SF na identificação, acolhimento, atendimento, acompanhamento e proteção de gestantes, crianças e famílias vítimas de violência, bem como na articulação com a rede, nas ações de prevenção e na promoção da cultura da paz; • Desenvolver ações nos territórios de sua responsabilidade de forma articulada com as equipes de SF, tais como o desenvolvimento do projeto de saúde no território, planejamentos, apoio a grupos, trabalhos educativos e de inclusão social, enfrentamento da violência, ações junto aos equipamentos públicos; Núcleo de Apoio a Saúde da Família • Apoiar as equipes de SF no esclarecimento para a população do que pode ser feito para a redução da mortalidade e como a comunidade pode contribuir para isso. Controle social • Estimular e acompanhar as ações de controle social no que diz respeito à reduçãoda mortalidade infantil, em conjunto com as equipes de Saúde da Família; • Divulgar, junto com as equipes de SF, os indicadores de mortalidade infantil do 32 território de atuação da equipe, para a comunidade.
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    Visitas domiciliares • Todas as categorias, quando necessário, devem realizar visitas domiciliares para orientação e acompanhamento às gestantes, puérperas e crianças, como também a outras pessoas importantes da rede social das gestantes, puérperas e crianças. Espaços educativos • Apoiar a realização de atividades de educação em saúde/promoção da saúde com foco na redução da MI. Essas ações podem ser realizadas na Unidade Básica de Saúde, coletivamente (grupos, sala de espera), na comunidade (escolas, associações comunitárias, entre outras) ou de forma individual; Ex.: orientações sobre desenvolvimento infantil – físico e psíquico, higiene, acidentes domésticos; • Participar e incentivar a capacitação dos agentes comunitários de saúde (ACS) quanto à abordagem, sensibilização e a captação precoce, busca ativa de gestantes e crianças e identificação de gestantes, puérperas e recém-nascidos no território; • Criação de espaços permanentes de discussão com as equipes de Saúde da Família sobre casos clínicos e os aspectos da saúde integral relacionados à gestação e atenção ao RN e menores de cinco anos de idade, visando à construção de projetos terapêuticos singulares e a qualificação das ações realizadas pelas equipes; • Apoiar as equipes de Saúde da Família (SF) na orientação dos pais e cuidadores quanto à importância do aleitamento materno exclusivo; • Apoiar as equipes de Saúde da Família (SF) na orientação dos pais e cuidadores sobre prevenção de acidentes domésticos e também de trânsito, trabalhando a promoção de hábitos e atitudes relativas a um ambiente seguro e saudável para a criança, conforme estabelecido na caderneta de saúde da criança; • Proporcionar espaços educativos para que os profissionais discutam sobre planejamento reprodutivo, dúvidas, mudanças emocionais, ansiedades/medos que podem ocorrer com as mulheres e seus parceiros durante a gestação, parto, Of icina de Qualificação do NASF puerpério a fim de qualificar o cuidado à família, levando em consideração a diversidade sexual, cultural e étnica; • Trabalhar junto às equipes de SF os novos arranjos familiares; • Realizar ações em fábricas, empresas entre outras voltadas para a promoção da Capítulo III saúde e prevenção de agravos na população masculina com impacto na saúde materno-infantil (ex: importância do tratamento do parceiro na eliminação da 33 • Sífilis em gestante, visando prevenir a ocorrência de Sífilis Congênita);
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    • Contribuir parao estabelecimento de relações humanizadas entre profissionais e usuários a partir de uma abordagem de direitos e deveres e da construção da subjetividade; • Planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar as ações da estratégia saúde da família. Atividades coletivas • Organizar e realizar, junto às equipes de Saúde da Família, atividades de grupo de casais grávidos e puericultura, visando trabalhar as representações sociais sobre a maternidade, amamentação, planejamento familiar, parentalidade, dinâmica familiar e construção de novos papéis sociais; • Auxiliar e organizar oficinas terapêuticas de geração de renda intersetorialmente com outros serviços e aparelhos do estado, como também informar sobre instituições de educação profissional, onde existirem; • Incentivar o parto natural conscientizando sobre os seus benefícios. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Ações clínicas • Agendamento de consulta compartilhada para situações específicas; envolvendo atenção à gestante, puérpera, recém-nascido e crianças menores de cinco anos; • Apoiar os profissionais das equipes de Saúde da Família a exercerem a coordenação do cuidado da gestante e da criança; • Apoiar as equipes de SF para evitar práticas de medicalização de situações individuais e sociais comuns à vida cotidiana, valorizando outras opções de tratamento provenientes da medicina natural e práticas integrativas e complementares (PIC) já normatizadas pelo Ministério da Saúde, como a homeopatia, fitoterapia e a acupuntura; • Auxiliar as equipes de SF a estimularem a participação do parceiro no pré-natal e Núcleo de Apoio a Saúde da Família na puericultura e a prepararem o acompanhante escolhido pela gestante para o pré- parto, parto e pós-parto; • Auxiliar as equipes de SF em intervenções familiares (ações que envolvem famílias de acordo com os projetos terapêuticos singulares previamente pactuados); • Apoiar as equipes na identificação e no enfrentamento da violência contra a criança e na prevenção do trabalho infantil e em situação de risco social ou afetivo-cultural; • Auxiliar na identificação, prevenção, acolhimento e atendimento de gestantes 34 vítimas de violência, em situação de risco social ou afetivo-cultural;
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    • Apoiar aequipe de SF no processo de estímulo precoce do bebê com o objetivo de desenvolver as potencialidades neuropsicomotoras, por meio de jogos, exercícios, técnicas, atividades e de outros recursos, em concordância com a cultura local. Planejamento/programação de ações e gestão em saúde • Auxiliar as equipes de SF no planejamento e programação das ações vinculadas ao pré-natal e puericultura; • Pactuar com os gestores e equipes de Saúde da Família (SF) o desenvolvimento do processo de trabalho e as metas a serem alcançadas em relação à redução da mortalidade infantil; • Apoiar as equipes de SF na tomada de medidas de prevenção, identificação, acolhimento, atendimento e acompanhamento de gestantes, puérperas e crianças em situação de risco social ou afetivo-cultural, por meio de ações concretas, tais como: maior número de VD´s, priorização no agendamento de consultas, articulação com a rede de referência, busca ativa etc; 3.2 AÇÕES ESPECÍFICAS DOS PROFISSIONAIS DO NASF PARA AUXILIAR 3 NA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL Psicologia Articulações no território • Realizar, conjuntamente com as equipes de SF, a articulação com as equipes dos Centros de AtençãoPsicossocial (CAPS) e outros serviços da rede de saúde mental, além de outras entidades e instituições como conselhos tutelares, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), conselhos de direitos etc, para um trabalho integrado nos casos necessários. Of icina de Qualificação do NASF • Apoiar na identificação de situações de risco de adoecimento psíquico comuns em todo o período da concepção até a puericultura, • Apoiar as equipes de SF na identificação e na construção de intervenções Capítulo III preventivas para situações no território que possam favorecer o desenvolvimento 35 3 Asações foram escritas a partir do Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
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    de adoecimento psíquico(tais como: violência doméstica e/ou urbana, desastres naturais, imigração). Espaços educativos • Proporcionar à equipe discussões sobre a potencialidade da “escuta” enquanto fator terapêutico de apoio; • Auxiliar os profissionais das equipes quanto à compreensão dos aspectos psicológicos (emoções, afetos, relações) relacionados à gestação, à chegada da criança na família, à assunção dos papéis familiares, as novas configurações familiares entre outros, ressaltando as especificidades da gestação na adolescência; • Capacitar as equipes de SF a identificar sinais, sintomas e comportamentos que apontam para possíveis problemas emocionais de interação e comunicação na gestação, na relação mãe/bebê e entre os cuidadores e a criança até cinco anos e auxílio para a intervenção em saúde mental por meio de discussão de casos, orientações, consulta conjunta, entre outros; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Proporcionar espaços de educação para discussão com os profissionais da SF sobre as ansiedades, dúvidas e mudanças emocionais que ocorrem com a mulher e com o seu parceiro durante a gestação, a fim de qualificar a abordagem durante o pré-natal; • Proporcionar espaços de educação para discussão com os profissionais da SF sobre aspectos do desenvolvimento infantil e o papel dos cuidadores para um desenvolvimento infantil saudável, visando qualificar a abordagem durante a puericultura; • Discutir com a equipe de SF a importância do pai ou pessoa que exerce essa função durante a gestação e no cuidado com o RN e a criança até cinco anos; • Apoiar as equipes de SF na orientação de medidas de prevenção, identificação, acolhimento, atendimento e acompanhamento de crianças vítimas de violência (abandono, negligência, violência física, violência sexual etc.) e em situação de Núcleo de Apoio a Saúde da Família risco social ou afetivo-cultural; • Apoiar na ampliação da capacidade da equipe de SF no seu lidar com o sofrimento psíquico e o adoecimento mental, contribuindo para a desestigmatização das “doenças mentais” no território. • Proporcionar espaços de educação para discussão com as equipes de SF sobre planejamento familiar com as adolescentes, mulheres e gestantes; • Proporcionar a equipes de SF espaço para discussão de dificuldades na relação 36 profissional de saúde e pessoa/família.
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    Atividades coletivas • Auxiliar as equipes de SF a desenvolverem ações coletivas com as gestantes, puérperas e pais ou cuidadores, tais como grupos de gestante, de puericultura, oficinas, entre outros, com foco nos aspectos psíquicos desse período; • Participar das ações de alimentação saudável, especialmente, na abordagem ao aleitamento materno no que tange aos aspectos emocionais e relacionais. • Articular, junto às equipes SF, a integração com maternidades e outros serviços de atenção à gestantes, RN´s e puérperas para realização de visitas coletivas e orientação sobre acesso e utilização dos serviços. Ações clínicas • Possibilitar a detecção precoce de situações de sofrimento psíquico no período da gestação e puerpério, por exemplo: mulheres com dificuldades para aceitar a gravidez, depressão pós-parto e psicose puerperal; • Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e condutas de gestantes e puérperas com transtornos mentais, uso e abuso de álcool e outras drogas, risco de suicídio, entre outras; • Apoiar as equipes de SF no diagnóstico de sofrimento mental em crianças até cinco anos e auxiliar no atendimento, acompanhamento e avaliação sobre necessidade de compartilhamento para serviços especializados em saúde mental; • Auxiliar na identificação, prevenção, acolhimento e atendimento de gestantes vítimas de violência, em situação de risco social ou afetivo-cultural; • Apoiar as equipes de SF no acompanhamento e atendimento de crianças com transtornos mentais e/ou deficiências mental e física; • Apoiar as equipes de SF na abordagem dos aspectos psicológicos das famílias para trabalhar o desenvolvimento infantil, enfrentamento da violência contra a criança e a prevenção do trabalho infantil junto aos assistentes sociais; • Realizar atendimentos psicológicos para gestantes, família, puérperas, mãe/bebê, Of icina de Qualificação do NASF crianças até cinco anos quando a situação exigir. Para isso torna-se necessário organizar conjuntamente com a equipe de SF os critérios para tais atendimentos e cada caso deve ser discutido e pactuado com a equipe de SF; • Apoiar as equipes SF no processo de enfrentamento de situações limites Capítulo III • (violências, óbitos, etc.) que mobilizam emocionalmente esses profissionais; • Promoção da comunicação, pensando no vínculo afetivo entre a mãe e o bebê, 37 melhorando o cuidado, sensibilizando o olhar da mãe, além da integração do recém- nascido ao meio familiar.
  • 39.
    Serviço social Articulações no território • Identificar e mobilizar, junto às equipes de SF, as redes sociaisrecursos da comunidade de determinado território que possam auxiliar na realização das ações para redução da MI; • Auxiliar as equipes de SF a identificar famílias em situação de vulnerabilidade social e trabalhar de forma intersetorial a fim de contribuir para a garantia dos direitos dos cidadãos (direito à alimentação, ao acesso aos serviços de saúde necessários conforme a complexidade do caso, licença-saúde, licençamaternidade, entre outros); • Mobilizar com a equipe de SF a participação dos usuários e de profissionais de outros setores e políticas sociais nos fóruns de discussão e deliberação, tais como: Conselhos Locais de Saúde, Conselho Distrital de Saúde,Conselhos de Assistência Social,Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, Comitês de Investigação do Óbito Materno-Infantil, Comissões Perinatais Municipais, entre outros; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Identificar e se articular, conjuntamente com as equipes de SF, com os serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que realizem proteção a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social, por ocorrência de abandono, maus-tratos físicos e/ou psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, situação de trabalho infantil, entre outras situações de violação dos direitos e se necessário realizar encaminhamentos; • Atuar em parceria com grupos, entidades e movimentos sociais existentes na comunidade, contribuindo com o processo de mobilização, organização e controle social. Espaços educativos • Discutir e refletir permanentemente com as equipes de SF a realidade social e as Núcleo de Apoio a Saúde da Família formas de organização social que possam contribuir para a construção de ações que promovam a redução da mortalidade materna e infantil; • Proporcionar espaços educativos com as equipes de Saúde da Família para discutir os direitos da gestante, da puérpera e da criança, informações acerca dos benefícios legais a que a mãe tem direito, orientações quanto ao registro da criança etc.; • Promover espaços educativos com as equipes de SF visando sensibilizar e instrumentalizar os profissionais para a abordagem familiar; 38 • Apoiar as equipes SF na abordagem às famílias para o enfrentamento da violência envolvendo a gestante, a puérpera e a criança e a prevenção do trabalho infantil;
  • 40.
    • Auxiliar asequipes SF na prevenção, identificação e abordagem de famílias que possuam crianças que estejam em situação de trabalho infantil, bem como no encaminhamento para programas e projetos sociais de auxilio à renda, à convivência e ao fortalecimento de vínculos entre as famílias e crianças retiradas do trabalho. • Estimular a alfabetização dos pais ou cuidadores com baixa escolaridade e se possível incluí-los em programas que possam melhorar essa situação. Atividades coletivas • Realizar, junto às equipes de SF, atividades coletivas, como grupos e oficinas, para gestantes, pais e cuidadores, com foco no fortalecimento de vínculos no território, na geração de renda, enfrentamento da violência, convivência comunitária entre outros aspectos.; Ações clínicas • Acompanhar e organizar, junto com as equipes de SF, as famílias contempladas com os programas sociais federais e estaduais, tais como o Programa Bolsa-Família, avaliando melhorias das condições de vida das famílias; • Realizar atendimentos específicos de famílias e grupos em situação de vulnerabilidade social, desagregação familiar, violência, quando a situação exigir e sempre como parte de projetos terapêuticos compartilhados com a equipe SF. • Intervir nas manifestações da questão social que incidem no processo saúdedoença, atuando junto às famílias e indivíduos; • Desenvolver estratégias que propiciem a inclusão social, intervindo nos problemas que dificultam essa inclusão; Fonoaudiologia Articulações no território • Conhecer, junto às equipes de SF, os equipamentos do território, bem como as famílias Of icina de Qualificação do NASF e crianças com distúrbios de comunicação ou risco para seu desenvolvimento; • Integrar, junto as equipes SF, com os equipamentos sociais existentes, incluindo a orientação de profissionais de escolas, creches e outras instituições que atendam menores de cinco anos com foco na abordagem aos problemas de comunicação; Capítulo III • Realizar ações que facilitem a inclusão de crianças com deficiência auditiva e de linguagem na escola, e no ambiente social favorecendo a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. 39
  • 41.
    Espaços educativos • Apoiar as equipes SF na construção de estratégias educativas sistemáticas para famílias no cuidado da criança com deficiências relacionadas aos distúrbios da comunicação e apoio aos cuidadores da criança; • Apoiar e capacitar as equipes nos diagnósticos precoces das disfagias, buscando uma deglutição segura e eficaz, reduzindo a mortalidade dos bebês por complicações pulmonares; • Capacitar e auxiliar as equipes de SF na identificação de necessidade de reabilitação de gestantes e crianças, especialmente de usuários com alteração de comunicação, mastigação, deglutição; • Realizar discussões junto às equipes de SF de condutas terapêuticas voltadas para: convulsões, paralisia cerebral, transtorno mental, gagueira, síndrome do respirador oral, mal formações orofaciais, síndromes, entre outras. Atividades coletivas MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Trabalhar com a promoção, prevenção e/ou reabilitação de famílias e, mais especificamente, de crianças, priorizando atendimentos coletivos, principalmente de usuários com alteração de comunicação, mastigação, deglutição. Ações clínicas • Apoiar as equipes SF no acompanhamento de crianças com distúrbios de comunicação; • Desenvolver, junto com as gestantes e as famílias, ações de promoção à saúde, incluindo aspectos físicos, como consciência e cuidados com o corpo, postura, hábitos orais, amamentação, com vistas ao autocuidado; • Desenvolver ações de prevenção de incapacidades e deficiências em crianças Núcleo de Apoio a Saúde da Família menores de cinco anos de idade, bem como acolher e orientar seus familiares; • Desenvolver ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde da criança, no âmbito individual e coletivo, juntamente com as equipes de SF, especialmente quanto ao: a) Incentivo ao aleitamento materno desde o período de pré-natal, desenvolvimento orofacial relacionadoà alimentação e cuidados quanto à utilização de hábitos orais deletérios (mamadeira, chupeta, sucção digital); b) Desenvolvimento da fala, linguagem e cognição; 40 c) Desenvolvimento das habilidades auditivas; d) Diagnóstico precoce da deficiência auditiva;
  • 42.
    e) Aspectos geraisdo desenvolvimento motor e psicossocial; f) Acompanhamento e orientações sobre o processo de aquisição de linguagem por meio do desenvolvimento de projetos intersetoriais e sobre a criação de espaços coletivos nas unidades de saúde e locais no território. Nutrição Articulações no território • Apoiar as equipes de SF em ações de alimentação e de nutrição com metodologias que valorizem a cultura e o desenvolvimento local, como o estudo do padrão de cultura alimentar local e das formas de consumo dos alimentos.; • Estimular hábitos alimentares saudáveis em creches e escolas; • Desenvolver, conjuntamente com as equipes de SF, oficinas de nutrição com foco na alimentação saudável da gestante, puérpera e crianças menores de cinco anos; • Desenvolver, conjuntamente com as equipes de SF, fóruns para debater a aquisição, o armazenamento e o uso dos alimentos; • Incentivar a articulação de redes, buscando parcerias com setores como secretarias de agricultura e de desenvolvimento, para produção de hortaliças e frutas no território: feiras, hortas comunitárias ou nos quintais, a fim de promover mudanças culturais do padrão alimentar, quando necessário; Espaços educativos • Incentivar e promover, juntamente com as equipes SF, espaços de discussão sobre aleitamento materno exclusivo e alimentação complementar saudável para crianças menores de dois anos; • Auxiliar as equipes de SF quanto à avaliação nutricional das gestantes e puérperas e de crianças menores de cinco anos; Of icina de Qualificação do NASF • Proporcionar espaços educativos, junto às equipes de Saúde da Família, comrelação à alimentação saudável, sobrepeso, obesidade, desnutrição, anemia, hipovitaminose A, hipertensão e diabetes na gravidez, etc.; Capítulo III • Elaborar material informativo sobre temas relacionados à alimentação na gestação, puerpério e para criança menor de cinco anos para ser entregue no território. 41
  • 43.
    Atividades coletivas • Realizar, junto às equipes de SF, atividades coletivas, como grupos e oficinas, para gestantes, crianças, familiares e cuidadores, com foco na alimentação e nutrição saudável. Ações clínicas • Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e desenvolvimento de projetos terapêuticos singulares para crianças com carências nutricionais (anemia, desnutrição e obesidade), incluindo ações de promoção de alimentação saudável e nutrição, mediante metodologias que valorizem a cultura e o desenvolvimento local. • Apoiar as equipes de SF no diagnóstico e condutas de crianças com distúrbios nutricionais; • Promover ações para enfrentamento dos distúrbios nutricionais e de doenças associadas à alimentação e nutrição, conjuntamente com as equipes de SF; • Realizar e identificar, conjuntamente com as equipes de SF, o risco nutricional de MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica gestantes, RN e menor de cinco anos; • Acompanhar, juntamente com as equipes SF, gestantes com diagnóstico de diabetes mellitus (DM) gestacional e Hipertensão ou com risco para desenvolvê-las, e aquelas que apresentarem outros distúrbios alimentares e nutricionais. • Apoiar as equipes de SF na abordagem das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa-Família, nos aspectos nutricionais; • Apoiar as equipes de SF na execução de ações dos programas de prevenção de deficiência de micronutrientes, como o Programa Nacional de Suplementação de Ferro para gestantes, puérperas e crianças e o Programa de Suplementação de Vitamina A para crianças e puérperas. Núcleo de Apoio a Saúde da Família Médico pediatra Articulações no território • Propiciar espaços de problematização com as equipes de SF e as famílias para controle e prevenção de lesões não intencionais: • Menores de dois anos estão sujeitos a riscos impostos por terceiros, como queimaduras, intoxicações, quedas; violência doméstica; 42
  • 44.
    • Pré-escolares sofremmais atropelamentos, acidentes por submersão, quedas de lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras, violência doméstica; • Escolares podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de bicicletas, quedas de lugares altos, traumatismos dentários, ferimentos com armas de fogo e lacerações, violência doméstica. • Apoiar as equipes de SF na identificação, condutas e seguimento de crianças com problemas crônicos e persistentes, por exemplo, diarréia, infecções respiratórias, asma (crianças chiadoras), alergias, otites de repetição, com desenvolvimento de estratégias educativas sistemáticas para as famílias e formação de grupos terapêuticos (exemplo, grupos de asma); Espaços educativos • Apoiar as equipes de SF na discussão das fichas de investigações do óbito infantil e neonatal ocorridos na área de abrangência; • Realizar ações educativas com os profissionais das equipes de SF sobre as ações de desenvolvimento integral (curva do crescimento e sinais de alerta para patologias, abuso sexual e violência doméstica); • Apoiar as equipes de SF na abordagem dos problemas e na coordenação do cuidado das crianças com patologias graves, doenças crônicas, malformações congênitas, doenças metabólicas, transtorno mentais e outras que necessitem de cuidados especiais ou que demandem consultas freqüentes em especialistas focais, emergências ou internações; • Apoiar a realização de ações educativas de prevenção e controle dos distúrbios nutricionais e suas repercussões prevalentes nas crianças de sua área de abrangência; • Apoiar e capacitar as equipes de SF para o reconhecimento, acompanhamento e encaminhamento para serviço de referência, quando necessário, desde a primeira semana de vida, de crianças portadoras de icterícia, asfixia, anóxia, malformações congênitas, insuficiência cardíaca, prematuridade, entre outras Of icina de Qualificação do NASF situações graves; • Apoiar os médicos e enfermeiras das equipes de SF para a realização de procedimentos diferenciados de semiologia e na interpretação dos resultados de exames complementares de recém-nascidos; Capítulo III • Apoiar os médicos e enfermeiras das equipes de SF para o uso de medicamentos, levando em conta a imaturidade renal das crianças nessa faixa etária: 43 até 28 dias;
  • 45.
    • Apoiar asequipes de SF para o reconhecimento de sinais de alerta relativos aos primeiros 28 dias de vida; • Apoiar as equipes de SF para a realização da consulta da primeira semana de vida, particularmente para crianças consideradas de risco, em função de condições de nascimento (por exemplo, prematuridade) e condições sociais e ambientais. • Apoiar as equipes de SF na realização de atividades de prevenção de morte súbita (postura para dormir e dieta) e de promoção do aleitamento materno. Atividades coletivas • Participar junto à equipe SF na realização de grupos educativos nos equipamentos públicos e privados cujo público-alvo sejam as crianças, educadores, familiares e pais, para abordagem de temas de significância epidemiológica local (IRA, doença diarreica, alimentação, aleitamento materno, imunização, bem como outras necessidades locorregionais). Ações clínicas MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Apoiar as equipes de SF no incentivo, apoio e proteção ao aleitamento materno e à alimentação complementar introduzida em tempo oportuno e de qualidade; • Apoiar as equipes de SF na realização de suplementação preventiva e terapêutica de micronutrientes (ferro e vitamina A) em crianças quando indicado; • Apoiar as equipes de SF na identificação das crianças com sinais clínicos de perigo e necessidade de encaminhamento, em tempo oportuno, aos serviços de referência, emergência ou internação com monitoramento desses casos; • Orientar esquemas vacinais especiais: crianças imunodeprimidas, portadoras de doença falciforme etc. Núcleo de Apoio a Saúde da Família Terapia Ocupacional Articulações no território • Conhecer dentro do território os fatores de risco para sofrimento psíquico, atrasos e deficiências físicas e/ou motoras; • Planejar e ajudar na construção de projetos de intervenção no território, a fim de desenvolver ações de prevenção ao sofrimento psíquico e às deficiências físicas; 44 e/ ou motoras;
  • 46.
    • Identificar, juntocom as equipes de SF, as barreiras físicas no território e planejar intervenções para reduzi-las, promovendo a inserção social da criança com deficiência e a circulação de gestantes; • Realizar, junto com as equipes de SF, a análise ergonômica nas escolas onde estudam crianças com deficiência; • Realizar intervenções junto às escolas a fim de identificar problemas que comprometam o desempenho ocupacional das crianças e o planejamento e adaptações que melhorem a funcionalidade e o adequado desempenho do papel social; • Realizar, junto à equipe de SF, planejamento ergonômico do local de trabalho e da escola da mulher gestante • Identificar a realidade de trabalho de cada gestante, bem como de sua rotina diária para realizar planejamento e orientações ergonômicas. • Realizar análise do contexto real de vida de gestantes, puérperas e crianças a fim de garantir que o planejamento das ações esteja coerente com as potencialidades e riscos ocupacionais existentes; Espaços educativos • Apoiar as equipes de SF e a comunidade no planejamento e na reorganização do cotidiano das famílias que necessitem de mudanças de hábitos prejudiciais à saúde das crianças e mulheres grávidas ou puérperas (principalmente as de risco); • Apoiar as equipes de Saúde da Família e a comunidade na compreensão do desempenho ocupacional de crianças, facilitando a identificação de condições de risco ou onde o desempenho ocupacional já esteja comprometido; • Contribuir com a ampliação do conceito de desenvolvimento infantil, integrando as funções neuropsicomotoras com a aquisição de autonomia, independência nas atividades de vida diária (AVD), funcionalidade e inserção social da criança. Of icina de Qualificação do NASF Atividades coletivas • Participar de grupo de gestante com o objetivo de realizar atividades ao casal gestante, visando à preparação para maternidade, paternidade, bem como a Capítulo III compreensão do processo de desenvolvimento gestacional para redução de riscos, minimizando riscos domésticos, laborativos, psicoemocionais e sociais. Objetivando-se também a construção do vinculo, pai X mãe X bebê e núcleo 45 familiar, por meio do conhecimento das fases de desenvolvimento fetal; e da importância do brincar;
  • 47.
    • Promover oficinasterapêuticas para gestante; • Realizar grupos para crianças; ex: Oficina de brinquedos, sessão educativa, vivências de AVD e atividades instrumentais da vida diária (AIVD(; • Orientar, por meio de atividades educativas, baseadas no desempenho ocupacional – AVD, inserção sensorial, destrezas cognitivas, destrezas psicossociais, mecanismos de proteção articular e conservação de energia para o desenvolvimento das atividades da vida diária das gestantes, como: levantar da cama, sentar, dormir, tarefas domésticas, varrer, levantar objetos etc. Assim como prevenção de quedas, a fim de garantir que a gestante possa realizar de maneira segura todas as atividades. • Incentivar a construção de brinquedotecas; Ações clínicas • Auxiliar as equipes de SF a identificar crianças que apresentem alterações no desenvolvimento que comprometam o desenvolvimento do desempenho ocupacional; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica assim como encaminhamento às redes sociais; • Trabalhar junto às equipes de SF, com a tecnologia assistiva e acessibilidade, por meio da indicação, confecção e treinamento de dispositivos, adaptações, órteses, próteses e software, para atenção à criança e à mulher grávida; • Realizar, quando necessário, junto às equipes de SF, a avaliação do desempenho nas atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida diária da gestante; • Realizar, junto às equipes de SF, adaptação de jogos, brincadeiras e brinquedos para crianças menores de cinco anos, que necessitem; • Realizar, junto às equipes de SF, orientação para a atividade laborativa para gestantes; • Realizar, junto às equipes de SF, avaliação do ambiente domiciliário das gestantes, Núcleo de Apoio a Saúde da Família quando necessário; • Realizar, quando necessário, confecção de adaptações funcionais (utensílios, vestuários, calçados, mobiliários etc.) a gestantes e crianças; • Indicar e realizar atividades de estruturação corporal a gestantes; • Realizar orientação ao uso de recursos de comunicação alternativa; • Desenvolver estratégias que viabilizem a autonomia e a independência da criança com ou sem deficiência por meio do planejamento, orientação, adequação e 46 treinamento das AVD e AIVD;
  • 48.
    • Realizar eorientar a mãe quanto às técnicas de integração sensorial para crianças que necessitem; • Realizar e orientar a mãe quanto às atividades de estimulação precoce para o adequado desenvolvimento neuropsicomotor de bebês que nasceram em condições de risco. • Avaliar histórico ocupacional, físico-funcional, estresse psicossocial, acompanhamento do crescimento/desenvolvimento neuropsicomotor. Farmácia Articulações no território • Identificar, junto à equipe de SF, o perfil do território e comunidade, com relação ao uso de medicamentos; • Apoiar a equipe de SF na orientação quanto ao armazenamento domiciliar de medicamentos e produtos de limpeza, sobretudo quando há crianças em casa; • Articular, junto à comunidade e equipe de SF, a construção e organização de horta de plantas medicinais (quando possível) que estejam de acordo com os costumes locais, orientando o correto uso dessas plantas e orientando a prevenção de acidentes com plantas venenosas; • Articular junto às ESF e à gestão municipal propostas de revisão da listagem municipal de medicamentos. Espaços educativos • Construir, junto com os profissionais, espaços de reflexão para implementação de estratégias para divulgação de informações e orientações a respeito dos medicamentos para os usuários; Of icina de Qualificação do NASF • Incentivar e criar espaços de discussões sobre a importância, utilização e manuseio dos fitoterápicos e plantas medicinais. • Trabalhar o uso de antimicrobianos com as mães de crianças de 0 a 5 anos; • Incentivar junto com os profissionais prescritores a qualidade da prescrição em Capítulo III busca de facilitar a adesão ao tratamento; • Orientar os prescritores sobre as apresentações dos medicamentos, a fim de evitar 47 fracionamentos inadequados, excesso de medicamentos em casa e auto-medicação.
  • 49.
    Atividades coletivas • Realizar, junto às equipes de SF, grupos de educação em saúde sobre a adesão ao tratamento, cuidado, armazenamento de medicamento, assim como prevenção de acidentes principalmente com crianças. • Realizar ações educativas voltadas para a comunidade sobre os riscos da automedicação. Ações clínicas • Em casos de dificuldade na adesão ou uso incorreto, o farmacêutico poderá intervir, em conjunto com a equipe, junto ao usuário, a partir da especificidade de cada caso (criança ou gestante), orientando quanto ao uso correto e propondo estratégias para facilitar a adesão, atentando para o caso de analfabetos e deficientes visuais, entre outros; • Apoiar a organização e a distribuição de medicamentos, e trabalhar com foco na melhoria na melhoria de acesso aos medicamentos de crianças menores de cinco anos e da mulher grávida; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Realizar visita domiciliar, junto com a equipe SF e a família, refletindo sobre os medicamentos prescritos, se estão sendo corretamente utilizados, armazenados e, se necessário, separar medicamentos sem condições de uso ou vencidos, quando houver, procurando recolhê-los para descarte adequado; • Trabalhar, junto à equipe SF, com as mães, os aspectos culturais, as crenças, os valores e o uso de medicamentos prescritos pelos profissionais da saúde ou orientado por familiares, amigos, vizinhos; • Intervir para melhorar a adesão ao tratamento, levando em consideração a compreensão dos fatores que causam a não adesão no contexto singular, a negociação com os saberes e práticas populares de saúde (principalmente na saúde da criança), a continuidade do cuidado e o desenvolvimento de autonomia dos usuários no seu cuidado; Núcleo de Apoio a Saúde da Família • Trabalhar com a questão da comunicação e com as barreiras físicas e linguísticas que podem influenciar na compreensão das informações. Assim, o domínio de técnicas de comunicação, um ambiente adequado, bem como a utilização de materiais de apoio – informação escrita ou áudio visual –, podem auxiliar na orientação e na dispensação de medicamentos. 48
  • 50.
    Psiquiatria Articulações no território • Realizar, conjuntamente com as equipes de SF, a articulação com as equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros serviços da rede de saúde mental, e com outros pontos da rede de atenção para um trabalho integrado nos casos necessários; • Apoiar na identificação de situações de risco de adoecimento psíquico comuns em todo o período da concepção até a puericultura, • Apoiar as equipes de SF na identificação e na construção de intervenções preventivas para situações no território que possam favorecer o desenvolvimento de adoecimento psíquico (tais como: violência doméstica e/ou urbana, desastres naturais, imigração). Espaços educativos • Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da SF as ansiedades, dúvidas e mudanças emocionais que ocorrem com a mulher e com o seu parceiro durante a gestação, a fim de qualificar a abordagem durante o prénatal, a chegada da criança na família, a assunção dos papéis familiares, entre outros; • Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da SF aspectos psíquicos do desenvolvimento infantil e o papel dos cuidadores para um desenvolvimento infantil saudável, visando qualificar a abordagem durante a puericultura; • Ampliar a competência das equipes de SF para identificar sinais, sintomas e comportamentos que apontam para possíveis problemas emocionais com a gestação, na relação mãe/bebê, cuidadores e a criança até cinco anos e auxílio para a intervenção em saúde mental; Of icina de Qualificação do NASF • Fortalecer e ampliar a capacidade da equipe de SF no seu lidar com o sofrimento psíquico e o adoecimento mental, contribuindo para a desestigmatização das “doenças mentais” no território; • Capacitar a equipe de SF no uso racional de medicamentos psicotrópicos; Capítulo III • Apoiar as equipes de SF na abordagem às famílias para identificar alterações psíquicas no desenvolvimento infantil; 49
  • 51.
    • Apoiar asequipes de SF no acompanhamento e atendimento de crianças com transtornos mentais e deficiências, com construção conjunta de plano de cuidado para as necessidades de saúde mental mais comuns identificadas na população (exs.: transtorno mental, gagueira, convulsões, enurese, medos e fobias, crises nervosas, tiques e manias, alterações do apetite e do sono). • Proporcionar as equipes de SF espaço para discussão de dificuldades na relação profissional de saúde e pessoa/família. Atividades coletivas • Auxiliar as equipes de SF a desenvolverem ações coletivas com as gestantes, puérperas e pais ou cuidadores, tais como grupos de gestante, de puericultura, oficinas, entre outros, com foco nos aspectos psíquicos desse período; • Realizar, em conjunto com as equipes SF, orientações sobre medicação de uso contínuo: uso adequado, importância da continuidade do tratamento nas doenças mentais crônicas, efeitos adversos, interações medicamentosas, entre outras. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Ações clínicas • Auxiliar na identificação, acolhimento e atendimento de mulheres/famílias que não aceitam/planejaram a gravidez; • Possibilitar a construção de projetos de dectecção precoce de situações de sofrimento psíquico em mulheres em idade fértil, gestação e puerpério, bem como desenvolver ações de prevenção e promoção em saúde mental e de contracepção se desejado; • Realizar atendimento psiquiátrico, compartilhados ou não, para mulheres emidade fértil, gestantes, puérperas, quando a situação necessitar. Para isso, torna-se necessário organizar conjuntamente com a equipe de SF os critérios para tais atendimentos e cada caso deve ser discutido e pactuado com a equipe de SF; Núcleo de Apoio a Saúde da Família • Auxiliar na identificação, acolhimento e atendimento de mulheres que apresentam sinais de depressão e psicose pós-parto; • Orientar sobre o uso de medicamentos utilizados em sofrimento psíquico na gestação e puerpério; • Orientar sobre o uso de medicamentos utilizados em sofrimento psíquico de crianças menores de cinco anos quando necessário; • Identificar a síndrome alcoólico-fetal, com o objetivo de realizar intervenções 50 precoces, para a dupla mãe-filho;
  • 52.
    • Apoiar asequipes de SF no diagnóstico e condutas de tratamento de gestantes e puérperas com transtornos mentais, uso e abuso de álcool e outras drogas, risco de suicídio, entre outras. Exemplos: manejo de crise, avaliação de risco de suicídio, exame do estado mental, entre outros. Acupuntura Articulações no território/Espaços educativos • Subsidiar as equipes SF com os conhecimentos advindos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), visando promover o acesso e a integralidade da atenção, ampliando a concepção do processo saúde/doença e as ferramentas para abordagem no cuidado materno/infantil; • Contribuir no acompanhamento e execução de atividades educativas pautadas pelos princípios da MTC, para os profissionais de saúde e grupos de usuários. Atividades coletivas • Atuar com as equipes SF em grupos de apoio a mulheres tabagistas, obesas, com quadros de ansiedade, depressão, alergias e dependentes químicas, visando especialmente a redução da mortalidade materna e o risco de RN com baixo peso ao nascer; • Atuar de forma interdisciplinar em grupos de promoção da saúde de gestantes, utilizando-se das técnicas terapêuticas da MTC, tais como a meditação, o tai chi chuan, o shiatsu, o Tui Na e o massageamento; promovendo o bem-estar e aqualidade de vida materno-infantil. Ações clínicas • Acompanhar, de forma articulada com as equipes de SF, as mulheres no período gestacional, parto e puerpério que optarem pelo tratamento com as práticas da MTC, tais como acupuntura, moxa, fitoterapia, entre outras, com os agravos Of icina de Qualificação do NASF específicos desse grupo, tais como a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) e hiperemese gravídica, assim como as portadoras de patologias crônicas ou agudas, prevalentes na população local; • Promover ações integradas com as equipes de SF, com as mães e os recémnascidos, Capítulo III tais como a shantalla a fim de fortalecer o vínculo mãe-bebê; • Acompanhar os recém-nascidos que tiverem indicação de tratamento com a MTC/acupuntura para as doenças agudas prevalentes nessa faixa etária, tais 51 como doenças alérgicas, respiratórias infecciosas e/ou inflamatórias, síndromes
  • 53.
    diarréicas, entre outras,que epidemiologicamente contribuem para o aumento da mortalidade nessa faixa etária. Ginecologia e obstetricia Articulações no território/Espaços educativos • Desenvolver ações educativas, junto às equipes de SF, respeitando a estrutura dos serviços e o perfil epidemiológico locais, tais como: treinamentos técnicos (ex.: inserção de DIU etc.). • Promover em conjunto com a equipe de SF ações de preparação da gestante para o parto natural. Atividades coletivas • Desenvolver, junto com as equipes SF, grupo de gestantes, planejamento familiar e outros de acordo com a necessidade local. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Ações clínicas • Apoiar as equipes de SF na implementação de estratégias de redução de abstenção às consultas de pré-natal e busca ativa dessas gestantes; • Apoiar as equipes de SF no estabelecimento de rotina de classificação de risco dos pré-natais realizados; • Contribuir com as equipes de SF para o estabelecimento e/ou consolidação de uma linha de cuidado à gestante de alto risco, considerando a rede de serviços locorregional (unidades de saúde, sistema de regulação, serviços de remoção etc.). Homeopatia Núcleo de Apoio a Saúde da Família Articulações no território/Espaços educativos • Subsidiar as equipes SF com os conhecimentos advindos da homeopatia, visando promover o acesso e a integralidade da atenção, ampliando a concepção do processo saúde/doença e as ferramentas para abordagem no cuidado materno/infantil; • Contribuir no acompanhamento e execução de atividades educativas pautadas pelos princípios da homeopatia, para os profissionais de saúde e grupos de 52 usuários.
  • 54.
    Atividades coletivas • Atuar com as equipes SF em grupos de apoio a mulheres tabagistas, obesas, com quadros de ansiedade, depressão, alergias e dependentes químicas, visando especialmente a redução da mortalidade materna e o risco de RN com baixo peso ao nascer. Ações clínicas • Auxiliar as eSF nas ações de prevenção e tratamento dos principais agravos da gestação, parto, puerpério e ao recém-nascido de forma integrada, de acordo com a prevalência local, com ênfase nos grupos de maior vulnerabilidade. Educação Física Articulações no território/Espaços educativos • Desenvolver ações educativas para discutir com os profissionais a importância da atividade física na gestação; • Auxiliar os profissionais das equipes quanto à compreensão do processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às atividades físicas; • Proporcionar espaços educativos para discutir com os profissionais da Saúde da Família a importância da atividade física no desenvolvimento infantil saudável. • Orientar as mães sobre auto-massagens e massagem para o bebê, por exemplo, para cólicas. • Desenvolver ações educativas que proporcionem o conhecimento das gestantes com relação a necessidade da atividade física no desenvolvimento infantil. Atividades coletivas Of icina de Qualificação do NASF • Realizar, junto com as equipes de SF, grupos de atividade física voltados para a gestante e para crianças, contribuindo com o controle do peso, reeducação postural, aumento de resistência, manutenção do tônus muscular, fortalecimento e flexibilidade dos músculos. Capítulo III Ações clínicas 53 • Realizar, junto com as equipes SF, avaliação de mulheres gestantes para a prática de atividade física regular;
  • 55.
    • Junto coma equipes SF, Informar a importância da atividade física no pré natal; • Realizar e orientar, junto com as equipes SF, práticas de atividades físicas agradáveis e seguras para gestantes e puérperas, respeitando a individualidade de cada uma; • Realizar e orientar, junto com as equipes SF, exercícios de postura para a gestante,prevenindo dores na coluna, edemas, câimbras, entre outras; • Realizar, junto com as equipe SF, orientações sobre exercícios preparatórios para o parto; • Realizar alongamentos dos Membros Inferiores e Superiores para estimulação da circulação e prevenção de câimbras; • Orientar em conjunto com as equipe SF a realização de exercícios físicos para fortalecimento da musculatura do períneo e relaxamento pré e pós-parto. Fisioterapia MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Articulações no território • Identificar no território, juntamente com a equipe de Saúde da Família, as crianças menores de cinco anos com: deficiência funcional, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor normal e com complicações respiratórias recorrentes; • Realizar ações que facilitem a inclusão de pessoas com deficiência funcional na escola, no trabalho e ambiente social, favorecendo a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas; • Instrumentalizar as equipes de SF para identificação precoce de atrasos dedesenvolvimento neuropsicomotor normal; • Realizar, conjuntamente com as equipes SF, o fortalecimento da articulação com as equipes de Centros de Reabilitação e outros serviços da rede de reabilitação, e Núcleo de Apoio a Saúde da Família também com outros pontos da rede de atenção, para um trabalho integrado nos casos necessários. Espaços educativos • Orientar, por meio de atividades educativas, mecanismos de proteção articular e muscular, conservação de energia para o desenvolvimento das atividades da vida diária das gestantes, como: levantar da cama, sentar, dormir, tarefas domésticas, varrer, levantar objetos, assim como prevenção de quedas; 54
  • 56.
    • Orientar, pormeio de atividades educativas, o processo de desenvolvimento motor normal e sinais de alerta de acordo com os marcos de desenvolvimento infantil; • Apoiar as equipes de SF para a realização de atividades educativas sobre os cuidados relacionados às afecções respiratórias no âmbito domiciliar e social. • Realizar atividades educativas sobre as mudanças anatômicas e funcionais do início ao final da gestação e sobre a importância da preparação para o parto normal. Atividades coletivas • Realizar, com as equipes de SF, grupos de gestantes e crianças para o incentivo da prática de exercícios físicos das gestantes, contribuindo para o controle do peso, reeducação postural, aumento de resistência, manutenção do tônus muscular, fortalecimento e flexibilidade dos músculos; • Estimular a interação e vinculo mãe-bebê por meio do reconhecimento e contato corporal em conjunto com a psicologia (ex.: shantala e hidroterapia). • Realizar, em conjunto com as equipes SF, ações educativas (inclusive nos grupos) de estímulo ao parto normal, oferecendo orientações sobre exercícios respiratóriose de fortalecimento das musculaturas pélvica e abdominal. Ações clínicas • Auxiliar as equipes SF na realização de encaminhamentos, quando necessário, para serviços de reabilitação da rede para aquisição de tecnologias assistivas, favorecendo a acessibilidade e melhoria da qualidade de vida caso a criança apresente alguma deficiência; • Auxiliar, apoiar, acolher e orientar às famílias, principalmente no momento do diagnóstico, para manejo das situações oriundas da deficiência; • Orientar, em conjunto com a equipe, as gestantes e puérperas sobre posturas antes e após o parto, posicionamentos e alongamentos, prevenindo e aliviando edemas de Of icina de Qualificação do NASF membros inferiores e lombalgias, assim como a realização de exercícios respiratórios, exercícios para períneo e relaxamento no pré e pósparto, possibilitando conforto e bem-estar na gestação e na amamentação; • Utilizar recursos e técnicas fisioterapêuticas para tratamento de crianças menores Capítulo III de cinco anos, gestantes e puérperas, quando necessário; • Realizar, com as equipes SF, atividades voltadas para a prevenção e tratamento das dores na coluna, edemas, câimbras, entre outras; 55
  • 57.
    • Orientar, emvisita domiciliar, o familiar ou o cuidador de crianças com deficiência funcional severa (restrito ao leito), sobre os cuidados com o posicionamento e o manejo dessas crianças, visando prevenção de deformidades e complicações respiratórias. 3.3 DOCUMENTO DE AÇÕES DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DA GESTÃO COM IMPACTO NAS CAUSAS EVITÁVEIS DE MORTALIDADE INFANTIL Não se pode perder de vista que qualquer local do sistema de saúde e outros espaços sociais se colocam como oportunidade de cuidado e devem prestar atenção integral à criança, além de envolver/demandar a atuação da equipe de saúde da família ou da Unidade Básica de Saúde. (BRASIL, 2004) Este documento tem o objetivo de auxiliar na organização do processo de trabalho das MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica equipes de Saúde da Família e orientar a gestão da atenção primária na redução da mortalidade infantil. As ações encontram-se divididas segundo o grupo de causas evitáveis de Mortalidade Infantil com o intuito de contribuir para o planejamento de ações voltadas a cada um dos grupos. Pretende também, orientar os profissionais do NASF sobre as ações das equipes de SF na redução da mortalidade infantil. 3.3.1 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações de imunoprevenção: profissionais das equipes de saúde da família • Manter o cadastro das crianças menores de 1 ano atualizado; • Ampliar a cobertura vacinal em menores de 1 ano realizando a busca ativa de Núcleo de Apoio a Saúde da Família faltosos e o registro das vacinas aplicadas; • Completar o esquema básico de vacinação da criança; • Desenvolver ações de sensibilização para a comunidade, sobre a temática de imunização; • Vacinar 100% da população menor de 1 ano do território de abrangência da equipe, nos municípios de área endêmica e de área de transição contra febre amarela; • Aproveitar a oportunidade da presença da gestante e de crianças para atualização das vacinas, durante grupos, consultas e outras ações que são realizadas por todos 56 os profissionais de saúde da UBS;
  • 58.
    • Verificar, obrigatoriamente,a situação vacinal das gestantes e crianças nas visitas domiciliares e consultas; • Realizar a vacinação anti-tetânica, nas próprias unidades da SF; • Monitorar a cobertura vacinal das gestantes e menores de 1 ano acompanhados pelas ESF através do cartão da gestante e dacriança. • Aumentar o acesso da mulher no período pré-concepcional à vacina da rubéola e da gestante às vacinas preconizadas para o período; • Monitorar e avaliar as ações de imunoprevenção. GESTÃO • Garantir imunobiológicos, infra-estrutura adequada, recursos humanos qualificados, estruturação de rede de frio e definição de fluxo das ações de imunização levando em consideração o princípio da acessibilidade da população, dando preferência para a realização das ações de imunização na atenção primária; • Garantir espaços de educação permanente voltados para a qualificação das ações de imunoprevenção; • Garantir o acesso às ações de imunoprevenção durante todo horário de funcionamento da UBS; • Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de imunoprevenção assim • como pactuar as metas com as equipes de SF. 3.3.2 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à mul her na gestação PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA Of icina de Qualificação do NASF • Manter o cadastro de gestantes atualizado; • Conhecer o número de gestantes da área de abrangência, programar e avaliar as ações de saúde (pré-natal, exames, pré-natal alto risco, assistência ao parto); • Ofertar o pré-natal com médico e enfermeiro para todas as gestantes garantindo Capítulo III minimamente 6 consultas. Dentre as consultas previstas deve-se atentar para a importância da captação precoce (1º trimestre) e para o acompanhamento da gestante até o momento do pré-parto/parto visando evitar sofrimento fetal por pós-datismo. 57 Realizar consultas na seguinte freqüência: consultas mensais até 36 semanas, quinzenais
  • 59.
    de 36 a38 semanas e semanais de 38 a 41 semanas. A partir de 41 semanas a gestante deve ser encaminhada para maternidade, independente de ter iniciado trabalho de parto; • Realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal; • Garantir o acolhimento e acompanhamento da gestante na unidade básica de saúde; • Realizar a consulta de puerpério; • Ofertar medicamentos necessários; • Diagnosticar, tratar/controlar as intercorrências clínicas na gestação e/ou doenças crônicas, tais como diabetes e hipertensão; • Identificar gestantes de risco (anexo 1- deste capítulo); e encaminhá-las para atendimento no pré-natal de alto risco realizando a coordenação do cuidado destas últimas; • Ofertar atenção à gestante adolescente conforme suas especificidades, incluindo sua rede social de apoio. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Manter cartão da gestante, prontuário e registro de atendimento completos e atualizados; • Realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno, ao parto normal, hábitos saudáveis de vida; orientar sobre sinais de alerta na gravidez, cuidados com recém-nascido; riscos de acidentes, papéis sociais após a maternidade, elaboração de projeto de vida, relação familiar entre outros. Sobre a importância da consulta de puerpério, do planejamento familiar; direitos da gestante e do pai, sobre alimentação visando o peso ideal, os riscos do tabagismo, o uso rotineiro de álcool e outras drogas, uso de medicamentos, significado entre outros. Estas práticas podem ser realizadas de forma individual ou coletiva através de grupos de gestantes, sala de espera, intervenções comunitárias, entre outros; • Realizar ações que enfoquem o fortalecimento da família, desenvolvimento de projeto Núcleo de Apoio a Saúde da Família de vida, levando em consideração os sentidos atribuídos a gestação pela família e pela comunidade. • Acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação, orientar sobre alimentação saudável durante a gestação e avaliar o estado nutricional da gestante; • Acolher a gestante vítima de qualquer tipo de violência, encaminhando-a para o atendimento adequado caso necessite (fluxo local); • Identificar gestante dependente de álcool e outras drogas que coloquem em risco a gestação e prestar atenção diferenciada; 58
  • 60.
    • Identificar gestanteportadora de transtornos mentais e prestar atenção diferenciada; • Facilitar a vinculação com a maternidade para o parto informando a gestante sobre sua referência bem como incentivando sua visita à maternidade; • Identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano; • Prestar atenção humanizada; • Adotar estratégias de incentivo à realização do pré-natal como, por exemplo, campanhas de mídia, utilizar a sala de espera, cartazes entre outros. • Orientar o Agente Comunitário de Saúde para a identificação de gestantes em seu território sem a realização de consultas de pré-natal; • Investigar imunização contra rubéola e hepatite B antes da gestação. • Aconselhar a realização do teste anti-HIV. Nos casos positivos, esclarecer sobre o risco de transmissão vertical e oferecer os tratamentos disponíveis; • Investigar para sífilis. Nos casos positivos, tratar a mulher e seu parceiro para evitar sífilis congênita; • Utilizar protocolos clínicos de atenção à gestante; • Construir projeto terapêutico e parcerias intra e intersetoriais para suporte às gestantes com vulnerabilidade sócio-econômicas. • Orientar a gestante (e sua família) para que leve consigo o cartão da gestante onde quer que vá. • Monitorar e avaliar as ações de atenção a saúde da mulher na gestação. GESTÃO • Organizar a rede para a oferta das consultas de pré-natal de risco habitual e alto Of icina de Qualificação do NASF risco, de fácil acesso para as gestantes pactuando os fluxos entre APS, ambulatórios de especialidades e maternidade. • O município/estado deve encontrar formas de qualificar os profissionais para o acompanhamento de situações de risco habitual e identificação de casos de alto Capítulo III risco para encaminhamento aos centros de referência. O NASF deve participar deste processo de qualificação dos profissionais da AP, com um olhar de troca de saberes e experiências, assim como participar de ações de educação permanentes 59 do município.
  • 61.
    • A gestãomunicipal/estadual deve garantir os exames de rotina para todas as gestantes (de acordo com protocolos clínicos) e o retorno dos resultados em tempo oportuno bem como os equipamentos, materiais e demais insumos para o adequado acompanhamento da mulher na gestação; • Implantar protocolos de atenção à gestante ; • Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de atenção a saúde da mulher na gestação assim como pactuar as metas com as equipes de SF. 3.3.3 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção à mul her no parto PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA • Facilitar o acesso da gestante ao hospital de referência para a realização do parto, • Orientar a mulher em relação a seus diretos enquanto gestante (possibilidade de visitar a maternidade, de ter acompanhante durante o parto), MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Orientar o acompanhante escolhido pela mulher sobre situações que envolvem o préparto, parto e pós-parto e cuidados com o recém-nascido, • Orientar a gestante (e sua família) para que leve consigo o cartão da gestante onde quer que vá. GESTÃO • Garantir vinculação das parteiras juntos às equipes, com estratégias de qualificação, • Organizar a rede para a vinculação do pré-natal ao local de parto. 3.3.4 Ações de impacto nas causas evitáveis por adequada atenção Núcleo de Apoio a Saúde da Família ao recém-nascido PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA • Conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto; • Realizar a 1ª consulta do binômio mãe-bebê na primeira semana de vida desenvolvendo a “Primeira Semana de Saúde Integral”: 60
  • 62.
    • Checar eorientar sobre o registro de nascimento, verificar o cartão da criança, condições de alta da maternidade, unidade de assistência ao recém-nascido; realizar a avaliação da saúde da puérpera; realizar a avaliação e identificação da alimentação, avaliação e orientação para o aleitamento materno – ressaltar a importância do aleitamento materno por 2 anos, sendo exclusivo nos primeiros 6 meses; observação e avaliação da mamada no peito para garantia do adequado posicionamento e pega da aréola; avaliação da mama puerperal e orientação quanto à prevenção das patologias, enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano; verificar ou realizar o teste do pezinho e da orelhinha; aplicar as vacinas (BCG e contra hepatite para o recém nascido, dupla tipo adulto e tríplice viral para a mãe, se necessário), realizar visita domiciliar e agendar a consulta para o recém- nascido e para a puérpera . As equipes de saúde devem estar atentas às crianças que não comparecerem à Unidade de Saúde • Avaliar a rotina familiar, a qualidade dos vínculos e a rede de cuidado com a qual a puérpera pode contar. • Avaliar a relação mãe-bebê, o significado da chegada da criança na família, a relação do casal e outros aspectos psicoafetivos que envolvem a família. • Realizar a avaliação do RN e a identificação da criança de risco ao nascer* procurando programar consultas para este grupo. • Realizar ações de Educação em saúde/Promoção de saúde: orientação quanto ao cuidado ao recém-nascido, licença maternidade e paternidade, importância do aleitamento materno, imunização entre outros. • Orientar ACS para a identificação de puérperas e recém nascidos em seu território sem acesso as ações de puericultura, • Utilizar protocolos clínicos de atenção ao recém nascido; • Evitar práticas que gerem sentimento de exclusão para as mulheres que não realizem o aleitamento materno; • Ofertar práticas que garantam uma alimentação saudável para as crianças que não recebam aleitamento materno, Of icina de Qualificação do NASF • Monitorar e avaliar as ações de atenção ao recém nascido na APS. • A criança e os fatores de risco ao nascer:* • residente em área de risco; • baixo peso ao nascer (< 2.500 g); Capítulo III • prematuros (< 37 semanas de idade gestacional); • asfixia grave (apgar < 7 no 5.º minuto de vida); • crianças internadas ou com intercorrências na maternidade ou em unidade de assistência ao recém-nascido; 61
  • 63.
    orientações especiais à alta da maternidade/unidade de cuidados do recém-nascido; • recém-nascido de mãe adolescente (< 18 anos); • recém-nascido de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo); • história de morte de crianças < 5 anos na família; • mãe com história de sofrimento psíquico prévio ou atual; • grande para idade gestacional; • fatores de risco para deficiências; • mulher acima de 35 anos com comorbidade. GESTÃO • Estreitar o contato-vinculação da UBS com o hospital de referência para que a equipe de Saúde da Família possa realizar a marcação da 1ª consulta do binômio mãe-bebê logo após a saída da maternidade, assim como realizar a busca ativa, caso não compareçam para acompanhamento; • Implantar protocolos de atenção ao RN na atenção primária; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Garantir o acesso para referência especializada de recém-nascidos de alto risco com o estabelecimento compartilhado entre os diversos pontos de atenção e divulgação de fluxos de referência e contra-referências; • Oferecer educação permanente sobre temas que envolvam o cuidado materno infantil; • Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de atenção ao recém nascido na APS assim como pactuar as metas com as equipes de SF. 3.3.5 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de diagnóstico e tratamento Núcleo de Apoio a Saúde da Família PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA • Ofertar consultas de puericultura programadas para menores de 1 ano. Podem ser oferecidas consultas individuais e coletivas. O início precoce das consultas, de preferência no primeiro mês de vida, e a realização de, pelo menos, sete consultas no primeiro ano de vida são metas desejáveis na assistência à criança (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1992) ; • Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos realizando 62 a avaliação integral da saúde da criança, que envolve o registro, no Cartão da
  • 64.
    Criança e noprontuário, de avaliação do peso, altura, desenvolvimento, vacinação e intercorrências, o estado nutricional, bem como orientações à mãe/família/cuidador sobre os cuidados com a criança (alimentação, higiene, vacinação, estimulação e aspectos psicoafetivos) em todo atendimento. O seguimento da criança deverá ser realizado visando estreitar e manter o vínculo da criança e da família com o serviço de saúde, propiciando oportunidades de abordagem para a promoção da saúde, de hábitos de vida saudáveis, vacinação, prevenção de problemas e agravos e provendo o cuidado em tempo oportuno; • Realizar busca ativa de crianças faltosas às consultas de puericultura e de acompanhamento do peso e crescimento; • Orientar os ACS para a identificação de menores de 5 anos em seu território sem acesso a serviços de saúde; • A equipe de Saúde da Família deverá identificar a criança com risco adquirido/associado e prestar atenção diferenciada e ações de vigilância em saúde dos seguintes casos: - crianças que não compareceram à unidade de saúde na primeira semana de vida para o teste do pezinho; - menor de 1 ano sem acompanhamento; - menor de 6 meses que não mama no peito; - desnutrido ou criança com ganho de peso insuficiente ou com perda de peso recente sem acompanhamento; - egresso hospitalar (prioridade para o < 5 anos); - crianças com atendimento freqüente em serviços de urgências; - criança com asma sem acompanhamento; - crianças com vacinas em atraso; - riança vítima de violência doméstica; - criança explicitamente indesejada; - criança com diarréia persistente ou recorrente; - criança com anemia ou sinais de hipovitaminose A; - história de desnutrição nas outras crianças da família; Of icina de Qualificação do NASF - criança com sobrepeso/obesidade; - mãe sem suporte familiar/social; - família sem renda; - mãe/pai/cuidador com problemas mentais ou portadores de deficiência, Capítulo III impossibilitando o cuidado da criança; - mãe/pai/cuidador em dependência de álcool/drogas; - mãe adolescente e analfabeta; 63 - outros que a equipe identifique como risco.
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    • Disponibilizar acaderneta de saúde da criança e realizar todos os registros pertinentes à saúde integral da criança; • Facilitar o acesso dos menores de 5 anos à unidade de saúde por meio das consultas programadas e de demanda espontânea; • Orientar os ACS para que, ao visitar as famílias com crianças menores de 5 anos, possam suspeitar de algumas situações de risco e realizar os devidos encaminhamentos; • Utilizar protocolos clínicos de atenção à saúde da criança; • Monitorar e avaliar as ações de diagnóstico e tratamento da criança na APS. GESTÃO • O município/estado deve encontrar formas de qualificar os profissionais da Atenção Primária para a identificação e adequado manejo das patologias mais prevalentes na criança menor de 5 anos. O NASF deve participar deste processo de qualificação e apoio dos profissionais da APS assim como das atividades de educação permanente; • Implantar linhas de cuidado de atenção à criança menor de 5 anos; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Definir os indicadores prioritários para avaliar as ações de diagnóstico e tratamento da criança na APS assim como pactuar as metas com as equipes de SF. 3.3.6 Ações de impacto nas causas evitáveis por ações adequadas de promoçãoà saúde, vinculadas a ações adequadas de atenção à saúde PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA • Realizar ações de Educação em saúde/Promoção de saúde: orientação quanto ao cuidado ao recém-nascido e ao menor de 1 ano, direitos da gestante, importância Núcleo de Apoio a Saúde da Família do aleitamento materno, do acompanhamento da gestante, da puérpera e do menor de 5 anos pela UBS, realização das vacinas, alimentação saudável, higiene bucal, riscos de acidentes, papéis sociais após a maternidade, elaboração de projeto de vida, relação familiar entre outros. Estas ações podem ser realizadas na UBS coletivamente ou de forma individual e na comunidade (escolas, associações comunitárias, entre outras); • Realizar ações de orientação quanto à prevenção de acidentes domésticos (quedas, exposição ao fumo, ao fogo e às chamas, envenenamento, intoxicação, exposição à 64 corrente elétrica entre outros), afogamentos e acidentes de transporte;
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    • Identificar, acolher,atender e acompanhar gestantes, crianças e famílias vítimas de violência (abandono, negligência, violência física, violência sexual etc), em situação de risco social ou afetivo-cultural, bem como articular com a rede ações de prevenção e promoção da cultura da paz; • Monitorar e avaliar as ações de promoção, vinculadas as ações adequadas de atenção à saúde na APS. GESTÃO • Apoio e estímulo da gestão as atividades de promoção da saúde, • Definir os indicadores e ou marcadores prioritários para avaliar as ações de promoção, vinculadas as ações adequadas de atenção à saúde na APS assim como pactuar as metas com as equipes de SF. 3.3.7 Fatores de risco e situações em que deve ser considerado o encaminhamento ao pré-natal de alto risco ou avaliaçãocom especialista Fatores de risco na gravidez atual • Idade menor que 15 e maior que 35 anos; • Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse; • Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de adolescente; • Situação conjugal insegura; • Baixa escolaridade (menor que cinco anos de estudo regular); • Condições ambientais desfavoráveis; Of icina de Qualificação do NASF • Altura menor que 1,45 m; • Peso menor que 45 kg ou maior que 75 kg; • Dependência de drogas lícitas ou ilícitas. Capítulo III • Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico; • Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada; 65 • Ganho ponderal inadequado;
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    • Pré-eclâmpsia/eclâmpsia; • Amniorrexe prematura; • Hemorragias da gestação; • Isoimunização Rh; • Óbito fetal. História reprodutiva anterior • Morte perinatal explicada ou inexplicada; • Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado; • Abortamento habitual; • Esterilidade/infertilidade; • Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos; MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • Nuliparidade e multiparidade; • Síndromes hemorrágicas; • Pré-eclâmpsia/eclâmpsia; • Cirurgia uterina anterior; • Macrossomia fetal. Patologias clínicas crônicas • Cardiopatias; • Pneumopatias; Núcleo de Apoio a Saúde da Família • Nefropatias; • Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus); • Doenças hematológicas; • Hipertensão arterial crônica moderada ou grave e/ou fazendo uso de anti- hipertensivo; • Infecção urinária; 66 • Portadoras de doenças infecciosas (hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV,
  • 68.
    sífilis e outrasDST); • Doenças neurológicas, como a epilepsia; • Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento; • Doenças auto-imunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses); • Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras). Of icina de Qualificação do NASF Capítulo III 67
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    Referências • ANDRADE, L.O. M. SUS passo a passo. Normas, gestão e financiamento. São Paulo: Hucitec, 2001. • ANDRADE, L. O. M.; BARRETO, I. C. H. C.; FONSECA, C. D. A Estratégia Saúde da Família. In: DUNCAN, B. B.; SCHMIDT, M. I.; GIUGLIANI, E. R. J. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2004. • AYRES, J. R. C. M. et al. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de saúde: novas perspectivas e desafios. In: CZERESNIA, D.; FREITAS, C. M. (Orgs). Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. p. 117-140. • BRASIL. Ministério da Saúde. Agenda de compromissos para a saúde integral da criança e redução da mortalidade infantil. Brasília, 2004. • ______. Ministério da Saúde. Diretrizes de acompanhamento e apoio técnico. PROESF/ Fase 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. • ______. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008. Credencia municípios conforme quantitativo e modalidade definidos, para receber o incentivo financeiro aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF. 2008c. • ______. Ministério da Saúde. Guia de alimentação complementar para crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. (Série A. Normas e Manuais Técnicos, n. 107) • ______. Ministério da Saúde. Matriz de ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica de Diretrizes do NASF. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 160 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos de Atenção Básica, n. 27) • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. 4. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 68 p. (Série E. Legislação de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006, v. 4) Of icina de Qualificação do NASF • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Clínica ampliada: equipe de referência e projeto terapêutico singular. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4. Bibliografia ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2008d. • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 52 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006, v. 7) 69
  • 71.
    • CAMPOS, G.W. S. Saúde pública e saúde coletiva: campo e núcleo de saberes e práticas. Ciência & Saúde Coletiva, v. 5, n. 2, p. 219-230, 2000. • CAMPOS, G. W. S. Saúde pública e saúde coletiva: campo e núcleo de saberes e práticas. Campinas: UNICAMP. No prelo. • CAMPOS, G. W. S.; DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 399-407, fev. 2007. • CAMPOS. G. W. S. Equipes de referência e apoio especializado matricial: um ensaio sobre a reorganização do trabalho em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, 1999. • CARVALHO, S. R.; CUNHA, G. T. A gestão da atenção na saúde: elementos para se pensar a mudança da organização na saúde. In: CAMPOS, G. W. S.; MINAYO, M. C. S.; AKERMAN, M.; DRUMOND JUNIOR, M.; CARVALHO, Y. M. (Org.). Tratado de saúde coletiva. São Paulo: Hucitec/ Editora Fiocruz, 2006. v. 170. p. 837-868. • CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE. Disponível em: <http://www.fredericowestphalen. rs.gov.br/>. Acesso em: 09 out. 2008. • CUNHA, G. T. A construção da clínica ampliada na atenção básica. São Paulo: Hucitec, 2005. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica • MATTOS, R. A. Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca dos valores que merecem ser defendidos. In: PINHEIRO, R.; MATTOS, R. A. (Org.). Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: Abrasco, 2001. p. 39-64. • MENDES, E. V. A descentralização do sistema de serviços de saúde no Brasil: novos rumos e um outro olhar sobre o nível local. In: MENDES, E. V. (Org). A organização da saúde no nível local. São Paulo: Hucitec, 1998. p. 17. • MINOZZO, Fabiane; REIS, Clarice; VIDAL, Ávila Teixeira; CEOLIN, Marcelina; BENEVIDES, Iracema. Avaliação para a Melhoria da Qualidade na Estratégia Saúde da Família: reflexões sobre a integralidade do cuidado em saúde. In: PINHEIRO, Roseni; MATTOS, Rubens Araujo de. Ateliê do cuidado: trabalhos completos / VII Seminário do Projeto Integralidade: saberes e práticas no cotidiano das instituições de saúde; organizadores. Rio de Janeiro: UERJ/IMS/ LAPPIS: CEPESC: ABRASCO, 2008. ISBN: 978-85-89737-47-0. • MORAES, B. M. Desafios e possibilidades de atuação da terapia ocupacional no Núcleo de Apoio a Saúde da Família Sistema Único de Saúde: uma visão clínica e política da equipe gestora de saúde e de terapeutas ocupacionais do município de Sobral. [s.l.]: [s.n], 2007. • OLIVEIRA, G. N. O projeto terapêutico e a mudança nos modos de produzir saúde. São Paulo: Hucitec, 2008. • PAGANI. R. Preceptoria de território: novas práticas e saberes na estratégia de educação permanente em Saúde da Família: o estudo do caso de Sobral-Ceará-Brasil. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação Médica) – Escola Nacional de Saúde Pública Havana, Cuba. 2006. • RANGEL, Roberta. A fonoaudiologia atuando no NASF. Disponível em: < http://www. 70 fonoaudiologia.org.br/>.
  • 72.
    • SALES, I.C.; PAGANI, R. A preceptoria de território na estratégia e saúde da família em Sobral/Ce: desafi os políticos, teóricos e metodológicos de uma experiência. SANARE – 10 anos do saúde da família, [S.l.], n. 1, p. 41-6, jan./mar. 2004. • SANTOS, M. O País distorcido. O Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo Publifolha. 2002. p. 33. • STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Of icina de Qualificação do NASF Bibliografia 71
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    ANEXOS Anexo A - KIT MINISTÉRIO DA SAÚDE É dividido em duas partes uma individual, distribuída para cada participante da oficina e um kit coletivo para cada equipe de NASF e para a coordenação de APS/NASF. Compõem os kits: Individual: 1. Um CAB do NASF 2. Um CD com todas as publicações do DAB ( inclusive os textos de apoio da oficina) 3. O Manual da oficina de qualificação do NASF Coletivo: 1. Um CD - APS Agora mais que nunca 2. Uma apostila de textos de apoio da oficina 3. Revistas da Saúde da Família Anexo B - KIT ESTADUAL MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica É composto pelos materiais didáticos da oficina (caneta, pasta, bloco...) , pelo estudo de caso usado na oficina e pelos instrumentos de avaliação (Pré e Pós Teste, Avaliação formal da oficina, Projeto de Multiplicação, Projeto de Intervenção/Modelo Lógico Simplificado). Anexo C - INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA OFICINA A - RELATÓRIO DE ATIVIDADE 1. Identificação Núcleo de Apoio a Saúde da Família 72
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    2. O objetivofoi atingido? Sim Sim, parcialmente Não 3. Descrição sucinta dos seguintes aspectos: 1) Como ocorreram as discussões teórico-conceituais com o grupo? 2) Aborde objetivamente como foi a participação dos profissionais nas discussões e nos trabalhos em grupos? 3) Descreva brevemente as principais potencialidades e fragilidades da oficina Of icina de Qualificação do NASF 4) Resumo do pré e pós teste Anexos 73
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    5) Descreva osencaminhamentos referentes à multiplicação das oficinas nos espaços de trabalho dos profissionais do NASF 6) Faça uma síntese do Projeto de intervenção, por município, para a redução da mortalidade infantil. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Núcleo de Apoio a Saúde da Família 74
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    B - Instrumentopara definição de responsabilidades no estado Estado: Coordenação Responsável: Data: 1. A Secretaria de Estado da Saúde definiu um técnico de referência para monitorar a implantação/implementação do processo de qualificação dos profissionais dos NASF? Sim Não Se sim, registre, Nome: Fone: ( ) Endereço eletrônico: 2. A Secretaria de Estado da Saúde tem ações em andamento de apoio técnico e monitoramento do processo de trabalho dos NASF junto aos municípios? Sim Não Se sim, descreva a. b. c. 3. Quais estratégias o estado está usando para acompanhar o desenvolvimento das oficinas de qualificação do NASF nos municípios? 4. Neste processo de acompanhamento quais as fortalezas e as fragilidades encontradas? Como o estado tem apoiado os municípios nestes pontos? C - Instrumento para que os participantes da oficina organizem a multiplicação dos temas nos seus locais de trabalho Multiplicação dos Temas das Oficinas Espaços/ Temas Of icina de Qualificação do NASF Metodologia Responsáveis Quando/Tempo momentos Centrais Anexos 75
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    D. Projeto deintervenção MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica E. Pré Teste: O Pré teste tem o objetivo de analisar sucintamente o conhecimento dos participantes sobre o tema da oficina. Essa avaliação não visa medir conhecimento, apenas para nortear os facilitadores para a condução da oficina e permitir que ela se adapte a cada realidade onde as mudanças possam ser feitas de acordo com a necessidade de cada grupo. PRÉ TESTE Descreva brevemente qual o seu conceito de Atenção Primaria à Saúde e quais são seus atributos. Núcleo de Apoio a Saúde da Família Escreva o que você é para você linha de cuidado. 76
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    Sucintamente aborde oque você entende por redes de atenção a saúde. O que você entende por apoio matricial a Equipe Saúde da Família? Descreva as principais ferramentas de apoio ao desenvolvimento do processo de trabalho dos profissionais do NASF e de que forma as ações podem ser organizadas junto às equipes de Saúde da Família. Como o NASF junto às Equipes de SF pode contribuir para o cuidado...(do tema central da Of icina de Qualificação do NASF oficina)? Anexos 77
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    F. Pós-teste: O Pós teste tem o objetivo de analisar a apreensão de conhecimento do grupo em relação aos temas discutidos na oficina, e serve como uma forma de analisar a oficina como um todo. Descreva brevemente qual o seu conceito de Atenção Primaria à Saúde e quais são seus atributos. Escreva o que você é para você linha de cuidado. MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Sucintamente aborde o que você entende por redes de atenção a saúde. O que você entende por apoio matricial a Equipe Saúde da Família? Núcleo de Apoio a Saúde da Família Descreva as principais ferramentas de apoio ao desenvolvimento do processo de trabalho dos profissionais do NASF e de que forma as ações podem ser organizadas junto às equipes de Saúde da Família. 78
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    Como o NASFjunto às Equipes de SF pode contribuir para o cuidado...(do tema central da oficina)? G. Avaliação da Oficina do NASF 1) Preencha o quadro abaixo com o valor correspondente à sua opinião, na escala crescente de 1 (Ruim), 2 (Regular), 3 (Bom) e 4 (Muito Bom) 1 2 3 4 Adequação do tempo da oficina para o desenvolvimento de suas atividades. Articulação dos assuntos tratados na oficina com a prática do processo de trabalho do NASF. Domínio do tema por parte dos moderadores. A oficina correspondeu ao objetivo proposto? A oficina correspondeu às suas expectativas? Qualidade dos materiais utilizados. Of icina de Qualificação do NASF Clareza da linguagem utilizada. Oportunidade para reflexão sobre os temas. O espaço físico é adequado para realizar a oficina? 2) Observações/Comentários/Sugestões: _______________________________ ____________________________________________________________ Anexos ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ 79
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    Anexo D -PORTARIA GM Nº 154, DE 24 DE JANEIRO DE 2008, REPUBLICADA EM 4 DE MARÇO DE 2008 Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições, e Considerando o inciso II do art. 198 da Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, que dispõe sobre a integralidade da atenção como diretriz do Sistema Único de Saúde – SUS; Considerando o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 8.080, de 1990, que dispõe sobre as ações de saúde destinadas a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social; Considerando os princípios e as diretrizes propostos no Pacto Pela Saúde, regulamentado pela Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que contempla o Pacto firmado entre as MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica esferas de governo nas três dimensões: pela vida, em defesa do SUS e de Gestão; Considerando a Regionalização Solidária e Cooperativa firmada no Pacto Pela Saúde e seus pressupostos: territorialização, flexibilidade, cooperação, cogestão, financiamento solidário, subsidiariedade, participação e controle social; Considerando a Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, que regulamenta o desenvolvimento das ações de Atenção Básica à Saúde no SUS; Considerando o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, definida por meio da Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, que preconiza a coordenação do cuidado a partir da atenção básica organizada pela Estratégia Saúde da Família; Considerando a Política Nacional de Promoção da Saúde, regulamentada pela Portaria nº 687/GM, de 30 de março de 2006, sobre o desenvolvimento das ações de promoção da Núcleo de Apoio a Saúde da Família saúde no Brasil; Considerando a Política Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência, conforme o Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta o desenvolvimento das ações da pessoa com deficiência no SUS; Considerando as diretrizes nacionais para a Saúde Mental no SUS, com base na Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, da reforma psiquiátrica; Considerando a Portaria nº 710/GM, de 10 de junho de 1999, que aprova a Política Nacional de Alimentação e Nutrição, e a Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria 80 o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional;
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    Considerando a PolíticaNacional de Saúde da Criança e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, de 2004, seus princípios e diretrizes; Considerando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, a Portaria nº 971/GM, de 3 de maio de 2006, que regulamenta o desenvolvimento das ações que compreendem o universo de abordagens denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa – MT/MCA, a homeopatia, a acupuntura, a fitoterapia e o termalismo social/crenoterapia; Considerando a Lei nº 8.856, de 1º de março de 1994, que define a carga horária semanal máxima dos profissionais fisioterapeuta e terapeuta ocupacional; Considerando a Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física; Considerando a Portaria nº 204/GM, de 29 de janeiro de 2007, que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle; Considerando o cronograma de envio das bases de dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais (SAI) e de Informação Hospitalar Descentralizado (SIHD/SUS), do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), e da Comunicação de Internação Hospitalar (CIH), estabelecido na Portaria nº 74/SAS/MS, de 6 de fevereiro de 2007; Considerando a Política Nacional de Medicamentos, que tem como propósito garantir a necessária segurança, a eficácia e a qualidade desses produtos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais; Considerando que a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), estabelecida por meio da Resolução CNS nº 338, de 6 de maio de 2004, é parte integrante da Política Nacional de Saúde, envolvendo um conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção e à recuperação da saúde e garantindo os princípios da universalidade, e da integralidade e da equidade; e Considerando a Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que aprova as Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde 2006, bem como a Portaria nº 699/GM, de Of icina de Qualificação do NASF 30 de março de 2006, que regulamenta as Diretrizes Operacionais dos Pactos pela Vida e de Gestão, RESOLVE: Art. 1º Criar os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) com o objetivo de ampliar Anexos a abrangência e o escopo das ações da atenção básica, bem como sua resolubilidade, apoiando a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e o processo de territorialização e regionalização a partir da atenção básica. 81
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    Art. 2º Estabelecerque os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), constituídos por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, atuem em parceria com os profissionais das equipes de Saúde da Família (eSF), compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das ESF, atuando diretamente no apoio às equipes e na unidade na qual o NASF está cadastrado. § 1º Os NASF não se constituem em porta de entrada do sistema, e devem atuar de forma integrada à rede de serviços de saúde, a partir das demandas identificadas no trabalho conjunto com as equipes de Saúde da Família. § 2º A responsabilização compartilhada entre as equipes de SF e a equipe do NASF na comunidade prevê a revisão da prática do encaminhamento com base nos processos de referência e contrarreferência, ampliando-a para um processo de acompanhamento longitudinal de responsabilidade da equipe de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando no fortalecimento de seus atributos e no papel de coordenação do cuidado no SUS. § 3º Os NASF devem buscar instituir a plena integralidade do cuidado físico e mental aos usuários do SUS por intermédio da qualificação e complementaridade do trabalho das equipes de Saúde da Família (eSF). MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica Art. 3º Determinar que os NASF estejam classificados em duas modalidades, NASF 1 e NASF 2, ficando vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos municípios e no Distrito Federal. § 1º O NASF 1 deverá ser composto por, no mínimo, cinco profissionais de nível superior de ocupações não coincidentes, entre as listadas no § 2º deste artigo. § 2º Para efeito de repasse de recursos federais, poderão compor os NASF 1 as seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações (CBO): médico acupunturista; assistente social; profissional da Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; médico ginecologista; médico homeopata; nutricionista; médico pediatra; psicólogo; médico psiquiatra; e terapeuta ocupacional. § 3º O NASF 2 deverá ser composto por, no mínimo, três profissionais de nível superior de ocupações não coincidentes, entre as listadas no § 4º deste artigo. Núcleo de Apoio a Saúde da Família § 4º Para efeito de repasse de recursos federais, poderão compor os NASF 2 as seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações (CBO): assistente social; profissional da Educação Física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; psicólogo; e terapeuta ocupacional. §º 5º A prática da Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura no NASF deverá ser realizada em consonância com a Portaria nº 971/GM, de 3 de maio de 2006. Art. 4º Determinar que os NASF devam funcionar em horário de trabalho coincidente 82 com o das equipes de Saúde da Família, e que a carga horária dos profissionais do NASF
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    considerados para repassede recursos federais seja de, no mínimo, 40 horas semanais, observando o seguinte: I – Para os profissionais médicos, em substituição a um profissional de 40 horas semanais, podem ser registrados 2 (dois) profissionais que cumpram um mínimo de 20 (vinte) horas semanais cada um, sendo permitido o cadastro de profissionais de CBO diferentes; II – Para os profissionais fisioterapeutas, devem ser registrados 2 (dois) profissionais que cumpram um mínimo de 20 (vinte) horas semanais cada um; III – Para os profissionais terapeutas ocupacionais, devem ser registrados 2 (dois) profissionais que cumpram um mínimo de 20 (vinte) horas semanais cada um; e, IV – Para as demais ocupações, vale a definição do caput deste parágrafo. § 1º A composição de cada um dos NASF será definida pelos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações. § 2º Tendo em vista a magnitude epidemiológica dos transtornos mentais, recomenda- se que cada Núcleo de Apoio à Saúde da Família conte com pelo menos 1 (um) profissional da área de saúde mental. § 3º Os profissionais do NASF devem ser cadastrados em uma única unidade de saúde, localizada preferencialmente dentro do território de atuação das equipes de Saúde da Família às quais estão vinculados. § 4º As ações de responsabilidade de todos os profissionais que compõem os NASF, a serem desenvolvidas em conjunto com as equipes de SF, estão descritas no Anexo I a esta Portaria. Art. 5º Definir que cada NASF 1 realize suas atividades vinculado a, no mínimo, 8 (oito) equipes de Saúde da Família, e a no máximo, a 20 (vinte) equipes de Saúde da Família. § 1º Excepcionalmente, nos municípios com menos de 100.000 habitantes dos Estados da Região Norte, cada NASF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a, no mínimo, 5 (cinco) equipes de Saúde da Família, e a, no máximo, 20 (vinte) equipes de Saúde da Família. § 2º O número máximo de NASF 1 aos quais o município e o Distrito Federal podem Of icina de Qualificação do NASF fazer jus para recebimento de recursos financeiros específicos será calculado pelas fórmulas: I – para municípios com menos de 100.000 habitantes de Estados da Região Norte = número de ESF do município/5; e II – para municípios com 100.000 habitantes ou mais da Região Norte e para municípios das demais unidades da Federação = número de ESF do município/8. Anexos Art. 6º Definir que cada NASF 2 realize suas atividades vinculado a, no mínimo, 3 (três) 83 equipes de Saúde da Família..
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    § 1º Onúmero máximo de NASF 2 aos quais o município pode fazer jus para recebimento de recursos financeiros específicos será de 1 (um) NASF 2. § 2º Somente os municípios que tenham densidade populacional abaixo de 10 habitantes por quilômetro quadrado, de acordo com dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ano base 2007, poderão implantar o NASF 2. Art. 7º Definir que seja de competência das Secretarias de Saúde dos Municípios e do Distrito Federal: I – definir o território de atuação de cada NASF quando as equipes de Saúde da Família às quais estes NASF estiverem vinculados pertencerem a um mesmo município ou ao Distrito Federal; II – planejar as ações que serão realizadas pelos NASF, como educação continuada e atendimento a casos específicos; III – definir o plano de ação do NASF em conjunto com as eSF, incluindo formulários de referência e contrarreferência, garantindo a interface e a liderança das equipes de Saúde da Família no estabelecimento do cuidado longitudinal dos indivíduos assistidos, bem como de MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica suas famílias; IV – selecionar, contratar e remunerar os profissionais para os NASF, em conformidade com a legislação vigente; V – manter atualizado o cadastro de profissionais, de serviços e de estabelecimentos sob sua gestão; VI – disponibilizar a estrutura física adequada e garantir os recursos de custeio necessários ao desenvolvimento das atividades mínimas descritas no escopo de ações dos diferentes profissionais que comporão os NASF; VII – realizar avaliação de cada NASF, estimulando e viabilizando a capacitação dos profissionais; VIII – assegurar o cumprimento da carga horária dos profissionais dos NASF; e Núcleo de Apoio a Saúde da Família IX – estabelecer estratégias para desenvolver parcerias com os demais setores da sociedade e envolver a comunidade local no cuidado à saúde da população de referência, de modo a potencializar o funcionamento dos NASF. Art. 8º Definir que seja de competência das Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal: I – identificar a necessidade e promover a articulação entre os municípios, estimulando, quando necessário, a criação de consórcios intermunicipais para implantação de NASF 1 entre 84 os municípios que não atinjam as proporções estipuladas no artigo 5º desta Portaria;
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    II – assessorar,acompanhar e monitorar o desenvolvimento das ações dos NASF, de acordo com o planejamento, garantindo a interface e a liderança das equipes de Saúde da Família no estabelecimento do cuidado longitudinal dos indivíduos assistidos, bem como de suas famílias; III – realizar avaliação e/ou assessorar sua realização; e IV – acompanhar a organização da prática e do funcionamento dos NASF segundo os preceitos regulamentados nesta Portaria. Art. 9º Definir que o processo de credenciamento, implantação e expansão dos NASF: I – esteja vinculado à implantação/expansão da Atenção Básica/Saúde da Família na proporcionalidade definida no artigo 5º desta Portaria; II – obedeça a mecanismos de adesão e ao fluxo de credenciamento, implantação e expansão definidos no Anexo II a esta Portaria, podendo ser utilizados os quadros do Anexo III a esta Portaria; e III – tenha aprovação da Comissão Intergestores Bipartite de cada Estado. Art. 10. Definir como valor de transferência para a implantação dos NASF, segundo sua categoria: I – NASF 1: o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) em parcela única no mês subsequente à competência do SCNES com a informação do cadastro inicial de cada NASF 1, que será repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde e ao Fundo de Saúde do Distrito Federal; e II – NASF 2: o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) em parcela única no mês subsequente à competência do SCNES com a informação do cadastro inicial de cada NASF, que será repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde. Art. 11. Definir como valor do incentivo federal para o custeio de cada NASF, segundo sua categoria: I – NASF 1: o valor de 20.000,00 (vinte mil reais) a cada mês, repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde e ao Fundo de Saúde do Distrito Of icina de Qualificação do NASF Federal; e II – NASF 2: o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a cada mês, repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde. § 1º Os valores dos incentivos financeiros para os NASF implantados serão transferidos a cada mês, tendo como base o número de NASF cadastrados no SCNES. Anexos § 2º O envio da base de dados do SCNES pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde para o banco nacional deverá estar de acordo com a Portaria nº 74/SAS/MS, de 6 de fevereiro de 2007. 85
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    § 3º Oregistro de procedimentos referentes à produção de serviços realizada pelos profissionais cadastrados nos NASF deverão ser registrados no SIA/SUS, mas não gerarão créditos financeiros. Art. 12. Definir que os recursos orçamentários de que trata esta Portaria façam parte da fração variável do Piso de Atenção Básica (PAB variável) e componham o Bloco Financeiro de Atenção Básica. § 1º Incidem nos fluxos e requisitos mínimos para manutenção da transferência e solicitação de crédito retroativo os requisitos definidos pela Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006. §º 2º O Ministério da Saúde suspenderá os repasses dos incentivos referentes ao NASF, aos municípios e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual de Saúde ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situações: I – inexistência de unidade de saúde cadastrada para o trabalho das equipes e/ou; II – ausência de qualquer um dos profissionais da equipe por período superior a 90 MINISTÉRIO da SAÚDE / Secretaria de Atenção à Saúde / Departamento de Atenção Básica (noventa) dias, com exceção dos períodos em que a contratação de profissionais esteja impedida por legislação específica e/ou; III – descumprimento da carga horária mínima prevista para os profissionais dos NASF e/ou; IV – inexistência do número mínimo de equipes de Saúde da Família vinculadas ao NASF, sendo consideradas para esse fim as equipes de Saúde da Família completas e as incompletas por período de até 90 dias. Art. 13. Definir que os recursos orçamentários de que trata esta Portaria corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde, devendo onerar o Programa de Trabalho 10.301.1214.20AD – Piso de Atenção Básica Variável – Saúde da Família. Art. 14. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Núcleo de Apoio a Saúde da Família JOSÉ GOMES TEMPORÃO (*) Republicada por ter saído com incorreção no Diário Oficial da União nº 18, de 25 de janeiro de 2008, Seção 1, página 47 a 49. 86
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    Elaboração do Projeto: Facilitadores Nacionais da Oficina do NASF: Rosani Pagani, Ana Helena Araújo Bomfim Queiroz Fabiane Minozzo, Andrea Carvalho Araújo Moreira Natali P. Minóia, Anisângela Conceição Costa Campos Clesimary Evangelista M. Martins, Clotildes Sousa Juliana O. Soares, Cynthia Maria Barboza Do Nascimento Patrícia Sampaio Chueiri, Débora Dupas Gonçalves Do Nascimento Celina M. P. de Cerqueira e Silva Fernanda Rocco Oliveira Francisca Lopes de Souza Colaboradores na Elaboração do Projeto: Jonsos Júnior Ana Cristina Barreto Peixoto Sampaio Jorge Ernesto Sergio Zepeda Ariane de Melo Alvarenga Kimielle Cristina Silva Ana Rira Novaes Marcia Ernani de Aguiar Adriana Kuchenbecker Maria do Socorro Teixeira de Sousa Silvia S. Reis Michele Peixoto Quevedo Sérgio Roberto Barbosa de Jesus Priscilla Nogueira Cavini Rodrigo Hitoshi Dias Raquel Figueredo Alencar Juan José Cortez Escalante Régis Cunha Deivison George Marinho Renata Dos Humildes Oliveira Roberta Costa Rangel Simone Miranda Ribeiro De Moraes Coordenadores do Projeto Sonia Augusta Leitão Saraiva Rosani Pagani Suzana Lourdes Ferreira Frota Teixeira Natali P. Minóia Clesimary Evangelista M. Martins Patrícia Sampaio Chueiri Apoio ao Projeto Rosana Ballestero Rodrigues Mariangela Soares Nogueira
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